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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Trip to Madeira - o que não fazer!

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Atenção, atenção, este post não é para chatear ninguém e eu acho que uma pessoa deve experimentar tudo, mais não seja para dizer que não gostou! No entanto PESSOALMENTE há coisas que se eu soubesse como eram não tinha feito! Aqui vai:


1. Grutas de São Vicente - mau, muito mau, e então se já tiverem ido à Gruta das Torres (Pico, Açores) vão achar aquilo tudo ridículo... e não fomos os únicos, quando íamos a sair ouvi uma menina dizer à mãe "pelo menos fiquei com os ténis limpos"... e com isto acho que não valem a pena muitos mais comentários! Mas vai haver :) o mini percurso é todo feito em túneis feitos pelo homem (a minha casa também foi feita por homens e não cobro a visita!), a guia debitava um texto decorado sem qualquer emoção ou empatia com o grupo e devo dizer que algumas das explicações me pareciam duvidosas... pelo menos não batiam muito bem com as explicações do GUIA brutal da Gruta das Torres! Gostei especialmente quando ela diz, aqui não há calcário, por isso não há estalactites... enquanto tem uma estalactite ao lado... segundo explicaram na Gruta das Torres são feitas de magma e o especial destas estalactites é que quando se partem é o fim, nunca mais vão crescer! Também não se deixem levar pelo tempo da visita, grande parte é passada no centro de vulcanismo, a ver filmes e afins! Concluindo, foi o dinheiro mais mal dado que dei nestas férias, mesmo! Se gostam deste tipo de coisas deixem-se estar quietos e depois para as próximas férias logo vão ao Pico ver uma coisa como deve ser!

2. Teleférico do Funchal - chatoooo, há muitos teleféricos na Madeira, dos que experimentei este é o mais caro e terrivelmente chato... vemos terraços, varandas e afins e anda muito devagarinhoooo! Muito muito chato!

3 Cabo Girão - falam muito disto, é o cabo mais alto da Europa (580 m) e a plataforma suspensa é em vidro, em teoria parece super uauuuu, mas na verdade não tem assim tanto impacto... a plataforma está sobre uma ribanceira inclinada que quebra um pouco a noção de altura e o vidro da plataforma tem tantos tracinhos que também não tens aquela sensação de estar no ar... não sei, havia lá muitas crianças entusiasmadas, mas nós não vimos ali grande piada. (acho que nem temos nenhum foto de lá)

4. Levada do Alecrim - Não é má e é super simples de fazer, mas também não apresenta nada de novo (tanto que acho que nem falei dela nas caminhadas), por isso sendo que as férias têm sempre o tempo um pouco limitado talvez não faça sentido perder tempo com esta.

5. Vereda da Ilha - já falei sobre isso aqui: Trip to Madeira - caminhadas I

6. Estacionar no Funchal - não é um evento, mas é lixado até mais não... felizmente um senhor mega simpático mostrou-nos um sitio especial em que conseguimos sempre encontrar lugar! Onde é? Isso fica para as dicas! ;)

E pronto para mim isto foram claramente os pontos baixos da viagem!

Boas veganices!
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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trip to Madeira – caminhadas I

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Ir à Madeira significa para grande parte das pessoas fazer algumas caminhadas, não fossem as levadas tão famosas!

Então? São assim tãoooo boas? Já lá vamos, mas primeiro o que não é nadica bom… as caminhadas são todas (pelo menos as mais conhecidas) lineares! Uma caminhada linear é sempre chato mas ainda mais quando estás de férias e queres aproveitar todos os momentos e depois te vês obrigado a desperdiçar 3 horas a repetir o mesmo percurso…

Mas vamos lá às caminhadas que fizemos…

1. Vereda do Areeiro – Pico Ruivo (PR 1)



Inicio no Pico do Areeiro


São muito provavelmente os 5,6 km mais fantásticos que já fiz na minha vida! A sério, se só puderem fazer uma caminhada na Madeira, esta é a menina a ter em consideração! Começa com um caminho digno do feiticeiro de Oz que já te começa a fazer sentir que estás num mundo à parte e desde aí o tempo é todo passado em uauuuu! Preparem-se para demorar bastante mais tempo do que o que seria razoável para esta distância, porque vão estar sempre a parar e olhar em volta (alias só tem piada assim!).


A caminhada em si é bastante simples (não para quem sofra de vertigens ou claustrofobia :p), basta seguir o caminho construído, sem grande declive… exceptuando quando chegam às escadas sem fim :O (vão saber quando lá chegarem…) aquilo cansa, mas não desesperem as escadas acabam e tudo terá valido a pena! Não se esqueçam de levar lanterna porque vão ter a oportunidade de passar literalmente dentro das montanhas!




Vão chegar a um ponto em que encontram um pequeno descampado ao lado do percurso, não faço ideia a que km, mas vão dar por ela porque há muita gente a parar ali para comer algo ou apenas para se sentar um pouco e apreciar a paisagem, o meu conselho é aproveitem! Dali a pouco tempo terão as escadas (as tais), por isso sentem-se, relaxem, apreciem a vista e comam uma frutinha boa (ai tanta cereja comemos nós ali)!


No Pico Ruivo vão mesmo até à ponta, tem lá um cubo de cimento (construção? Sei lá o que é aquilo :)), que apesar de não ser o ponto mais alto permite que te sentes e almoces com uma vista privilegiada da fila da frente, sem estares sempre a ver passar outros caminhantes à frente! (não, numa caminhada na Madeira nunca serás o único…). Nós almoçámos cada um uma lata de feijão, pão e fruta!

Pico Ruivo

Depois a melhor hipótese é voltar para trás até ao carro! 

sempre a descer...

Nós infelizmente não fizemos isso, ai que repetir o caminho é chato… então seguimos a Vereda da Ilha (PR1.1), o plano era ir até freguesia da Ilha e daí apanhar um táxi de volta para o nosso carro. Péssima ideia! Primeiro a Vereda da Ilha são 8,2 km em que desces cerca de 1.367m de altitude, logo os teus joelhos vão adorar (ai ai)! Depois não tem nada que se diga uau valeu super a pena ter quinado as minhas pernas e saber que vou ter dores no dia a seguir. E por último pagámos 40 euros pelo táxi de volta até ao carro! Yep! 40 euros, e mesmo assim foi com atenção especial! Atenção especial porque?




Íamos nós todos contentes pelo caminho quando encontramos um grupo de turistas, um dos guias madeirense (e super simpático) meteu logo conversa connosco, depois de lhe explicarmos o nosso objectivo ele diz, mas o táxi são uns 70 euros! :O caiu-nos tudo… nem sequer tínhamos esse dinheiro connosco! Também podem apanhar um autocarro diz ele, vão até ao Funchal, mas ainda tem de arranjar maneira depois de ir ao Areeiro buscar o carro, ou então perguntam de passa no Poisio… se sim saem aí e depois andam uns 3 km até ao Areeiro. OMG, andar mais? (sim a Vereda da Ilha tira a uma pessoa a vontade de dar mais um passo que seja!). Ok, ok mas se o táxi são 70 euros mais vale o autocarro! Ah mas o ultimo é as 17h30, não se se chegam lá a tempo… Mas e agora!? 

O guia diz, ah tenho um amigo que é taxista, vou-lhe perguntar quanto faz! Ele liga e ouvimos, ai e tal tenho aqui dois amigos, qual o preço? Mas sem piscinas! Ele olha pra nós e diz ele faz 40 euros… é caro, mas depois de nos dizerem 70… 40 parece quase uma borla! :p

Daqui tiramos uma lição importante, quando perguntarem a um taxista quanto leva para um trajecto digam, mas sem piscina e pisquem o olho ;) eles vão achar que vocês dominam a coisa!

Entretanto numa paragem o guia pergunta ao que ia à frente, que era taxista, quando ele levava para o mesmo percurso, ele diz 50… ok 40 é perfeito!

Chegados à Ilha, vemos o “nosso” autocarro ao longe… hora de ligar para o táxi!

Esperamos cerca de meia hora e aparece o nosso táxi (carrinha), um senhor super simpatico pergunta, são só vocês? Yep só nós os dois… ele deve ter tido pena de nós, de perceber que aqueles 40 euros eram suportados apenas por 2 pessoas, porque explica… o meu amigo disse-me que vocês estavam em Sanatana, de lá são 40 euros, mas daqui são 50… mas não importa, fica os 40. Apesar de estar a fazer o serviço abaixo do preço que costuma cobrar o taxista foi super simpático, foi fazendo de guia turístico, até parou em alguns sítios para vermos melhor e deu uma data de dicas de sítios e restaurantes onde ir… no final tentámos dar um pouco mais de 40 euros (pela simpatia) mas ele não aceitou!

Conclusão: esta caminhada (Vereda Areeiro – Pico Ruivo) é um must do na Madeira, mas no final não se ponham em aventuras e simplesmente voltem para trás pelo mesmo caminho!

Eh lá este post já está grande! As próximas caminhadas ficam para outro dia!

Boas veganices!
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