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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores) - Dia 4

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O dia começou com uma grande papa de aveia com banana! :) É a beleza de um alojamento com acesso às zonas comuns!

Neste dia íamos menos carregados, porque no Ahoy Porto Covo Hostel nos disseram que em Azenha do Mar, a que chegaríamos mesmo à hora de almoço, iríamos encontrar um restaurante muito jeitoso em que os caminhantes costumam parar para comer. Isto pareceu uma óptima ideia, ainda mais sendo o ultimo dia! Também fomos alertados que fechava 1 dia por semana, mas que não sabiam qual. Achamos que era muito azar ser naquele dia, por isso apesar de termos levado comida (sempre prevenidos!), levámos menos fruta e fomos mais leves.

O trilho por sua vez começou com alguma dificuldade extra porque obras e estradas fechadas dominavam a vista! Mas após alguma confusão e busca, conseguimos encontrar o trilho!

Dica: mal saiam de Zambujeira do Mar, na subida em alcatrão, mantenham-se no lado direito da estrada e não cedam à tentação de utilizar o passadiço ;) (a utilização do mesmo implica voltar para trás, saltar o corrimão ou passar por baixo!!! Claro que optei passar por baixo, vantagens de não ser uma "Leca" inteira :p)

A chegada a Azenha foi um pouco desoladora, com as casas em muito mau estado... Mas íamos atentos em busca do tal restaurante... fácil - Restaurante Azenhas do Mar :) não engana! O que também não engana é que estava fechado, aiiiiii (para referencia futura o restaurante fecha à quarta-feira!).

Acabámos por comer um pouco mais à frente, nuns bancos com vista para o porto. Se fosse hoje penso que não teríamos comido aí, teve vantagem de ter um caixote de lixo e por isso conseguimos esvaziar ainda mais a mala, mas o trilho a seguir é uma subida que de barriguinha cheia não apetece nada! (imagino se tivéssemos ido ao restaurante!)



Sobre este dia... o que dizer... o melhoooor!!!! Apanhámos passagem de riachos, pequenas cascatas, terrenos lamacentos, molhámos os pés... enfim o que se pode pedir mais?

Nada! Bem na verdade não se devia pedir mais nada, mas mesmo sem pedir o caminho oferece!
De repente à nossa frente, do topo da falésia vemos lá em baixo a praia de Odeceixe, linda! Chega aquela sensação de estamos quase lá! Mas depois começam as contas de cabeça... não pode ser ainda é muito cedo... depois começam as questões praticas... Odeceixe é do outro lado do rio, como chegamos lá?


Vamos seguindo o caminho, descendo até ao rio, neste ponto estamos a uns 200m de Odeceixe (medida é completamente aleatória mas só para mostrar que estamos mesmo ali ao lado :)), mas com o rio pelo meio! O rio tão tranquilo, vê-se o fundo de areia... se ao menos as malas fossem impermeáveis, se ao menos tivéssemos uma coisa qualquer para as por em cima e irmos empurrando... se... se... mas como nenhum "se" se realizou...

Caminhámos antes 4 km em puro alcatrão! (blhaaaaaaa) No final destes 4 km, pela primeira e única vez na caminhada, sentia mesmo dores nos pés! 



Chegar a Odeceixe foi óptimo e mal imaginávamos nós as surpresas que tínhamos à nossa espera!

Ficámos alojados na Casa Morais! Pelo que percebi é a casa de um casal mais entradote (e muito simpático) que aluga os quartos do primeiro andar. Ficámos a pensar que velhotes amorosos, devem viver de arrendar os seus quartinhos (tem naperons e rendas na cabeceira da cama, uma fofuxice, mesmo como ficar em casa dos avós!)! No dia a seguir quando fomos embora e a senhora nos dá o cartão percebemos que até vivendas com piscina tem para alugar! :p (somos muito inocentes!)

Depois do banho (e de o Droski ter ido em urgência comprar um penso melhor para a tal bolha...), fomos em busca de uma mercearia!





Claro que não aceitava pagamentos com multibanco :p, mas o ATM também não ficava longe! Melhor? Biscoitos vegan!!! Sim isso mesmo! O Droski escolheu uns biscoitos (lembrem-se que tínhamos levado menos comida, por isso já havia muita fominha) e eu por descarga de consciência fui também dar uma olhadela (sem qualquer fé de encontrar) e derrepente, leio uma vez, leio duas, peço ao Droski para ler... confirma-se! Biscoitos Vegan!!! E eram booooms!





De seguida ocupamos uma bela esplanada, sumo de laranja para o Droski, chá quentinho para mim (com os tais biscoitos :p) e ainda com o bónus da companhia super simpática do cãozinho do dono do café!

Pelo caminho de volta encontrámos um restaurante de comida mediterrânica e vegetariana (Chaparro Natura), ó que alegria! E na porta o aviso: reabrimos dia 12 de Novembro! Ahhhhh hoje é dia 11!!! Que nervos, que tristeza! 

Ida ao quarto, telefonemas para a famelga, decidir onde vamos comer... O Droski queria pizza (será que nunca se cansa? :)) eu estava mais inclinada para cozinha tradicional... Mas como arroz e salada posso comer sempre... Vamos lá à Pizza! (já a pensar no quão má era a pizza de Porto Covo! - Ver Papar fora: Pizzaria La Bella Vita (Porto Covo))

Só posso dizer, que boa escolha! Melhor massa de pizza que já comi na vida! O dono super simpático! E... o restaurante tinha jogos de tabuleiro!!! Ver - Papar fora: Pizzaria Central (Odeceixe)

Não podíamos ter pedido um melhor fim para a nossa aventura! A jogar jogos num sitio super simpático e comer bem mas bem! Sai de lá com tendência a rebolar!

Foi o fim de uma aventura de 4 dias, que soube a pouco e sabe tão bem quando as coisas acabam enquanto ainda sabem a pouco!



Aconselho mesmo muito, agarrem na melhor companhia que encontrarem (eu adoro a que levei! XD), ponham a mala às costas e partam à aventura! São 4 dias fantásticos de paz, aventura e muito muito riso!

Boas veganices!


(o que não é nada bom é a viagem de volta... ena tanta curva e contra curva que aquele autocarro dá! Uma menina foi a vomitar para sacos a viagem toda, outros quando parámos a meio saiam para apanhar ar com péssimo aspecto agarrados ao joelho, eu pela minha parte enjoei pela primeira vez  na vida(que viagem de inferno) e chegou um ponto que até o Droski já estava enjoado!)
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Papar fora: Pizzaria Central (Odeceixe)

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Mal chegamos lá, vimos que cá fora os donos estavam a fazer castanhas... comentámos como seria bom podermos comer algumas neste dia de S. Martinho! E aqui é o primeiro ponto positivo, as pessoas foram-se juntando, alguns traziam mais castanhas outros não, mas todos comiam e nós também fomos logo convidados a participar e comer à vontade!

Lá dentro o ambiente é muito engraçado meio restaurante, meio bar de praia e melhor ainda... JOGOS! Mal nos sentámos fomos logo buscar um jogo, que maravilha! Melhor ainda a senhora que fazia as pizzas ainda não tinha chegado por isso ia demorar um pouco, sem problema temos JOGOS!!! 

E assim começou a noite, com uma bela musica ambiente e muito jogo!

Chega a sopinha de cenoura, muito gostosa! Mas o melhor estava para vir!


Chegam as pizzas... e a rapidez com que desaparecem é alucinante! Mas que coisa tão boa! O recheio é bom com cogumelos frescos, mas a massa, ai a massa... melhor massa que já comemos sem sombra de duvida!

Acaba a pizza ficamos a olhar um para o outro a dizer como é bom... como até comeríamos mais (entretanto o casal da outra mesa - que não eram caminhantes, pede para colocar os restos das suas pizzas numa caixa porque não foram capazes de comer tudo...), não sei se é por as nossas pizzas serem sem queijo ou mesmo porque somos muito lambões, mas nós não tivemos qualquer dificuldade em comer as nossas e continuava a vontade por mais!


E como um disse esfola mas o outro disse mata... veio mais uma para dividirmos pelos dois! O:)

Engraçado... nós comemos 1 sopa e pizza e meia de vegetais cada um (sem queijo!) a acompanhar com água; o outro casal bebeu um coca cola e o outro cerveja, cada um comeu no máximo 1/2 pizza e no final foram para a esplanada beber café e fumar um cigarro... quem comeu mais? nós! quem ingeriu mais calorias? Quase de certeza absoluta que foram eles! Quem tinha um aspecto mais atlético? Nós! Mais importante que a quantidade é a qualidade do que comemos!


Boas veganices!
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores) - Dia 3

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Pela primeira vez nesta rota começamos o dia como pessoas civilizadas, sentados à mesa a tomar um pequeno almoço :D (estava incluído na estadia na Pousada de Almograve). 

Depois de irmos buscar o pão alentejano encomendado no dia anterior e mais um carregamento de 2 bolinhos de mel e canela para o menino pusemos-nos a caminho! Afinal este dia é o mais comprido!

Após uns 15 minutos a andar já nos tínhamos enganado no caminho :p por isso chamo a atenção, quando entrarem na praia vão olhando bem para as rochas à esquerda! Há aí um caminho... a ideia não é seguir sempre pela praia, até porque se tentarem vão acabar por ter problemas, especialmente com maré cheia :D (neste ponto o sol dificulta ainda mais ver os sinais!).

Correcção feita no percurso e lá continuamos nós!

Aviso desde já que vai haver estradão! Daqueles que se começa a andar muito rápido para despachar, mas depois se desiste porque se percebe que aquilo não tem fim mesmo! Neste ponto aconselho cantar e fazer jogos ;) (nestas alturas a boa companhia faz toda a diferença!)

Mas além de estradões tem muita beleza e vida selvagem! :p 


Nunca vi tanto sapo junto! Parámos ao pé de uma poça porque vimos UM sapo e quando me começo a aproximar começam MONTES (medida matemática bastante utilizada para nomear bués! 0:) mais do que 15 seguramente!) deles a saltar, mas tantos! É preciso ir com muita atenção, porque é muito fácil passar sem reparar nisso!

Também tivemos a sorte de "apanhar" cegonhas, como elas fizeram o ninho numa rocha que estava à altura da falésia conseguimos estar mesmo frente a frente com elas! (até elas se fartarem de nós e irem dar uma volta!)







O almoço foram as laranjas que tinha comprado em Almograve no dia anterior, a senhora não me enganou, eram mesmo sumarentas! E uma fatia de pão alentejano com manteiga de amendoim (atenção que o único ingrediente que a manteiga de amendoim teve ter é... AMENDOIM! leiam os rótulos!).

(o grão aparece na foto mas ficou para o almoço do dia seguinte!)




Depois de almoço entrámos em zona perigosa! Elas estavam por todo o lado no caminho e eram enormes! VACAAAAS! :D
No caminho demos com um recinto onde estavam bastantes vacas, sendo que algumas delas conseguiram fugir e por isso ocupavam o estradão! Felizmente as de cornos grandes estavam lá dentro! :p 

Nem me lembrei de tirar foto, mas  por um lado foi lindo ver aqueles animais de tão perto e acima de tudo vê-los correr! Sim se não tiverem presas elas correm :) neste caso para fugir de nós, por mais que tentássemos ficar longe para não as assustar elas iam dando corridas para manter a distancia (o que é irónico porque na verdade bastava que a mais pequena corresse contra nós e a vitória seria delas! Um ser humano sem armas não representa qualquer risco, mas elas lá aprenderam a temer-nos :/). 

Muito lindo mesmo... mas por outro lado muito triste vê-las a correr de volta para o seu cativeiro, muito triste saber que aqueles animais que ainda naquele momento corriam à minha frente vão ser levados para um matadouro e acabar no prato de alguém... Vão morrer muito antes do que morreriam se lhes permitissem envelhecer, simplesmente para que pessoas as possam comer, pessoas essas que até teriam uma saúde melhor se não as comessem, então porquê?

O resto do percurso fez-se bastante bem, descida íngreme e divertida até à doca... e depois estrada... e neste ponto atenção outra vez! Vamos lançados na estrada e já vemos a cidade ao longe e pensamos estamos a chegar... mas atenção que há um desvio para a direita! Vão com atenção aos passadiços que vão aparecendo porque um deles é o vosso caminho certo! 

Mesmo pertinho de chegar ao destino sinto algo na parte interior do dedão grande do pé direito (que atenção ao detalhe tem a escritora deste blog!)... como nestas coisas acho que mais vale tratar logo que armar-me em heroina e depois acabar com alguma lesão mais chata, descalcei-me e pumba... a primeira (e única bolha) deste percurso! Na verdade já não era uma bolha, porque neste ponto já estava rebentada e em carne viva (mais uma vez muito descritivo!)... felizmente existem aqueles pensos tipo compeed! Toca a colar lá aquela borrachinha maravilhosa e nem pensei mais nisso!

Chegados a Zambujeira do Mar fomos logo à procura do nosso alojamento - ficámos na Casa da Praia, o quarto era óptimo e as áreas comuns idem idem aspas aspas!! De realçar que inclui um pequeno espaço exterior da parte de trás da casa, o que a torna perfeita para quem está a fazer a rota histórica de bicicleta.

Depois de estarmos instalados fomos à mercearia em busca de mantimentos (esta foi a mais pobre que encontrámos, acabámos até por comprar pão de forma em falta de melhor... blhac). A ter em atenção que Zambujeira do Mar tem apenas 1 sitio com 2 caixas multibanco e que segundo nos foi explicado é muito comum elas não terem dinheiro disponível! Quando lá fomos apenas 1 tinha, felizmente, porque caso contrário não sei como íamos pagar os mantimentos uma vez que a mercearia não tem multibanco. Por isso talvez não seja má ideia em Vila Nova de Mil Fontes levantarem logo o dinheiro necessário para as duas etapas seguintes!

Compras feitas toca a correr até à praia para apanhar o por do sol!

Foto do Droski (o menino)

Fazer tempo para jantar numa esplanada mesmo ao lado do alojamento, na conversa enquanto bebíamos sumo natural de laranja e cenoura e perdíamos dinheiro nas raspadinhas (óptimo momento)!

Quando chegou a hora de jantar fomos ao Ponto e Virgula, que sendo um sitio engraçado e com um toque de modernidade não me conquistou a 100% - Papar fora: Ponto e Virgula (Zambujeira do Mar).

Depois disto e com o frio a apertar chegou a altura do já tradicional jogo de Uno e cama!


Boas veganices!
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Papar Fora: Ponto & Virgula (Zambujeira do Mar)

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Ponto & Virgula

O sitio que me atraiu mesmo mesmo em Zambujeira foi um tal de Casino da Ursa, cuja ementa do exterior mencionava uma salada alentejana com batatas e pimentos assados... ai já estava a salivar só de pensar!! Infelizmente no inverno muita coisa está fechada, e o Casino de Ursa fazia parte desta lista.

Com esta decepção "no bucho" seguimos em busca de uma nova alternativa, não havendo muitas acabamos num restaurante de aspecto moderno... O Ponto e Virgula!

Desfolhando a lista reparamos que tinha hambuguer vegetariano! Gosto sempre de apoiar estas iniciativas, por isso, apesar dos fritos, pedi um sem queijo (além das já tradicionais azeitonas com pão!).





O hamburguer e as batatas eram bastantes boas, no entanto só consegui comer metade e mesmo assim fiquei bastante enjoada com aquela gordura toda! Fritos, óleos e gorduras afins não são mesmo a minha praia! (hum... vou fazer um post sobre gorduras!!! está decidido! :p)

Em conclusão, pareceu-me que se comia bem mas continuo a preferir o bom e tradicional restaurante português! :D


Boas veganices!
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores) - Dia 2

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Tínhamos decidido começar mais tarde neste dia e aproveitar para descansar, afinal a distancia era muito inferior (15 km) e havia o truque do barco!!!

Truque do barco? sim sim sim, outra das dicas que recebemos no Ahoy Porto Covo Hostel foi... atravessar o rio em Vila Nova de Milfontes de barco! Isto poupava uns 4 km do percurso!

Primeiro não nos pareceu nada boa ideia, afinal a lógica era caminhar, não apanhar transportes! Mas depois percebemos que o percurso a que iríamos escapar era basicamente em estrada e que o barquinho que nos levaria era um lindo moliceiro! 

Estava decidido, uma passeio de moliceiro é bem mais giro que 4 km de alcatrão! Vimos o horário dos barcos e pensamos apanhar por volta das 10h30!

Logo acordámos mais tarde, preparamos-nos com calma... pequeno almoço no quarto com restos de pão alentejano do jantar do dia anterior e bananas.

Todos contentes vamos fazer o check-out e aproveitamos para confirmar onde se apanham os barcos... hum... não estão a funcionar.. o k???? 

Pronto ideia por água abaixo! Não havia barco! Voltamos assim ao plano original de fazer todo o percurso a caminhar. Os 4 km na verdade não eram todos em estrada e o percurso fez-se bastante bem!

Fiquei com a ideia que o ideal seria fazer o caminho a pé, chegar ao outro lado até às 11h (ultimo barco da manhã), apanhar esse barco de volta para Vila Nova de Milfontes, almoçar por lá, ir à praia, piscina... e depois apanhar o barco das 14h (primeiro da tarde) para retomar o caminho! Assim fazem o caminho todo sem batotice, dão uma volta de barco e ainda relaxam um pouco em Vila Nova de Milfontes que é lindaaaaa!  Desta forma ainda devem chegar a Almograve por volta das 17h. (achei que o único ponto de interesse em Almograve era a bela praia, por isso não vale a pena chegar lá muitoooo cedo!)






Neste dia o percurso é muito simples e mais afastado das falésias, sendo talvez o dia menos interessante e rolante.

Mas mesmo assim o dia foi óptimo!










O almoço foi só fruta, uvas e bananas! Tão doces! Muito bom mesmo e deram-me energia mais que suficiente para o resto da aventura!











Chegamos cedo a Almograve e demos logo com a Pousada de Juventude, que fica mesmo no caminho! Primeira informação que nos deram: mandámos-lhe um email e tentar contacta-la porque estamos sem água quente! O quê???? Nauuuum! 

Mas como a simpatia das pessoas é o que faz a diferença nestas coisas a recepcionista ofereceu logo a casa de banho da copa (única com água quente) para tomarmos banho! Uipiiiiiiii, não é como água quente no quarto mas deu para o banho que tanto apetecia. :D

Depois do banho e já instalados estava na altura de descobrir Almograve... rapidamente percebemos que fizemos bem em ficar na Pousada (mesmo com o contratempo da água), porque Almograve é bastante pequeno e não tem muitas opções de alojamento e por falar nisso nem restauração! Escolher o restaurante foi muito fácil... porque foi basicamente o único que encontrámos! Restaurante o Lavrador - Papar fora: Restaurante o Lavrador (Almograve)! Fica mesmo ao lado da Pousada, o que também calhou muito bem porque a noite estava gelada!

Mas voltando mais atrás... antes de jantar fomos procurar uma mercearia para nos abastecermos para o dia seguinte, mais uma vez a senhora foi super simpática e garantiu-me que as laranjas estavam boas e sumarentas! (não sem eu a avisar que seria muito triste carregar as laranjas às costas para depois elas serem más! hihihi)


Depois de abastecidos fomos dar um passeio na praia de Almograve, que de facto é lindíssima e ainda molhámos os pés... claro que depois ficámos cheios de frio :p ...

... por isso toca a ir beber um chá bem quente na melhor pastelaria que encontrámos (Pastelaria e Cafetaria Estela D´Ouro)! O senhor foi muito fixolas e ainda nos reservou logo (sem pagarmos e sem nos conhecer de lado nenhum) um pão alentejano para levarmos para a caminhada no dia seguinte! 

Para os não vegan há um bolo de mel e canela que parece que é mesmo muito bom, o menino gostou tanto que no dia a seguir comprou mais 2 para levar para a caminhada.



Depois de jantar foi tempo de jogatana de UNO no quarto e cama! (o uno é um amigo sempre fiel nestas aventuras ;))


Boas veganices!
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Papar Fora: Restaurante o Lavrador (Almograve)

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Almograve não tem muitas opções de restauração, perguntámos por lá onde poderíamos comer bem e indicaram-nos dois sítios, um era um tipo de churrascaria o outro um restaurante tradicional, optámos pelo segundo!

Já lá tínhamos passado lá durante o dia e não nos tinha parecido grande coisa, mas à noite abrem a sala de refeições e é na verdade um local bastante português e acolhedor!

Começamos como de costume com azeitona e pão (apesar de ser pão alentejano não era na minha opinião aquele autentico que todos adoramos!), depois uma sopa mesmo muito boa que levava feijão e arroz e para terminar uma salada mista com arroz branco e batata cozida.

A comida era boa (o menino comeu chocos e também gostou) e adequada ao preço no entanto os acompanhamentos são servidos em doses bastante pequenas, a mim calharam-me 2 mini batatinhas e umas 3 colherinhas de sopa de arroz. Apesar disso como comi bastante pão a sopa era pesada não precisei de mais, fica na mesma o aviso para pedirem um reforço caso tenham mais apetite!

Para fechar em grande uma fatia de melão e que coisa mais docinha! Mesmo boa!


O pessoal era simpático e não me cobraram nada pelos meus acompanhamentos (salada mista, arroz e batata), sim ouviram bem, mesmo nada! Só paguei a sopa e a fatia de melão!

Boas veganices!
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores) - Dia 1

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Acordamos bastante antes do despertador tocar... prontissimos para o começar o dia!

Depois do pequeno almoço improvisado no quarto (pãozinho com doce e bananas), mal podíamos esperar para ir lá para fora e por "pés à obra". :p

O trilho é bonito desde o primeiro momento!


A única dificuldade é mesmo o facto de grande parte do percurso ser em areia; além de dificultar andar a maldita mete-se por todo o lado e chega uma altura que sentimos que os nossos pés já não cabem nos ténis de tal forma ela se apodera deles!

Neste ponto é importante lembrar o aviso que recebemos no Ahoy Porto Covo Hostel... "quando começarem a ficar com o os ténis e meias com areia, vale mais pararem e tirarem a areia, perdem tempo mas de outra forma vão dar cabo dos pés!".

E assim fizemos, muitas pausas para tirar a areia! 


Até que mesmo no final desta etapa o menino se lembrou de algo simples mas que nos ajudou imenso nos dias seguintes... andar sem ténis :D ai que maravilha!!! sentir o pezinho livre a andar na areia :D, fizemos ainda muitos km nesta rota calçados apenas com as nossas meias!





Além das vistas das falésias que são de tirar a respiração, e neste ponto o Dia 1 é imbatível, fomos encontrando também pequenos detalhes de plantas e animais que nos fizeram parar e ficar a admirar.

Como este louva-a-deus que me deixou quase encostar a ele sem se mexer ou a pequena flor que conseguiu despontar no meio de um caminho quase desértico.










O almoço foi tomado com uma vista que nem o melhor dos restaurantes pode oferecer! Para almoço tive uma bela lata de grão e 1 pãozinho!  Ao longo do dia fui comendo frutinha (bananas e maçãs)! Além de uma garrafa de 1,5lt de água, que neste dia se revelou pouca (fazia mesmo muito calor!), ainda acabámos por comprar outra num restaurante que surgiu a uns 3 km do final.





Finalmente chegámos a Vila Nova de Milfontes!



Tão entusiasmados que estávamos que sem nos apercebermos começámos logo a fazer a etapa do dia seguinte... ahhhhh, compreendida a "besteira" voltámos para trás e percebemos que tínhamos estado mesmo ao lado do nosso hotel!

Ficámos no HS Milfontes Beach by Duna Parque Group, a recepcionista, muito simpática fez um upgrade no quarto e passou-nos para um com vista para a praia!!!

O melhor de tudo é que tínhamos direito a usar as piscinas e jacuzzi! Toca a comprar fatos de banhos numa "lojinha do chinês" (e claro mantimentos para o dia seguinte!) e pumba! Lá estávamos nós a terminar o dia numa piscina coberta e jacuzzi só para nós! Atenção que é preciso usar toca, que como não tínhamos tivemos que comprar no hotel, mas mesmo assim valeu a pena por este luxo no final do dia.

Quando chegou a hora de jantar... não podíamos ter escolhido melhor... Pátio Alentejano! Ai que booom! - Papar fora: Pátio Alentejano (Vila Nova de Mil Fontes)


E.... cama!!! Que amanhã há mais!
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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores)

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Depois de uma espera impaciente aconteceu finalmente... Aventura na Rota Vicentina!



Fizemos o trilho dos pescadores, que nos pareceu mais interessante e também um pouco mais técnico, e que se divide em 4 etapas.

"Sempre junto ao mar, seguindo os caminhos usados pelos locais para acesso às praias e pesqueiros.
Trata-se de um single track percorrível apenas a pé, ao longo das falésias, com muita areia e por isso mais exigente do ponto de vista físico.

Um desafio ao contacto permanente com o vento do mar, à rudeza da paisagem costeira e à presença de uma natureza selvagem e persistente."


1º dia
Trajecto: Porto Covo -> Vila Nova de Mil Fontes
Distancia: 20 km
Grau de dificuldade: difícil

2º dia
Trajecto: Vila Nova de Mil Fontes -> Almograve
Distancia: 15 km
Grau de dificuldade: algo difícil

3º dia
Trajecto: Almograve -> Zambujeira do Mar
Distancia: 22 km
Grau de dificuldade: algo difícil

4º dia
Trajecto: Zambujeira do Mar -> Odeceixe
Distancia: 18 km
Grau de dificuldade: algo difícil


Foram 4 dias inesquecíveis, com cerca de 75 km caminhados (somado de mais alguns à conta de alguns erros :p)!

Uma coisa que não pudemos deixar de reparar foi a ausência de portugueses no trilho, o que nos deixou um pouco surpreendidos! Ora se até 2 casais americanos encontrámos (não se conheciam!), que atravessaram um oceano propositadamente para fazer este trilho... Como é possível não termos encontrado um único português! Mesmo num dos alojamentos, falaram inglês connosco porque recebiam mais caminhantes estrangeiros que portugueses!

Acho que não temos muito essa cultura de por uma mala às costas e descobrir o que é nosso, mas cada vez vejo mais grupos de caminhantes! Por isso estou esperançosa :D


Durante esta semana vou fazer pequenos relatos de cada um dos dias (e também vou actualizando este post com os links), que espero possam ajudar o planeamento de quem tiver a pensar fazer também esta aventura! E claro ajudar vegans que possam achar que alimentar-se durante esta aventura possa ser complicado! (não é! e fica muitoooo barato :p)
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