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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Papar fora: Doce Infusão (Aveiro)

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A Meia-Leca foi de férias, desta vez com o lema "vá para fora cá dentro" e assim na companhia da rabugenta Loki e do inquieto Droski pôs-se a caminho!

Estava pronta para as dificuldades em encontrar comida vegana nesta minha incursão ao centro e norte do país... afinal tenho raízes bem nortenhas e sei bem o que a casa gasta! :D

No entanto... o primeiro almoço em Aveiro correu surpreendentemente bem! No meio da agitação do centro e de esplanadas encontrámos a Doce Infusão, que entre tostas, wraps, saladas e afins tinha sempre opções vegetarianas ou mesmo vegan! 

Conseguimos ficar mesmo no meio da agitação, na esplanada (não esquecer que tínhamos a bixa atrás!), pagar pouquíssimo e comer uma bela salada vegan (sim era mesmo o nome), com alface, tomate, azeitonas, banana, maçã, ananás, morango, sementes diversas e ainda grão, que não fazia parte dos ingredientes iniciais mas que eu pedi e eles puseram sem qualquer custo extra. Uma maravilha!


Boas veganices!
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Trip to Madeira - o que não fazer!

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Atenção, atenção, este post não é para chatear ninguém e eu acho que uma pessoa deve experimentar tudo, mais não seja para dizer que não gostou! No entanto PESSOALMENTE há coisas que se eu soubesse como eram não tinha feito! Aqui vai:


1. Grutas de São Vicente - mau, muito mau, e então se já tiverem ido à Gruta das Torres (Pico, Açores) vão achar aquilo tudo ridículo... e não fomos os únicos, quando íamos a sair ouvi uma menina dizer à mãe "pelo menos fiquei com os ténis limpos"... e com isto acho que não valem a pena muitos mais comentários! Mas vai haver :) o mini percurso é todo feito em túneis feitos pelo homem (a minha casa também foi feita por homens e não cobro a visita!), a guia debitava um texto decorado sem qualquer emoção ou empatia com o grupo e devo dizer que algumas das explicações me pareciam duvidosas... pelo menos não batiam muito bem com as explicações do GUIA brutal da Gruta das Torres! Gostei especialmente quando ela diz, aqui não há calcário, por isso não há estalactites... enquanto tem uma estalactite ao lado... segundo explicaram na Gruta das Torres são feitas de magma e o especial destas estalactites é que quando se partem é o fim, nunca mais vão crescer! Também não se deixem levar pelo tempo da visita, grande parte é passada no centro de vulcanismo, a ver filmes e afins! Concluindo, foi o dinheiro mais mal dado que dei nestas férias, mesmo! Se gostam deste tipo de coisas deixem-se estar quietos e depois para as próximas férias logo vão ao Pico ver uma coisa como deve ser!

2. Teleférico do Funchal - chatoooo, há muitos teleféricos na Madeira, dos que experimentei este é o mais caro e terrivelmente chato... vemos terraços, varandas e afins e anda muito devagarinhoooo! Muito muito chato!

3 Cabo Girão - falam muito disto, é o cabo mais alto da Europa (580 m) e a plataforma suspensa é em vidro, em teoria parece super uauuuu, mas na verdade não tem assim tanto impacto... a plataforma está sobre uma ribanceira inclinada que quebra um pouco a noção de altura e o vidro da plataforma tem tantos tracinhos que também não tens aquela sensação de estar no ar... não sei, havia lá muitas crianças entusiasmadas, mas nós não vimos ali grande piada. (acho que nem temos nenhum foto de lá)

4. Levada do Alecrim - Não é má e é super simples de fazer, mas também não apresenta nada de novo (tanto que acho que nem falei dela nas caminhadas), por isso sendo que as férias têm sempre o tempo um pouco limitado talvez não faça sentido perder tempo com esta.

5. Vereda da Ilha - já falei sobre isso aqui: Trip to Madeira - caminhadas I

6. Estacionar no Funchal - não é um evento, mas é lixado até mais não... felizmente um senhor mega simpático mostrou-nos um sitio especial em que conseguimos sempre encontrar lugar! Onde é? Isso fica para as dicas! ;)

E pronto para mim isto foram claramente os pontos baixos da viagem!

Boas veganices!
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Papar fora: Ao 26 - vegan food project (Lisboa)

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Vou ter de interromper as aventuras na Madeira... custa mas merece tanto mas tanto a pena!

Este fim-de-semana comi a melhor comida vegan de sempre... e com um sabor 100% português!

Chama-se Ao 26 e fica entre o Cais do Sodré e o Largo de Camões, ideal para dar uma volta depois de jantar! E para quem vem da margem sul é óptimo para ir de barco, sem stress em estacionar o carro e sem problema se apetecer um copo extra!

O restaurante tem super bom aspecto, com um ambiente super simpático o que juntamente com a simpatia dos empregados nos faz logo sentir bem naquele espaço. Todas as mesas tem um livro, o que é giro!

Primeiro que tudo... um restaurante que não tenho de perguntar o que é vegan... uauuuuu! tudo é vegan! sonhoooo!

Para entrada veio o couvert com pãozinho, azeitonas e azeite com vinagre balsâmico (ou algo assim), pedimos também a tábua de queijos, que coisa boa, tem diversos tipos de queijo, doce, nozes... a nós que somos zé povinho só nos pareceu que ficou a faltar o pão alentejano!

o couvert já ia a meio quando me lembrei da foto :p


Como prato principal pedimos bife de seitan com batata doce e tofu com crosta de broa e batata assada... estava tudo muito bom, mas o bife então... juro que o maior carnista ficará satisfeito com aquela iguaria! 



Chega a altura da sobremesa... a minha sobremesa favorita sempre foi mousse de chocolate e sinceramente já não me lembrava da ultima vez que tinha comido! Alias o que realmente custa quando como fora é a sobremesa, o prato fico bem com acompanhamentos... mas quando apetece um doce pecaminoso... aí como vegan nunca me safo! Mesmo em vegetarianos a única sobremesa vegan que costuma haver é crumble de maçã!

Pronto foi o dia! Sobremesa para mim mousse de chocolate e para o Droski cheesecake crudivero! 
A mousse, ai a mousse... tinha tantas saudades daquele sabor, daquela cremosidade... a mousse não desiludiu, era tãoooo boa, melhor até que as "normais" que há por aí e ainda vinha com um quadradinho de chocolate... PERFEITO!

na foto não parece mas a mousse era mega cremosa!

Acabei com um café bio, não costumo beber mas soube bem no final de tão bela refeição!

Ah eu bebi chá gelado e o Droski sumo natural!

No final pagámos cerca de 45€, sendo 15 euros a tábua de queijos, 1,8 a couvert, cerca de 9 euros cada prato, 2 ou 3 euros cada bebida e as sobremesas penso que andavam entre 3 e 4 euros cada (o preços não são exactos, mas é mais ou menos isso!).

Na minha opinião o especial desde restaurante é manter o gostinho português, eu acredito que a nossa cozinha é fabulosa e tenho pena que os restaurantes vegetarianos raramente aproveitem isso e estejam sempre a oferecer thais e caris que na verdade eu consigo comer com opção vegan, e até melhor, em restaurantes étnicos!

Por isso aconselho tanto, tanto, tanto... estou desejosa de lá voltar! Melhor refeição de sempre, tudo bom, tudo gostoso! E vendo de uma perspectiva não vegan o Droski também adorou! Certo Droski? :D

Boas veganices!
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Papar fora: ser vegan na Madeira V (Olives Funchal)

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Confesso que não andava muito entusiasmada com as minhas refeições na Madeira, por isso quando começámos a pensar onde fazer o nosso ultimo jantar o meu empenho era reduzido!

Mas havia alguém que ainda acreditava e que não poupou esforços numa busca desenfreada para conseguir encontrar uma coisa boa para mim... o DROSKI! (viva o Droskiiii!)

Ah e sim, este post só vai ter um sitio! Mas vale por 3 (o sitio!)!

13. Olives Funchal

Então como estava a dizer na ultima noite demos com o derradeiro oásis… daqueles mesmo fixolas, com um lago de água calmas rodeado das mais perfeitas palmeiras… ai que coisa linda! 

Começa pela fantástica esplanada no terraço, passa pelo Chefe maravilhoso que vinha a mesa para ter a certeza que tudo estava bem… os funcionários super simpáticos e… um menu extra só com pratos vegan e vegetarianos! Morri e fui para o céu! 

Aviso já que os nomes dos pratos eram muito chiques e eu já não me lembro, por isso vou dando a versão (brega) simplificada da coisa! x)

Como entrada salada de abacate e tomate com molho picante (aiii o gengibre), papaia com um topping salgado e ainda pãozinho feito pelo chefe e cozinhado ali na hora! A acompanhar o pão vinham 3 manteigas, mas para mim o chefe fez uma mistura de azeite com vinagre balsâmico! Ai que bom!



De seguida ravioli (vegetariano) para o Droski e um pão recheado com um estufado de tofu, grão e abóbora, tudo acompanhado com uma bela sangria com espumante e belas frutinhas, que não estava na lista mas que mal perguntamos eles disseram logo que faziam algo… e que boa que estava!





Para acabar pergunto se haverá alguma sobremesa vegan… “ não se preocupe que o chefe para si vai fazer agora uma coisa especial”… pronto quero viver aqui para sempre!

Veio um crumble de maçã e passas acompanhado de sorvet de tangerina… ai que maravilha!



Se não estou em erro pagamos cinquenta e tal euros e valeu cada cêntimo, que despedida gastronómica brutal!

Para melhorar tudo e como o restaurante só tinha mais uma mesa ocupada que por acaso era mesma a ao lado da nossa ainda tivemos a bater conversa com o casal que lá estava, que eram pessoas super interessantes e que já tinham viajado imenso… sabe tão bem conversar com quem o sabe fazer… foi uma noite inesquecível!

Boas veganices!
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Papar fora: ser vegan na Madeira IV

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10. Pingo Doce (viva a pobretice!)

No shopping La VIE Funchal o Pingo Doce tem comida a peso, como funciona como buffet um vegan safa-se sempre! De que me lembre apanhámos: massa com legumes e soja, batata doce assada, batata salteada, arroz, salada, legumes cozidos… Enfim não há como errar e se foram a partir das 21h é happy hour (uouuuuuuu), que significa que os pratos ficam a metade do preço! Mas quanto? Bem um prato em happy hour um prato fica entre os 2 e 4 euros (se for mesmo cheio)!!!! :D
É uma óptima opção para equilibrar o orçamento! E fica mesmo ali no centro do Funchal.


11. Taberna Popular (não podíamos fugir da poncha para sempre...)

Foi onde experimentámos a tradicional Poncha, atenção agora para os vegan… a poncha feita com açúcar em vez de mel é a Poncha à Pescador! (peçam essa!) Não deve ser o melhor sítio para um apreciador, mas nenhum de nós é muito dado a bebidas alcoólicas, por isso foi suficiente. Pareceu-nos boa, foi barata e a localização é muito gira, cheia de vida à noite. 
(o principal é que traz pipocas!!!)



12. Ritz (melhor gelado de chocolate do mundo... vegan ou não!

Eu adoro gelado… enfim quem não adora? O meu sabor favorito? Fácil fácil, chocolate! 

Infelizmente a maioria dos sabores vegan são… fruta! Não me entendam mal, eu adoro fruta, e faço gelados de fruta em casa, MAS, caramba se quero ir a uma geladaria comer um gelado quero uma coisa como deve ser! Vejo mil sabores interessantes, ele é o chocolate, o oreo, o cokie o cheesecake, o tiramisu e sei lá mais eu o quê e quando eu pergunto quais os sabores vegan a resposta é invariavelmente (quando os há!): morango, frutos silvestres, manga e por aí… 

Fica aqui a sugestão, meus srs. “geladeiros” toca a perceber que dentro de um vegan também há um ser humano! Também gostamos de gulodices! E compensa ter outros sabores vegan? Bem existe uma geladaria na costa que tem sabor de chocolate vegan (fica para outro post) e se for lá mesmo ao final do dia ele já está esgotado! Fica a dica ;)

Bem depois desta grotesca introdução, voltemos à Madeira… depois de um jantar no Pingo Doce e com aquela sensação de estamos a controlar tão bem os nossos custos pensamos, bem para compensar podíamos comer um gelado! (o ser humano é óptimo nesta óptica da compensação! Hihihi

À nossa frente o Ritz, começo a ver o sabores e digo aiiii não acredito, tinha um chocolate especial do Ritz, super escuro com um ar mega cremoso e digo ao Droski, opah aquele é que era bom!

Vem o funcionário e começo o meu questionário para perceber se existe algum que possa comer… ah isso só temos um! Qual qual? O mega chocolate Ritz!!! Nem podia acreditar (aliás ainda hoje tenho dificuldade em acreditar!)… pedi logo uma bolinha e meus meninos, melhor gelado de chocolate que já comi na vida (comparando com os vegan ou com ou outros, este ganha sempre)!

Confesso que fiquei na dúvida, isto será mesmo vegan? Pelo que o senhor disse era! Por isso aconselho mega irem experimentar este sabor! E já agora voltem a confirmar que é vegan (espero mesmo que seja!)!

E não, não tenho foto nenhuma, uma coisa daquelas come-se antes que derreta não se fotografa! :D

Já só falta um! E claro que deixei o melhor para o fim... o que por aí vem é um must go na Madeira!

Boas veganices!

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Papar fora: ser vegan na Madeira III

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7. Xapa Grill 2 (olha freguês que é barato e gostoso...)

Este menino fica perto das Grutas de São Vicente e só posso dizer que não vão ter qualquer problema em comer aqui! Funciona em regime buffet e por menos de 6 euros podes comer tudo o que conseguires! Para nós, vegans, tinham batata doce, favas, feijão, grão, milho, arroz, batata assada, batata frita, pão, azeitonas e saladas diversas! Não tenho queixas, óptima relação qualidade/preço.

tão simples... tão bom!

8. Gigi sumos (saudável, simples e barato)

Não sendo o ideal para um jantar é perfeito para um almoço rápido no Funchal, tem sumos naturais, wraps, tostas… tudo com opções vegan! Além disso é barato! Penso que o menu que pedi wrap + bebida foi 6,5€. 

Quanto à localização fica perto das paragens de partida dos autocarros, por isso foi mesmo perfeito para o nosso último dia!





9. Taberna do petisco (melhores batatas fritas do mundo!)

Ultimo dia na Madeira… manhã passada numa viagem de barco (contarei mais à frente!), almoço na GIGI (acima)… tarde na piscina… e quase quase na hora de ir para o aeroporto surge a ideia de fazer uma despedida bem gostosa!

Mandámos vir bolo do caco com azeite… o sr. pergunta “quer o nosso azeite especial?” Ai claro que quero que já chega de azeite Galo! Para acompanhar umas batatinhas fritas!

Chega tudo, que maravilha de azeite, super bem condimentado! E as batatas? Opah as batatas! As melhores batatas fritas que já comi na vida! Vinham com alho e com ervinhas e eram de comer e chorar por mais… ainda bem que fizemos esta paragem! (estava tão bom que nem nos lembrámos de tirar foto!)

Depois mais perfeito ainda… dá para ir a pé para ao aeroporto! Juro! Dá mesmo! E que melhor maneira de deixar a Madeira que caminhando? :D

Está a melhorar não é? Mas não fica por aqui!

Boas veganices!

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Papar fora: ser vegan na Madeira II

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4. Restaurante Lugar de Baixo (onde somos tratados que nem Reis! que simpatia!)

Era dia de jogo de Portugal, estava a chegar a hora e nós perdidos pela Madeira à procura de um restaurante simpático que desse o jogo e tivesse algo para eu comer… aaaaiiii que o jogo começa e nós aqui às voltas na montanha sem ver um café que seja!

Felizmente, tal oásis apareceu na forma deste este menino… tinha tv, tinha pizzas, estávamos safos!

Havia pouca gente e por isso pudemos os dois ficar mesmo de frente para a televisão! Começámos com o bolo do caco com azeite do costume e seguiram duas megas pizzas (um exagerooooo, não conseguimos comer tudo porque a massa não era tão fina assim, mas arranjaram caixinhas para levarmos os restos), que estavam bastante boas! Os empregados eram mega simpáticos e no final, talvez para compensar a tristeza de Portugal não ter ganho, deram-nos dois copos de licor a cada um! O preço foi super adequado, já que pedimos pizza que daria facilmente para uma família de 4!



5. Restaurante praia dos Reis Magos (restaurante turístico com opções veggie) e O Mero (cena tropical)

Fomos ter a este restaurante absolutamente por acaso… era o nosso penúltimo dia na Madeira e tínhamos marcado fazer coastering, mas o tempo esteve contra nós e as condições não permitiram tal aventura, como já não tínhamos carro e ficar parados estava fora de questão, fomos à aventura de autocarro, sem saber bem para onde… começámos com uma paragem em Garajau com direito a passeio de teleférico e bebida fantástica (O Mero) – também há lá um Cristo Rei, mas não lhe achámos grande piada!



 Depois desta bebida com gosto a tropical voltámos a apanhar um autocarro e acabámos por sair na Praia dos Reis Magos… onde demos com o restaurante! A vista para o mar era óptima e tinha alguns pratos vegetarianos!!! Optei por uma massa com legumes, que originalmente levava natas e queijo, mas foi só pedir para tirar e não houve problema nenhum, veio antes salteada com azeite!





6. Chico Restaurante (esquecivel)

Restaurante simpático e acolhedor, comi arroz, milho frito, batata frita e salada. É bom para desenrascar mas não marca, tanto que quando vi a lista de restaurantes para fazer este post já não me lembrava de ter lá ido!


Calma, muita calma que isto ainda vai melhorar :D

Boas veganices!

ser vegan na Madeira I
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terça-feira, 26 de julho de 2016

Papar fora: ser vegan na Madeira I

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Hum… por um lado há barraquinhas de fruta super gostosa por todo o lado, o que é óptimo!

Por outro lado… nem só de fruta vive um vegan (pelo menos eu não!)… e sabe tão bem no final do dia ir comer a um restaurante bonito!!! E isso sim… já não é tão fácil assim! Mas não é impossível! Vamos lá!

1. O Viola (restaurante ideal para um vegan se sentir violado)



Sitio muito giro, com as mesas dentro de um tipo de “gaiolitas”, que fazem parecer que temos ali um espacinho só para nós! 

Depois o senhor chega e pergunta, então vai ser espetadas ou costeleta? (ou algo assim) hum… o Droski pergunta “e peixe?” – não isso não temos, mas também pode ser frango assado… OMG onde estou eu? Arroz pode ser? Não, não pode… a sério? 
Basicamente só existem dois método de cozinha: ou bem que se grelha ou bem que se frita por isso… sai salada, batata frita e milho frito para dois! A cara do senhor a este pedido… impagável… já a conta a roçar os 20 euros foi um rouboooo daqueles! Por isso vegans deste mundo não ponham aqui os pés! (entretanto percebi que a “gaiola” servia basicamente para pendurar as espetadas lá do cimo… nojooooo!)



2. Abrigo do Pastor (também abrigava outras surpresas inesperadas)


Ok, ok logo pelo nome já me está a perder, mas supostamente é um dos melhores restaurantes da Madeira e o Droski queria muito experimentar, por isso lá fomos nós…

Leio a ementa e penso “ isto até vai correr bem!”, peço bolo do caco com azeite em vez de manteiga, arroz com feijão, batatas salteadas e legumes cozidos! Que maravilha, que banquete!

Chega tudo, que óptimo aspecto! Espera, espera… o que são estes bocaditos castanhos nas batatas? E o feijão? Parece que tem ali qualquer coisa! Bacon! Bacon, aaaahhh, tudo tem bacon!



Falei com a sra. que nos estava a atender, que começa por dizer, ah as batatas não tem carne, é bacon… (isto fez-me lembrar um episódio na Turquia em que um sr. Me explicava que um prato era vegetariano, que não tinha carne, era só galinha…). Depois de bem explicado lá veio uma batata sem bacon, já o feijão teve mesmo que ir para trás sem substituição possível, porque a mistura com carne já estava feita! Conclusão… certifiquem-se com os funcionários que os acompanhamentos que estão a pedir não vão ser feitos com bacons e afins! Mas que estava tudo bom… estava! Ah e salada de frutas! É um must neste restaurante, não se atrevam a sair de lá sem comer! :D


3. Sol Poente (bom para relaxar, fazer planos ou mesmo recordar os dias que já passaram)

Só lá fomos comer um gelado (o Droski), mas pareceu um sítio fantástico para se jantar e ver o por do sol! 

Mas ainda faltam muitos mais sítios (os melhores)! Já volto!

Boas veganices!

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Trip to Madeira - caminhadas IV

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3 caminhadas numa só: 25 fontes, risco e casa do rabaçal!

Estas foram as que fizemos no primeiro dia na Madeira, acabadinhos de aterrar!

O inicio é igual para todas e o primeiro desafio é arrumar o carro entre estas meninas lindas!




Arrumado o carro começa a descida por uma pequena estrada alcatroada (mas com vistas bonitas), exista a opção de apanhar "boleia" de uma carrinha, que tudo o que faz é andar para cima e para baixo com os caminhantes! Para baixo acho que não compensa usar este serviço, mas depois na volta... sempre a subir numa estrada que já fizemos... que venha a carrinha! (nós não usamos mas acho que é uma super boa opção!)

Começámos pela caminhada do risco, o caminho é muito lindo e verdejante, óptima opção para dias muito quente e solarengos!



E o final é verdadeiramente uauuuu :)



Depois chega a altura de voltar para trás e apanhar o percurso das 25 fontes, o caminho não é tão simples, anda-se muito em cima de um tipo de parapeito ao lado da levada e em algumas alturas é bastante estreito e não é possível as pessoas cruzarem-se, mas mesmo assim não apresenta grande dificuldade!

Mais uma vez o mesmo tipo de vegetação fantástica e um final ainda mais uauuuu, onde aproveitámos para almoçar!

Infelizmente não conseguimos tirar grande foto, porque uma familia tuga chegou pouco depois e ocupou o pedaço todo! :p

Se tiver calor podem tomar banho!
 (mas sem estardalhaço okis?)

Ah aqui há uma coisa muito engraçada, uns passarinhos super traquinas que faziam voos rasantes às pessoas e que, com alguma paciência, vêm buscar comida à mão!!! Coisas mais fofas! Havia um mais gorduxo que era só abrir a mão e lá vinha ele!

No regresso, e para não repetir, seguimos o caminho da casa do rabaçal!

bailarina!

Percurso feito... sentar a descansar um pouco à sombra enquanto apreciamos a vista e nos preparamos para a tal subida!!!


Boas veganices!

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Trip to Madeira - caminhadas III

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Chegou o dia de fazer a caminhada da Vereda da Ponta de São Lourenço, diziam maravilhas daquele percurso, no entanto quando lá chegámos tudo o que víamos era um caminho desértico e serpenteante sem fim que dava a todos o os que o percorriam o ar de peregrinos, como se tivessemos a assistir a uma cena bíblica! 

Bem vamos lá, que o percurso é pequeno (4 km + 4km) e num instante fazemos isto!











Em alguns pontos apanhámos bastante vento e o percurso era estreito (uma vereda lá está!), logo fomos avançando meio dobrados e tentando ficar longe da beira… mais uma vez senti que cruzava um deserto, qual cena bíblica, atrás de Maomé (talvez as referencias não sejam muito exactas, mas não é um assunto que perceba muito e foi isso que senti :p).

Mas a paisagem começou cada vez mais a valer a pena, as escarpas para o mar eram lindas e mesmo a rudeza do caminho começa a encantar, passámos pelo caminho para uma pequena praia e tomámos nota mental de lá ir quando voltássemos! 



O caminho foi passando… até chegar ao parque de diversões, de repente e quase na ponta aparece uma casinha rodeada de palmeiras, tal oásis, com casa de banho (1 euro!), mesas para comer, pequena zona para acampar, zona de observação de aves, uma prainha de água transparente e claro… a subida mesmo até ao final da ponta (tinha que ser mais um pequeno pico…)!


Primeiro sentámos-nos a comer fruta e apreciar a paisagem, com pessoas espalhadas por toda a área (é uma coisa surreal meso… a seguir atacámos a subida! Muito mais fácil do que parecia e lá em cima a sensação é óptima e com dezenas de lagartos giros! Já a descida, raios que aquilo escorrega!

Depois estava na hora de um banho! Ai que coisa maravilhosa, a temperatura estava óptima, o mar tranquilo e água super transparente! Parecia um paraíso na terra! Estávamos ali rodeados de terra tão seca, toda a paisagem castanha e nós a boiar na água translucida com o sol a bater no rosto… impagável! (atenção a praia é de pedra por isso levar calçado que possam levar para dentro de água é óptima ideia, caso contrário a entrada neste paraíso vai doer!)

Seguimos depois o caminho de volta, a sentir que estávamos leves de corpo e alma… talvez por isso tenha parecido tão rápido o regresso, mas não sei antes uma paragem na tal praia! Onde voltámos a comer e arriscámos mais um mergulho! Esta praia tinha uma particularidade gira, estava cheia de seixos colocados, por vezes com grande perícia, nas paredes da rocha que a circunda! Claro que também pusemos uma! 



Quando voltámos ao carro estávamos com o bichinho da praia por isso decidimos terminar o dia com uma grande road trip das praias! (sim esta caminhada de 8 km acabou por nos ocupar grande parte do dia! e valeu a pena!) :D l

Lgo ali ao pé da ponta de S. Lourenço encontrámos a “prainha”! O nome não engana, é uma pequena praia, com água fantástica e com um spot porreiro para dar pulos para a água, aconselho muito!

Em Machico fomos à Praia da Banda d'Além uma praia artificial de areia branca, a praia é óptima e tem uma plataforma para saltar para água (muito comum na Madeira), mas a areia branca na Madeira soa a estranho!

E ainda demos um pulo à Praia das Palmeiras, aqui não chegámos a tomar banho porque a água não estava nada apetitosa e a piscina na altura estava vazia, dois dias depois quando voltámos a passar por lá já estava a bombar. :D

Depois disto estávamos pronto para um banho (desta vez na banheira) e um belo jantar!

Boas veganices!
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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Trip to Madeira - caminhadas II

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Continuando a nossa viajem pelas caminhadas... vamos a uma das levadas mais famosas da Madeira!


2. A levada do Caldeirão Verde



Sim, uma das levadas onde turistas já morreram!

A excitação era mais que muita, será assim tão perigoso?

Esperavam-nos 6,5 km (+6,5 de volta, percurso linear claroooo)... ah não na verdade foi mais porque o nosso GPS passou-se e não conseguimos encontrar o inicio do percurso :/ logo iniciámos no "Um caminho real para todos", que é um percurso linear de 1 km que foi concebido para ser percorrido por pessoas com dificuldades motoras.

"Um caminho real para todos" é bastante bonito e aconselho a todos os que não possam aventurar-se em caminhadas mais longas e técnicas, no entanto para quem vai fazer o Caldeirão Verde acho que não há ganho nestes 2 km extra (ida e volta!).





Esta caminhada é muito boa mesma e vale super a pena, mas de facto é preciso ter cuidados porque o perigo está lá. Em alguns troços vão encontrar apenas um parapeito para andarem, com a levada de um lado e um "precipício" no outro, mas a maioria das vezes existe umas cordinhas a fazer de parapeito! :D Óbvio que a paisagem é uauuu!

O pior é quando apanhas outros caminhantes... quando apanhámos os primeiros em sentido contrário pensámos ai ai que já fomos, felizmente aprendemos o truque ;), por outro lado quando apanhamos no mesmo sentido mas com velocidade diferente... ai que chatice!!



Ah o truque? querem saber qual é? já nem me lembrava disso! O:) Fácil, fácil, é colocar os pés na beira do caminho (do lado da levada) e encostarem-se à montanha, ficam assim inclinados (\) completamente apoiados e seguros, na pior das hipóteses caiem para dentro do canal da levada, enquanto os outros passam do lado em que cair doí!

Na falta de uma fotografia passemos ao momento mais embaraçoso alguma vez sucedido neste blog...




Agora que passámos por isto espero ter mantido alguma dignidade, dignidade!!! onde estás tu? voltaaaa!

Para dar um toque extra também vão havendo túneis ao longo do caminho (cuidado com as cabeçaaaas!)!



No final sentimos que a caminhada valeu a pena quando nos deparamos com aquela cascata enorme, que infelizmente não tenho fotos :p mas ficam as da lagoa! O único senão é o mesmo que encontrei em todas as caminhadas na Madeira, excesso de pessoas! Fica a faltar o sentimento que és um privilegiado por ver aquilo, não sei explicar, mas há um refreio no entusiasmo pelo facto de haver tanta gente lá... perde um pouco a magia, mas não deixa de ser lindo!


O caminho de volta foi feito em metade do tempo e já nem pareceu tão complicado! O melhor é que ainda fiz um amiguinho!!!

coisa má linda!
Opah já está grande outra vez... mais caminhadas na Madeira brevemente!

Boas veganices!

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trip to Madeira – caminhadas I

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Ir à Madeira significa para grande parte das pessoas fazer algumas caminhadas, não fossem as levadas tão famosas!

Então? São assim tãoooo boas? Já lá vamos, mas primeiro o que não é nadica bom… as caminhadas são todas (pelo menos as mais conhecidas) lineares! Uma caminhada linear é sempre chato mas ainda mais quando estás de férias e queres aproveitar todos os momentos e depois te vês obrigado a desperdiçar 3 horas a repetir o mesmo percurso…

Mas vamos lá às caminhadas que fizemos…

1. Vereda do Areeiro – Pico Ruivo (PR 1)



Inicio no Pico do Areeiro


São muito provavelmente os 5,6 km mais fantásticos que já fiz na minha vida! A sério, se só puderem fazer uma caminhada na Madeira, esta é a menina a ter em consideração! Começa com um caminho digno do feiticeiro de Oz que já te começa a fazer sentir que estás num mundo à parte e desde aí o tempo é todo passado em uauuuu! Preparem-se para demorar bastante mais tempo do que o que seria razoável para esta distância, porque vão estar sempre a parar e olhar em volta (alias só tem piada assim!).


A caminhada em si é bastante simples (não para quem sofra de vertigens ou claustrofobia :p), basta seguir o caminho construído, sem grande declive… exceptuando quando chegam às escadas sem fim :O (vão saber quando lá chegarem…) aquilo cansa, mas não desesperem as escadas acabam e tudo terá valido a pena! Não se esqueçam de levar lanterna porque vão ter a oportunidade de passar literalmente dentro das montanhas!




Vão chegar a um ponto em que encontram um pequeno descampado ao lado do percurso, não faço ideia a que km, mas vão dar por ela porque há muita gente a parar ali para comer algo ou apenas para se sentar um pouco e apreciar a paisagem, o meu conselho é aproveitem! Dali a pouco tempo terão as escadas (as tais), por isso sentem-se, relaxem, apreciem a vista e comam uma frutinha boa (ai tanta cereja comemos nós ali)!


No Pico Ruivo vão mesmo até à ponta, tem lá um cubo de cimento (construção? Sei lá o que é aquilo :)), que apesar de não ser o ponto mais alto permite que te sentes e almoces com uma vista privilegiada da fila da frente, sem estares sempre a ver passar outros caminhantes à frente! (não, numa caminhada na Madeira nunca serás o único…). Nós almoçámos cada um uma lata de feijão, pão e fruta!

Pico Ruivo

Depois a melhor hipótese é voltar para trás até ao carro! 

sempre a descer...

Nós infelizmente não fizemos isso, ai que repetir o caminho é chato… então seguimos a Vereda da Ilha (PR1.1), o plano era ir até freguesia da Ilha e daí apanhar um táxi de volta para o nosso carro. Péssima ideia! Primeiro a Vereda da Ilha são 8,2 km em que desces cerca de 1.367m de altitude, logo os teus joelhos vão adorar (ai ai)! Depois não tem nada que se diga uau valeu super a pena ter quinado as minhas pernas e saber que vou ter dores no dia a seguir. E por último pagámos 40 euros pelo táxi de volta até ao carro! Yep! 40 euros, e mesmo assim foi com atenção especial! Atenção especial porque?




Íamos nós todos contentes pelo caminho quando encontramos um grupo de turistas, um dos guias madeirense (e super simpático) meteu logo conversa connosco, depois de lhe explicarmos o nosso objectivo ele diz, mas o táxi são uns 70 euros! :O caiu-nos tudo… nem sequer tínhamos esse dinheiro connosco! Também podem apanhar um autocarro diz ele, vão até ao Funchal, mas ainda tem de arranjar maneira depois de ir ao Areeiro buscar o carro, ou então perguntam de passa no Poisio… se sim saem aí e depois andam uns 3 km até ao Areeiro. OMG, andar mais? (sim a Vereda da Ilha tira a uma pessoa a vontade de dar mais um passo que seja!). Ok, ok mas se o táxi são 70 euros mais vale o autocarro! Ah mas o ultimo é as 17h30, não se se chegam lá a tempo… Mas e agora!? 

O guia diz, ah tenho um amigo que é taxista, vou-lhe perguntar quanto faz! Ele liga e ouvimos, ai e tal tenho aqui dois amigos, qual o preço? Mas sem piscinas! Ele olha pra nós e diz ele faz 40 euros… é caro, mas depois de nos dizerem 70… 40 parece quase uma borla! :p

Daqui tiramos uma lição importante, quando perguntarem a um taxista quanto leva para um trajecto digam, mas sem piscina e pisquem o olho ;) eles vão achar que vocês dominam a coisa!

Entretanto numa paragem o guia pergunta ao que ia à frente, que era taxista, quando ele levava para o mesmo percurso, ele diz 50… ok 40 é perfeito!

Chegados à Ilha, vemos o “nosso” autocarro ao longe… hora de ligar para o táxi!

Esperamos cerca de meia hora e aparece o nosso táxi (carrinha), um senhor super simpatico pergunta, são só vocês? Yep só nós os dois… ele deve ter tido pena de nós, de perceber que aqueles 40 euros eram suportados apenas por 2 pessoas, porque explica… o meu amigo disse-me que vocês estavam em Sanatana, de lá são 40 euros, mas daqui são 50… mas não importa, fica os 40. Apesar de estar a fazer o serviço abaixo do preço que costuma cobrar o taxista foi super simpático, foi fazendo de guia turístico, até parou em alguns sítios para vermos melhor e deu uma data de dicas de sítios e restaurantes onde ir… no final tentámos dar um pouco mais de 40 euros (pela simpatia) mas ele não aceitou!

Conclusão: esta caminhada (Vereda Areeiro – Pico Ruivo) é um must do na Madeira, mas no final não se ponham em aventuras e simplesmente voltem para trás pelo mesmo caminho!

Eh lá este post já está grande! As próximas caminhadas ficam para outro dia!

Boas veganices!
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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Trip to Madeira - alugar um carro

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Quando decidimos ir à Madeira já estávamos mentalizados que alugar um carro era praticamente obrigatório (tal e qual como nos Açores), por isso e já com o avião marcado começámos a busca pelo carrito perfeito para nós!

O melhor preço que encontrámos foi na GoldCar através do site Rentalcars.com, optámos pelo mais barato (odeio gente pobre! - tal e qual Caco Antibes :p) e com medo das dificuldades inerentes ao percurso montanhoso fizemos o seguro extra que custou 62,52€ (pela primeira vez na vida devo dizer!).  

Acabadinhos de aterrar no aeroporto do Funchal e ainda sem ter sentido o cheiro à terra paramos no balcão da GoldCar...

1) o nosso carro era um 1.0, se queríamos subir montanhas talvez não fosse boa ideia (alguém vai à Madeira e não quer subir montanhas? :O), ok ok faz sentido vai o upgrade para 1.6 - uau que grande salto!!! Mas eram só mais 37 euros por isso bora lá! (e sim valeu muito muito a pena que aquilo tem subidas que parece que vamos cair para trás e como era a diesel e super económico acho que na verdade acabámos por poupar dinheiro com este upgrade, em 6 dias com o carro gastámos cerca de 52 € de gasóleo, bem bom!)

2) tem de deixar franquia de 76€ relativo ao valor do combustível, mas não se preocupe, desde que ateste o valor é integralmente devolvido... ok ok vamos lá!

3) ah quer fazer seguro? não, não já tenho seguro! ah mas esse não é nosso! mas não chega? se não fizer seguro connosco tem de deixar franquia. ok... e quanto é? 1.100€ ausência de resposta e sinto que por dentro me estou a rir à gargalhada ao mesmo tempo sinto o vácuo no meu cérebro... voltando a mim... e o seguro é quanto? 110 € tem noção que pouca gente tem 1.100 euros para deixar correcto? pois, pois é mesmo melhor fazer o seguro, temos muitos acidentes e depois tem o risco de ficar sem esse valor (mas qual valor menina? não posso ficar sem o que não tenho, aaahhh o meu cerebro já voltou a ter pensamentos!) então e o seguro que já fiz? ah isso não tem problema é só ligar para o numero que lhe vou dar e diz que contratou connosco e eles devolvem o dinheiro. ok, ok, venha o seguro e lá vão mais 110 euros!

Ainda sem sequer ver o mar já tinha menos 223 euros na carteira! (já alugámos carro nos Açores em várias ilhas e diferentes companhias e na Turquia e nunca mas nunca tínhamos deixado franquia de gasolina e muito menos nos tinham obrigado a fazer um seguro sobre pena de ficarem com todo o nosso dinheiro!).


Dito isto não tenho qualquer reclamação da Rentalcars,  foram super prestáveis ao telefone, aceitaram como prova do seguro com a GoldCar uma fotografia do contracto tirada com  o telemóvel e uns 3 dias depois já tinha o dinheiro de volta!

Resumindo, escolham um carro com cilindrada suficiente para as rampas de lançamento que vão encontrar e procurem bem na letras pequeninas estas informações todas para irem preparados!

Boas veganices!
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Voltei!!!

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Aiiii como as férias passam rápido!!! E quando volto acho sempre que estou bem mais cansada do que antes das férias... hum... é melhor não partilhar esta conclusão com o chefe! :D

Então e fui para onde afinal? Desta vez fui seduzida pela perigosidade e beleza das levadas da Madeira :p


Foi uma semana fantástica e cheia de aventuras (clarooo!). Nos próximos posts vou partilhar as caminhadas que fiz, os sítios que visitei, alojamento, orçamento (ai ai) e claro... como é ser ser um vegan na Madeira!!! 

Espero que isto possa ajudar quem esteja a planear também a sua viagem a esta bela ilha! Volto muito em breve!

Boas veganices!
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Férias!

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A Meia-Leca vai de férias! :D uipiiiiiii




Boas veganices!!!
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Marcha pela Abolição dos Matadouros

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O que aconteceu no passado sábado foi um marco em Portugal, foi a primeira vez que um grupo se manifestou desta forma contra a exploração animal, incluindo para consumo! A primeira vez que fomos para a rua gritar não só pelos cães e gatos, mas também pelas vacas, porcos, galinhas, peixes e todos os animais que diariamente são alvo da tortura humana!

Este movimento já começou em 2012, espalhado por diversos países (como a Alemanha, o Reino Unido, a Austrália, Canadá, França, EUA, Suiça...) e finalmente um grupo corajoso trouxe a revolução até ao nosso pequeno país! Pode não parecer muito, pode ter sido apenas um grupo de pessoas a gritar pelas ruas, mas foi um primeiro passo e sem ele seria impossível chegar mais longe!



Esta manifestação deu-nos força, ficámos a saber que somos muitos (bem mais do que eu julgava)... que somos fortes e que vamos sempre continuar a lutar até que o ultimo animal seja liberto! Nós, os que lutamos agora não veremos esse dia, não tenho ilusões... mas cabe-nos a nós abrir o caminho para os virão a seguir!

Pode não parecer muito, mas basta que uma pessoa que nos viu tenha ficado curiosa, tenha investigado... quem sabe em algum tempo ela perceba e se junte a nós, essa pessoa vai falar e influenciar as pessoas que conhece... e por aí em diante... é esse o efeito "bola de neve" que precisamos!

Se calhar não parecíamos muitos e a media recusou-se sequer a seguir ou falar de tal evento (apesar de terem sido informados), mas a cada ano que passar seremos mais e aí os media não poderão mais fingir que não nos vêem porque o nosso barulho vai chegar a todo o lado! 

Pode parecer pouco, mas não é por ser pouco que vamos deixar de o fazer... não desistas, por mais insignificante que pareça o teu gesto, por mais que aches que não vale a pena... toda a revolução começa com um bando de pessoas que os outros acham doidas, começa com coisas pequeninas e vai crescendo até bater forte no coração de muitos! 

Não é fácil, ainda hoje o mundo está cheio de racistas (e até de escravos!), ainda hoje nós mulheres encontramos na vida dificuldades que se devem apenas a isso, sermos mulheres, ainda hoje os homossexuais não são livres de expressar o seu amor em publico, na verdade nem sequer somos livres de vestir de forma diferente sem sermos alvos de um qualquer olhar opressor... a luta pela liberdade nunca foi fácil e muito menos rápida... mas vale a pena por cada vitória! Luta no teu dia a dia pela liberdade... luta em todas as frentes, impõe-te quando assistires a injustiças, mesmo que pareça que não vai fazer a diferença, às vezes há muitas pessoas na multidão que pensam como tu, mas que se calam pensando também que estão sozinhas! Não se calem! Não te cales!

Seja o que for que te move, luta! Não importa se não vais ver os resultados... a luta não é por ti! 


Não importa se nunca vais viver num mundo em que os animais não sejam explorados, o que importa é dares o teu melhor para que um dia os animais vivam nesse mundo!

Boas veganices!



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terça-feira, 7 de junho de 2016

Papar fora: Veganeats (novo restaurante vegan!)

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Esta sábado abriu o Veganeats na Madragoa e claro que eu fui logo lá!

Depois da Marcha pela Abolição dos Matadouros nada melhor do que ir à estreia de um restaurante vegan!!! :D

A localização é muito gira e bairrista e tem uma esplanada com umas 4 mesas, o que vai saber mesmo bem nas noites quentes de verão. Ainda tem o plus de ter musica ao vivo às sextas e sábados à noite.



Além de restaurante também serve lanches e snacks, pelo menos a beber cerveja com tremoços vi lá uns estrangeiros!

O menu de 5,5 euros inclui mini-prato, salada e chá :D no sábado havia  pica pau de seitan com migas e salada (pica pau bom já as migas não fiquei tão fã), com um chá de menta (chá a sério, sem açucares adicionados!).

Como extra ainda comemos um óptimo caldo verde (muito bom mesmo!) e o melhor da noite... as sobremesas, ai as sobremesas!!! Melhor cheesecake que já comi e um bolo de chocolate mesmo TOP!!! A acompanhar um belo café biológico!

No final a conta somou cerca de 18 euros para 2 pessoas, o que me pareceu um preço super porreiro e ainda tivemos direito a uma amostra de bolo e eu a uma flor de papel!

E as fotos da comida? Não tenho! A esplanada estava escura e a fome/entusiasmo eram tantos que quando me lembrei já era tarde. :(

Aconselho muitoooooooo! Já fazia falta um verdadeiro vegano e ainda mais mantendo os gostos da comida tradicional portuguesa! Voltarei muito em breve!

Boas veganices

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Marcha pela Abolição dos Matadouros - Lisboa - 4 de junho

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Pessoal é já amanhã, por favor não faltem! Temos de mostrar que o nosso movimento está a crescer, que somos de todas as cores, feitios, extractos sociais, idades e afins!

Juntos pelo fim das mortes e pelo direito à vida!
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Entre Castelos - Palmela a Sesimbra (caminhada)

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O ano passado fizemos caminhadas espectaculares, uma que ligava o Castelo de Sesimbra à Lagoa de Albufeira e a Rota Vicentina, que ligou Porto Covo a Odeceixe. E assim lá vamos nós por etapas, um passinho de cada vez, percorrendo a nossa bela costa!



E… quinta e sexta-feira passadas foram os dias em que “limpámos” mais 1 etapa! Pusemos finalmente em pratica o plano já à tanto adiado de ir do Castelo de Palmela ao Castelo de Sesimbra!!! :D

O percurso tem cerca de 31 km e tipicamente faz-se em 1 dia, mas como queríamos aproveitar as mini-férias e era a primeira grande caminhada da Loki decidimos dividir o percurso em dois dias! Avisando já que a divisão foi muito muito mal feita, tanto a nível de km como de dificuldade, X) mas sinceramente mesmo agora ainda não saberia bem como fazer melhor!

A rota que seguimos foi a Entre Castelos Palmela - Sesimbra, que começa perto do Castelo de Palmela, nós já fomos imensas vezes lá, por isso começámos onde o percurso indica mas para quem não conhece acho que nem faz sentido começar sem de facto ir ao Castelo! 




A nossa primeira paragem foi logo na paragem de autocarros de Palmela para a Loki comer (ainda estava em jejum porque enjoa no carro) e logo ali vale a pena apreciar a paisagem com o castelo e o mar no horizonte.









O caminho segue primeiro por um povoamento mas rapidamente passa à rota dos moinhos, ali além de muitos moinhos encontrámos imensos ciclistas, corredores e pessoas simplesmente a darem um passeio. Esta parte do percurso é simples e muito agradável no entanto o calor era muito e foram precisas algumas paragens para a Loki beber a sua águinha!




Encontramos um ou outro single track, mas a maioria do tempo os caminhos são largos e fáceis de andar. Ainda sem almoçar chegámos à N10, neste ponto o calor apertava bastante mas estávamos com óptimo andamento e já tínhamos praticamente 10 km feitos (cerca de metade do objectivo)!

Toca a atravessar a estrada com a Loki ao colo e continuar o percurso, felizmente aqui os trilhos foram mais pequenos e por isso com mais sombra. A fome começa a apertar os caminhos a alargar mas sem haver sinais de um sitio bonito para comermos, finalmente um pouco antes 14h e com nada mais que uma longa estrada de areia à frente optámos que o nosso sitio bonito seria ali mesmo no meio do caminho aproveitando a sombra de uma árvore! :D no fundo o que interessa não é o local mas quem nos acompanha! O almocinho foi grão para mim e feijão branco para o Droski (enlatado mas com sal reduzido!), pãozinho (sem sal) com manteiga de avelã (que coisa tão boa!) e bananas!

Hei.... não esquecer a Loki, para ela foi ração Beneno puppy :p


Depois de almoço a confiança estava ao rubro, ainda era cedo e 12 km já tinham passado, os próximos 8 km que nos levariam até à N379-1 ia ser num instante, e depois era só descer até ao Portinho da Arrábida pela estrada e aproveitar a praia! :D

De repente o percurso começa a ser dolorosamente familiar… já estivemos aqui… será que vai ser igual? Sim era! A menos de 5 km do fim, tão, mas tão perto… iniciámos a subida até ao Formosinho, raios que já não esperava aquilo depois de 15 km nas pernas e de já quase cheirar o mar! A subida com a Loki foi uma loucura, quando tinha que ir de gatas levava-a debaixo de mim (estilo macaca), porque aquela tração às quatro patas funcionava muito bem quando ela subia directa, mas se olhava para trás… a gravidade era mais forte que ela! As pedras inclinadas também não a ajudavam, mas entre todos lá chegámos acima! Altura de um nova pausa acompanhada de chocolate!!! E biscoitos para a Loki! Aqueles 10 min foram o suficientes para ela toda torta em cima de uma rochas adormecer! (tadinha da minha cadela!)

Depois da sesta dela e do nosso chocolate sentimos as forças renovadas e agora era sempre a descer! :D



Foram 3 horas para fazer 4 km!!!


Se os carrascos quando vamos sozinhos já são divertidos, quando levamos connosco um cão então, a diversão é a dobrar!

Como diria o Ricardo Araújo Pereira na mixórdia de temáticas… ainda agora começou! (e eu já estou fartinhaaaaa)


A descida foi interminável, mesmoooo, a lutar contra carrascos, vegetação que não deixava à vista qualquer caminho e rochas escondidas que davam uma graça extra a toda a situação. 
Depois de muita luta, não só figurativamente, porque até eu que ando sempre com cuidado para não danificar a flora, e que caminho tentando pisar o mesmo possível as plantas chegou um ponto que abri caminho bastante à bruta, peço desde já desculpa, mas atrás seguia o Droski com a nossa cria ao colo e eu precisava de abrir caminho para eles conseguirem andar! (se bem que sempre que olhava para trás não conseguia perceber de onde tínhamos vindo, por isso acho que tudo o que afastei do caminho rapidamente voltou ao seu sitio rindo dos esforços inúteis de uma mera e fraca humana) 

De repente o caminho alargou e ao longe vemos postes de electricidade, iupiiiiii a estrada estava perto!



Chegámos à estrada, o nosso rosto espalhava alegria! Tínhamos pela segunda vez vencido aquela serra e desta vez com a Loki atrás!

Como tínhamos ficado de ligar para para o nosso alojamento quando faltasse pouco para chegarmos ligámos o gps… faltavam 3,8 km de estrada em curva e contra curva (sem berma!) no meio da Arrábida até chegar ao Portinho… Ok, vamos lá rapidinho que é sempre a descer!

Quando finalmente chegámos ao Portinho da Arrábida eram 21h! Felizmente fomos bem recebidos por uma matilha de cães a ladrar e a rosnar… passado o perigo chegámos ao alojamento!


E aqui tenho de fazer uma pausa para parabenizar a Casa da Adôa! O único alojamento que encontrei que aceita cães! Além disso tem um jardim super simpático, os quartos são enormes e a casa de banho óptima!

Pequeno detalhe aqui, o sr. abre a porta diz boa noite, olha para a Loki e diz, não vais ladrar pois não? E ela começa de lhe ladra e não para mais! “Mãe” passa por cada vergonha! Mas depois acho que deixámos boa impressão, ela não fez mais barulho nenhum a noite toda e conseguimos que não subisse nem para a cama nem para o sofá! Acho que quando deixam os nossos patudos entrar devemos nos esforçar mesmo para deixar boa impressão para que cada vez mais eles sejam aceites em todo o lado!


Mas como estava a dizer, chegámos lá já eram 21h, por isso foi largar as mochilas e ir directo para o restaurante, sem banhinho nem nada!

Fomos ao Restaurante O Galeão, que tem uma bela esplanada mesmo por cima do mar, um final de noite absolutamente perfeito! Aqui fica a nota que eles podem não ter o multibanco em funcionamento quando lá forem, por isso levem dinheiro, e como não é propriamente um restaurante super barato para não serem apanhados desprevenidos levem uns 20€/pessoa! Nós quase quase que ficávamos lá a lavar pratos! (ups!)

Depois de jantar caminhaaaa, que no dia a seguir havia mais!

Não posso dizer que dormimos bem, a cama de viagem que comprámos para a Loki escorregava no chão e fazia barulho sempre que ela se mexia e parte da noite morri de calor até o Droski realçar que tínhamos ar condicionado! Enfim depois desta noitinha mal dormida (confesso que também não fiquei fã da cama, mas a falha pode ter sido minha!) acordamos super prontos para a caminhada, sabendo que agora seria preciso fazer o tal caminho de 3,8 km em sentido inverso (subindo!) até chegarmos ao ponto onde retornaríamos ao percurso da nossa caminhada.





Mal saímos do Portinho fizemos um desvio para visitar a Lapa de Sta. Margarida, e vale super pena, o caminho para lá é giro e cheio de vegetação e a lapa em si é enorme e com a capela ali construída no meio das rochas fica surreal! Muito bom mesmo!










"Pronto estamos prontos" para a subida, lá vamos nós! Ok, ok confesso não custou nem metade do que estávamos à espera, é uma subida muito ligeira e maior chatice é estar sempre com muita atenção aos carros e dois crazy meninos que passaram a descer a serra a toda a velocidade de skate (uauuuu que velocidade) e que um deles por muito pouco não foi contra o Droski numa curva!



Menos de 1 hora depois de termos saída da Lapa estávamos de volta ao nosso percurso, mais uma vez por caminhos já nossos conhecidos (perto à serra do risco onde fizemos as melhores geocaches de sempre!), o caminho é plano, largo e sem dificuldades. A partir daí apenas 11 km estavam entre nós e o Castelo de Sesimbra, mas desta vez não demos o caminho por garantido, ainda tínhamos serras à nossa esquerda e tínhamos aprendido bastante bem a lição do dia anterior, com uma serra pelo meio (e respectivos carrascos) o perto pode-se tornar bem longínquo.


Fomos andando sempre sem dificuldade, os km em falta ia diminuindo e começávamos a deixar alguma confiança voltar a nós… será que não tínhamos que enfrentar a serra novamente?


De repente ao longe, lá está ele, o Castelo de Sesimbra, faltam apenas 3km para o destino e apesar da serra à esquerda não parece haver quaisquer obstáculo entre nós e a meta, está na altura de ligar à uber (na verdade ao meu pai) para nos vir buscar!

Estávamos certos e não houveram obstáculos adicionais (ok ainda houve um cagaço com uns cães, mas conseguimo-nos esquivar a todos e o único que nos viu era simpático!) … e por volta das 14h já estávamos sentados, tal sem abrigo, encostados a uma árvore no castelo de Sesimbra a comer chocolate e jogar ao Uno enquanto esperávamos pela boleia.





Ora fazendo um resumo:

1º dia – 25 km (10 horas de caminhada) difícil

2º dia – 15 km (4 horas de caminhada) mega fácil

Sim senhor, muito bem organizada a coisa! Mas volto a dizer não faço ideia como dividir isto melhor :D a minha sugestão é que aproveitem a manhã do 2º dia no Portinho da Arrábida para ir à praia e até almoçar por lá e depois à tarde fazem o resto do percurso!

Boas veganices! (aventuras e caminhadas!)
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