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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Meti-me nas dietas...

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A moda das dietas low carb parecem ter vindo para ficar e isso é compreensível, afinal elas resultam! 

Logo na primeira semana as pessoas vêem resultados surpreendentes… mas e 1 ano depois?

Vamos ser honestos, TODAS as dietas funcionam, não conheço (quase) ninguém que comece a seguir uma dieta (por mais estapafúrdia que seja) e que não perca peso! Se forças o teu corpo a entrar em Cetose (low carb) perdes peso, se consomes menos calorias perdes peso (independentemente do rácio de macronutrientes), se fazes mais exercício perdes peso… Zone diet, Paleo, Low carb, D 10, 31 dias, dieta das maçãs, jejuns intermitentes… todas funcionam! Se querem perder peso é só escolher a que gostarem mais e seguirem à risca, vão perder peso!

Fácil né? Só um probleminha… o peso que perdemos é muito fofo, ele adora-nos! Por mais que lhe digamos “tás a ver ali aquela portinha?” (Batatinha style) e lhe chutemos um pontapé no real traseiro, ele dá sempre o seu melhor para voltar e normalmente consegue! E assim passamos uma vida inteira no ciclo batatton! Por mais pontapés que levasse o Companhia voltava sempre e o nosso peso também!

Pior que ser gordo é ser gordo mas estar sempre em dieta não? É que vejo isso muito à minha volta e em mim própria… espera se eu estou em dieta desde que me conheço… porque raios sou gorda, ah desculpem “cheinha”? Não faz sentido!

No passado já experimentei as dietas low carb (baixa em hidratos) e as super low calories (baixa em calorias), todas funcionaram, mas se funcionaram porque não estou super magra e fantástica?

Recentemente voltei a tentar controlar o meu peso… comecei com o entusiasmo habitual… com 2.000 calorias já conseguia manter o peso (graças à ausência de dietas nos últimos tempos o meu metabolismo voltou a ser amigo!), logo comecei por descer ligeiramente as calorias que ingeria - passei para 1.800 calorias e adivinhem!? Perdi peso!

Sucessoooo! Mesmo comendo à vontade ao fim de semana (não abusava, apenas comia o que me apetecia), só fazendo dieta durante 5 dias o peso desceu! Fantásticooo! Porque não fiz isto antes?

Passado umas semanas, senti que no fim-de-semana começava a alarvar mais e pensei tenho de deixar de comer à vontade, porque a dieta durante os restantes 5 dias já só servia para perder o que ganhava nesses 2 dias mágicos!

Altura de descer mais as calorias, passei para 1.500 calorias por dia… uauuuu já estou a perder peso outra vez! 

Hum… agora já não estou a perder assim tanto… basta um pequeno abuso no fim de semana para anular o efeito de uma semana de dieta… mas antes da dieta eu já fazia estes “abusos” o peso estava estável! Raios!

Vou atacar isto a sério, acabaram os excessos ao fim de semana e vou tentar não chegar às 1.500 calorias! Ah e será que isto de cortar hidratos funciona? Olha estou por tudo (fase do desespero!), vou fazer uma dieta high fat (alta em gordura) e low carb (baixa em hidratos)!!! 

E neste ponto acho que o nosso cérebro para de funcionar e pomos em causa tudo aquilo que sabemos que é verdade! Comecei a cortar na fruta, cereais, leguminosas, até pesei vegetais (OMG) e dar forte em gorduras (incluindo azeite/óleos) e proteínas processadas (hambúrgueres e tal)!!! Mesmo saudável! Ah a isto vou juntar um toque de jejum intermitente 16/8h! :O

Eh lá, isto sim é emagrecer! Não vou fingir que fiquei fraca, com fome, dores de cabeça ou assim… nope senti-me bem! Estava saciada e a comer ainda menos calorias (mesmo sem querer), graças á gordura que ingeria (que me deixava saciada) e também à limitação de alimentos que de facto podia comer sem fazer disparar os hidratos!

Passaram apenas duas semanas, em que perdi peso à grande, e no sábado fui almoçar fora a um restaurante tradicional, comecei com pão e azeitonas, depois veio um maravilhoso arroz com feijão e eu fiquei louca, comi tanto mas tanto… até me doer mesmo o estômago… não percebia o que se passava comigo! Costumava comer à vontade no fim-de-semana, mas não assim… até ao estômago doer de tão dilatado… finalmente parei de comer e pensei “ok não como mais nada hoje”, mas ainda não tinham passado 10 minutos e já estava a comer um gelado vegan… e à noite jantei à grande outra vez! Tudo bem, domingo controlo isto! Não controlei e em casa fiz o maior bolo da caneca de sempre… e ainda fui comer chocolate às escondidas… eu sabia que estava a comer de mais, até tinha vergonha de deixar o Droski ver quanto eu estava a comer! Mas que raios não me lembro da ultima vez que me passei assim com comida!

No dia a seguir estava de rastos e continuava com uma vontade de comer louca, apesar de não ter fome! Segunda continuava descontrolada…

Lembrei-me de um dia assim, há mesmo muitos anos… estava a fazer a D 10 (super low carb) e a perder peso e a correr bem… até que fui a um buffet e resolvi esquecer a dieta… a meio fiquei tão maldisposta que tive de ir à casa de banho vomitar! Mais chocante ainda? Depois disso continuei a comer!

Ok isto não pode continuar… estavas bem, comias cerca de 2.000 calorias por dia e mantinhas o peso! Estavas saudável (apesar de gorduxa)! E agora estas a entrar na espiral de perder peso a qualquer preço? Pior ainda sabes que o vais ganhar todo… e o processo de autodestruição já está a começar!

A minha mãe sempre disse, se tens dúvidas pára! Esta pareceu-me uma óptima altura para por este conselho em pratica!

Lanchei uma bela granola com banana, jantei um hambúrguer de soja com batata assada e brócolos, tudo sem pesar! E finalmente senti-me bem… nutrida! Sei que parece parvo mas mal comi a granola com a banana senti-me em paz comigo! Já fazia duas semanas sem comer nenhuma banana! A minha coisa mais favorita!!! 

Terça-feira pesei-me, avaliei os estragos… mais 3 kg (esquece) e comecei do zero! Mas sem saber bem o que seria o zero...


Boas veganices! 
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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Papar fora: In Bocca al Lupo (Lisboa)

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Convenhamos que comer pizza vegan não é propriamente difícil... pede-se uma vegetariana sem queijo e está feito! Se quisermos compensar juntamos mais uns ingredientes extras e temos ali uma bela e até razoavelmente saudável refeição!

Agora comer pizza vegan com queijo! E ainda saborear uma sobremesa a seguir... isso já não é tão fácil! Alias eu só tinha tido tal experiência fazendo eu mesma e comendo na minha casinha :p

Até que... me enfiei na Boca do Lobo!!! (in bocca al lupo)

Para começar o menu tem bastante bem sinalizado o que é vegan ou vegetariano! E depois existem de facto umas quantas opções vegan!!!

Para entrada escolhemos foccacia com dip e azeitonas, que nem estava marcado como vegetariano ou vegan, porque vinha com um dip "bera" e outro de hummus de beterraba, mas falamos com a sra. e vieram dois de beterraba e tcharam a entrada ficou vegan!


Tem mais entradas vegan, mas... dado o preço de cada uma acabámos mesmo por ficar por aqui!

De seguida passámos para as pizzas, pedimos uma Vegan (molho de tomate e queijo vegan) e uma Marinara (molho de tomate, azeite e alho picado) com extra de cogumelos. Sim são pizzas simples, mas vejam o preço dos ingredientes extra... pois o simples chega! :D



Como são as pizzas? Boas! E ficaram ainda melhor porque na mesa à nossa disposição deixaram um azeitinho picante que carambaaaaaa, até só com a massa da pizza ficaria TOP! A sério, não deixem de experimentar o azeite!

Quanto ao queijo dava um ligeira ideia de queijo, mas se pensam em queijo-queijo, esqueçam, ainda não é desta. (será que podemos enviar para lá email a sugerir que usem o da Violife?! era premiuuum!)

Agora a grande surpresa é....


Yep eles também têm sobremesas vegan!!!

Nós pedimos gelado de amêndoa, coco e tamaras e mousse de chocolate de tofu com especiarias. 

A mousse... bem talvez eu seja demasiado simplezinha para perceber o conceito gourmet de uma mousse picante, maaaas, para mim estava a beirar o intragável! 

Já o gelado... que maravilha! Juntamente com o azeite foram as estrelinhas da noite! Se forem lá não deixem de experimentar o gelado, provavelmente um dos melhores que já comi na vida (vegan ou não!).

Ah para compensar o preço das coisas existe a opção de pedir uma garrafa de água filtrada :p bem baratinha para gente pobretanas, que foi exactamente o que nós pedimos!

Gostei mesmo muito do espaço e o facto das pessoas saberem o que é vegan (e serem mega simpáticas) e estarem dispostas a fazer pequenas adaptações é brutal!

Quanto aos preços e restantes opções é só irem ao site, está lá o menu completo!

Boas veganices!
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terça-feira, 9 de maio de 2017

Papar fora: Foodprintz café (Lisboa)

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Sabem aquelas manhãs de domingo em que a preguiça se ocupa de nós e vamos rebolando na cama até que quando damos por nós está praticamente na hora de almoço? Pois... foi assim que começou!

Lá para as 11 horas começámos a pensar que era giro irmos tomar o pequeno almoço fora, onde ir? Lembrei-me do FoodPrintz, já tinha lido boas criticas... mas quando finalmente nos levantámos era hora de almoço :p mas não faz mal porque eles também servem almoços e só posso dizer... ainda bem que lá fomos almoçar!!!

Para começar 1/2 tábua de queijos!



Que queijinhos tão bons!

Depois veio a sopinha de tomate (sopa do dia), o wok and roll (menu de abril), acho que era assim que se chamava e um caril de batata doce e beterraba (prato do dia)! O caril era bom, mas o outro... que coisa divinamente temperada (e picante), uma maravilha mesmoooo!



Para sobremesa dois bolos de chocolate (não, não é demais! alias chocolate nunca é demais!), um cozinhado mais seco mas servido com um creme de mirtilos com que ficava perfeito (bolo do dia), outro cru com abacate e tamaras, tão cremoso (fixo no menu e ainda bem!!!)! Os dois sem açúcar adicionado, os dois maravilhosos!

A foto não faz jus ao bom da coisa!

Tudo vegan, tudo biológico, sem açúcar e com um menu que muda todos os meses, seguindo assim as estações e os alimentos da época! Além do menu do mês ainda existe um prato/sopa/doce do dia, que como o nome indica... muda todos os dias! :D Ora há sempre razões para voltar!!!

Nós experimentamos o menu de abril... mas agora já é maio :O Droski!!! Temos de voltar lá!!!

Concluindo adorei a comida e além de almoços servem pequenos almoços e lanches (o site deles tem o menu do mês completo - com excepção dos pratos do dia claroooo)! Perfeito não é?

A verdade é que não tenho qualquer reparo a fazer... ah o staff... tão, mas tão simpático, mesmo a sério! Nota 10 para o staff, nota 10 para a comida... o espaço também é muito engraçado e com bom gosto, mas tendo mesmo que arranjar um ponto menos bom teria que pegar por aí, porque tem apenas 4 mesas (compridas) que temos de partilhar com as outras pessoas, e às vezes apetece estar mais à vontade com uma mesinha só para nós (se bem que quando fomos éramos os únicos portugueses :p por isso tranquilooooo).

Em relação aos preços é só verem no menu online, está lá tudinhooo!

Boas veganices
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Papar fora: My Veggie Home (Bangkok)

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Ali mesmo no meio da cidade de Bangkok, e de forma completamente inesperada... a Meia-Leca Veggie encontrou a sua Veggie Home!!! E fui tãooooo feliz lá! :D

Não costumo repetir restaurantes quando estou de férias, afinal estou ali é para desbravar terreno desconhecido, maaaaas... a este não resisti e no ultimo dia em Bangkok, na derradeira despedida da Tailândia, foi para lá que voltei, e que voltaria vezes sem conta assim fosse uma bequinha mais perto!

É 100% vegan e basicamente é isto...


Do que me lembro a primeira imagem eram rolinhos de "bacon" recheados com cogumelos, a segunda espetadas de "galinha" frita, terceira "pato" com molho teriyaki e a ultima era uma misturada asian style que não me lembro o nome. Tudo óptimo! Especial destaque para o "pato", que sempre foi um favorito meu quando era carnista e que me soube pela vida esta imitação!

Restaurante brutal a que eu levaria qualquer carnista sem medos! Fica o aviso que os pratos que imitam "carne" imitam mesmo, o "pato" por exemplo até parecia que se sentia a pele estaladiça! E o "bacon"... mesmo bacon. Por isso a quem fizer confusão a textura/sabor da carne... fujam desse tipo de pratos neste restaurante, porque as imitações são TOP (demais!).

Alias se não me engano no menu deles diz mesmo: Vegan restaurant for meat lovers! (restaurante vegan para quem adora carne)

Para quem a parecença com carne não incomodar... preparem-se porque este será provavelmente o melhor, ou pelo menos um dos melhores restaurantes vegan que vocês irão na vida! Só de me lembrar já estou a salivar!!! 

Boas veganices!

(e se estiverem por Bangkok não percam a oportunidade de visitar este restaurante! mesmooooo!)
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Papar fora: Lisbon Vegan Restaurant (Arroios, Lisboa)

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Na passada sexta feira fomos jantar ao novo espaço vegan em Lisboa "Lisbon Vegan Restaurant"... sou tão feliz a ver estes novos projectos a surgirem por todo o lado!!!

E quando digo novo, é mesmo novo, tinha apenas 5 dias de vida!!! Infelizmente quando lá chegámos estava um casal a sair e tirando isso o restaurante ficou completamente vazio enquanto lá estivemos :( por isso temos que espalhar esta boa nova, fazer publicidade e ajudar esta nova aposta a ter sucesso!!!

Mas então, como foi a experiencia?

espaço parece um restaurante tipifico português, o que eu adorei, porque estou fartinha de que os restaurantes veganos/vegetarianos tenham que ter sempre um ar místico e com budinhas e fontezinhas e penduricalhos e tendas e cenas verdes... como se eu para ser vegan tivesse que automaticamente fazer yoga (por acaso faço... raios!), meditação e sentir em mim forças superiores ou afins!!! Pronto deitei cá para fora! Passemos ao próximo ponto!

Tão simpaticooooos, a sério! Mesmo! Super simpáticos e atenciosos! Isto para mim já vale o mundo e dá toda a vontade de lá voltar!

A comida é toda vegan e é servida em regime de buffet (esta frase pareceu tão séria :p), no dia em que fomos lá tinha como opções feijão branco com legumes e molho de tomate, almondegas com legumes, soja e molho de coco, espinafres com tofu e paprika , pasta com legumes, sopa de tomate, arroz integral e arroz com açafrão, além disso haviam varias saladas para entrada e mais salgadinhos (acepipes) para entrada, tudo por 8,5€/pessoa se não estou em erro!



Adorei o feijão branco, a sério, à partida parecia o mais simples, mas era mesmo o melhor, estava super bem condimentado, tive que repetir! A massa com legumes era boa e os arrozes também!
As almôndegas estavam fixes, super leves, só achei que sabiam um pouco a sonhos (sim o doce natalício) o que interpretei como farinha a mais e o molho só sabia que era de coco porque disseram. A sopa era boa. Quanto aos salgadinhos eles até eram bons só que já estavam muito secos :(, mas quando começarem a ter mais movimento isto deve-se corrigir naturalmente (por isso toca a ir lá!)!

Chegou a hora das sobremesas... boas, mas boas e com gostinho daquelas sobremesas típicas dos restaurantes portugueses! Adoro sobremesas saudáveis mas caramba já tinha saudades de comer uma sobremesa a sério com gostinho a sobremesa decadente da casa! Papámos mousse de baunilha e chocolate e bolo de bolacha de alfarroba! Tãooooo booom! Quando voltamos?



Para duas pessoas o buffet de jantar, 1 água, 1 refrigerante e 2 sobremesas pagámos uns 20 euros mais ou menos, porque eles foram uns queridos e ofereceram uma sobremesa! (eu disse que eles eram mega simpáticos!)

Boas veganices!
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sexta-feira, 28 de abril de 2017

O açúcar da fruta faz mal?

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Tinha outro post preparado para hoje, mas...

Já falei sobre este tema antes Quantas peças de fruta se deve comer por dia?, mas hoje um colega enviou-me uma preciosidade tão, mas tão grande que eu não resisti!

Preciosidade: ler aqui

Basicamente é uma ode contra o açúcar, o que eu concordo muito!!! Mas só até aquele ponto em que a fruta é metida no mesmo saco que o açúcar!


Hum? A fruta ainda é pior que o açúcar branco porque não tem glicose?! Agora estou tãoooo confusa!

Mas então o que será boa ideia comer?


Porque estão a juntar bolachas à fruta? Eu nunca como fruta com bolachas (e ainda bem que acaba com esse mito de que quando se come uma peça de fruta se deve acompanhar de bolachas!)... ah mas mesmo sem bolachas farinha com água (aka pão) é mais saudável que fruta... esta não sabia mesmo! (e atenção que não estou a dizer que o pão é o demo, porque não concordo que seja - viva o pãozinho, mas caramba... pão ou fruta? qual será mais saudável? pleaseeeee)

E que posso comer mais então?


Tenho de comentar esta? 

Mas atenção que puxam a cartada da Organização Mundial de Saúde (WHO)!



Espera mas ela própria parece dizer que os 25 gr são para além (ou seja excluem) a fruta fresca!!! Opah agora estou mesmo confusa... ela vai buscar informação à (WHO) para dar credibilidade à informação, mas depois apresenta a informação acrescentado aquilo que não é mais que uma opinião!

Vamos mas é ver o que a WHO diz de FACTO sobre isso!




Ok, 10% das calorias, considerando um consumo de 2000 calorias/ dia traduz-se em 200 calorias/dia que são 50 gr de açucar.


Ok, indo mesmo mesmo para mais perto do ideal são 25 gr de açúcar (o artigo fazia sentido!). Mas de "free sugars", e o que é isto de "free sugars"?


O que é que não aparece como "free sugars"? Fruta! Fruta inteira! Logo... não confundir a opinião de alguém com as directrizes da WHO, porque não são a mesma coisa!

Reduzam o açúcar, alias livram-se completamente disso e só terão a ganhar, mas comam fruta!!!

Viva a frutinha! (especialmente as bananas! ai como eu as adorooooo!)

Boas veganices!
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pizza com base de courgette

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Já tinha ouvido falar antes de uma tal de base de pizza saudável, que tinha como base... courgette! Parecia-me óptima ideia, mas as primeiras receitas que vi levavam farinha, por isso adiei a ideia... até que encontrei o queijo para pizzas da Violife!!!



Tinha que experimentar e para isso precisava de uma pizza, mas não me apetecia nada comer farinha! Nova busca por pizza de courgette e encontrei a receita perfeita, tão saudável que até fazia confusão :D (olha aqui o miminho)

Aqui segue a receita que eu fiz, em português e com as quantidades em gramas, sempre a ajudar a Meia-Leca! :)

Ingredientes: 

- 50 gr quinoa crua
- 270 gr courgette
- 60 gr aveia
- 1 cs rasa de fermento
- 1 cc substituto sal (mistura de ervas que comprei no celeiro)












1. pré-aquecer o forno a 180º

2. deitar agua a ferver sobre a quinoa e deixar repousar 10 minutos.

3. misturar os ingredientes todos na liquidificadora e processar até ficar uma massa tipo panqueca (sim é liquida, não é como a massa de pizza! mas nada de desespero que no final vai correr bem!)

4. agora é só fazer duas mini pizzas em cima de papel vegetal com alguma gordura (muito pouca mesmo) - é melhor fazer 2 pequenas porque a meio do tempo é preciso virar e com uma grande vai ser difícil

5. levar ao forno 10/12 minutos, depois deste tempo virar e deixar mais uns 6 minutos (a receita original dizia mais 10/12, mas as minhas já estavam a ficar muito escuras)

E pronto, depois é só por o recheio!

Eu usei este molho de tomate, mas em vez de azeite pus água, aumentei um pouco a pimenta e não usei sal (usei a tal mistura de vegetais) e ficou bastante bom! (além disso a receita é tãooo simples) Ah sobrou mesmo muito, se for só para esta pizza meia receita ou mesmo um quarto chegam perfeitamente.

Depois levou o queijo da Violife (opah é tão bom que até voltei a ler os ingredientes para ter a certeza que não me tinha enganado e comprado mesmo queijo).

E por fim tofu (que já tinha marinado e salteado - sem gordura claroooo), cogumelos frescos (1 cogumelos por pizza para ser mais precisa, sim são pequenas :p), ananás e azeitonas!




Atenção que esta receita dá duas pizzas pequenas o que para nós deu para duas pessoas, uma para cada um e me pareceu suficiente, acompanhada de uma boa saladinha então... perfeito! Mas não é enfarta brutos :D se tiverem com mais fomeca (ou precisarem de mais calorias), para duas pessoas é melhor aumentar as quantidades!

Enfim... Melhor pizza que já fiz em casa! Cada pizza ficou com cerca de 385 calorias (já com recheio). Considerando só a base cada uma tem 230 calorias, 16% DDR ferro e 9 gr proteína e muito mais coisas boas, topem só:

informação nutricional só da base
Boas veganices! (e saudáveis e gostosas!!!!)
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dieta saudável!

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Prontos para construir as bases de uma dieta saudável?

Boaaaaaa! Hoje vamos atacar os macronutrientes! Vai ter matemática, mas tudo simples!


Eu vou usar como exemplo euzinha, mas depois é só adaptarem e não custa nada!

Ora a Meia-Leca neste momento pesa 63 kg e consome cerca de 2.000 calorias / dia (calorias de manutenção) … vamos lá!


Proteína (4 calorias por grama)

Vamos considerar o valor máximo apontado pela WHO de 0,83 gr/kg, o que resulta para mim numa necessidade de cerca de 52gr/proteína/dia (208 calorias que são cerca de 10% das minhas calorias diárias). Indo ao encontro dos que são desportistas (como eu) e que por isso talvez possam precisar de um pouco mais vamos fazer também o cálculo para 1,2 gr/kg, porque este valor também aparece em muita literatura incluindo no nutritionfacts.org, cuja credibilidade me parece inquestionável (mas nem vou entrar em alguns exageros que se lêem por aí), ficando assim a precisar de 72gr/proteína/dia (288 calorias que são cerca de 15% das minhas calorias diárias). Ver mais sobre proteína aqui: Tens falta de proteína?

Aconselho sobre este tópico os seguintes vídeos:


Gordura (9 calorias por grama)

Sendo que faço exercício posso consumir entre 15 e 35% a das minhas calorias diárias em gordura o que se traduz em 33 a 78 gr/gordura/dia (300 a 700 calorias/dia). (ver aqui)


Hidratos (4 calorias por grama)

Basicamente é o resto todoooo! :D

Fácil não é? E continua a haver espaço para o gosto pessoal de cada um. Se querem ou se sentem melhor com uma dieta mais high fat (alta em gordura) mandem as gorduras para 35% das calorias diárias se querem mais high carb (alta em hidratos) mantenham as gorduras em apenas 15%, fácil fácil!!!


Eu fui testar no cronometer e a maioria das vezes acabo por comer mais ou menos no rácio 15/20/65, claro que varia de dia para dia, mas… PERFEITO!

Espero que tenha ficado tudo compreensível, mas em caso de duvida uma boa maneira de verificarem estes rácios sem ser preciso contas é usarem o cronometer! Basta introduzir tudo o que comem e aparece a informação com % e gramas por macro!

Boas veganices! (saudáveis!!!)
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sexta-feira, 31 de março de 2017

Afinal a dieta deve ser rica em gordura ou em hidratos!?

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Quando alguém perde uma quantidade visível de peso surgem sempre as mesmas perguntas...
como fizeste? Qual o segredo?

Sei por experiência própria que se a resposta for algo como "comecei a fazer exercício, cortei os alimentos processados, deixei de comer bolos e comecei a comer mais vegetais e frutas"  a resposta vai ser..."ah pois, isso para mim não dá" :D

Se ou menos houvesse uma maneira magica... hum...

Já sei... emagreci a comer bacon e ovos estrelados ao pequeno almoço! A sério? Sim, sim, podes comer TODA a carne que quiser, só não pode é comer arroz, fruta e batatas ok? Isto sim, é algo que os carnistas conseguem fazer!

Ou então... emagreci a comer arroz com batatas o dia todo! A sério? Sim, sim, mas atenção não podes é comer nada com gordura, como carnes, óleos ou frutos secos! Isto sim, é algo que os vegan conseguem fazer!

Independentemente dos princípios morais de cada um, parece que todos somos atraídos para uma formula magica (e mais extremista) que nos permita obter resultados enquanto enchemos a cara de um determinado macro nutriente (o nosso favorito!).

Quanto à nossa sede enquanto sociedade por proteína já falei aqui: Tens falta de proteína! por isso passemos para o próximo dilema: gordura!

Afinal a gordura é malvada? Ou é uma doce princesa que deve juntamente com a proteína :p ocupar  a maioria das calorias que ingerimos?

Eu claramente não sou especialista, por isso recorri à Organização Mundial de Saúde (WHO), e encontrei as respostas que procurava.

"Fats and oils in human nutrition"

Segundo este relatório um adulto deve garantir que pelo menos 15% da suas calorias diárias provém de gordura, indivíduos activos podem consumir até 35% de calorias provenientes de gordura, mas indivíduos sedentários não devem ultrapassar os 30% principalmente se a sua fonte for gordura saturada cuja fonte principal são fonte animais.

Basicamente o consumo de gordura deve ser o suficiente para garantir ao individuo o consumo necessário de ácidos graxos essenciais (que não são sintetizados pelo organismo) e de vitaminas lipossolúveis (vitaminas que para serem absorvidas necessitam da presença de lípidos, tais como a vitamina A, D, E e K), devendo no entanto manter-se baixo o suficiente para não aumentar o risco de obesidade, doenças coronárias e certos tipos de cancro (tudo doenças associadas ao elevado consumo de gordura).

Mas e a gordura é toda igual? Nope, segundo o mesmo relatório a gordura saturada não deverá representar mais que 10% das calorias totais diárias e o consumo de colesterol deve ser menos que 300 mg/dia e adivinhem... não existem mínimos!

Logo... 
Quanta gordura devemos afinal consumir por dia? 15 a 30% (até 35% de for uma pessoa muito activa)
E que tipo de gordura? fontes com baixo colesterol e baixas em gordura saturadas

(nota pessoal: os alimentos que me parecem garantir um consumo adequado de gordura sem rebentar a escala de saturados e colesterol são sementes, frutos secos e abacate)

Vamos fazer a experiência como aquele exemplo que já usámos na proteína

PA: 1 pão com 1 fatia de queijo e 1 copo de leite

A: 120 gr de frango e 100 gr de arroz cozido

L: 3 bolachas maria

J: 120 gr pescada + 100 gr batata

Com este mini menu cerca de 25% das calorias provém de gordura (perfeito) mas já atingimos os 10% de gordura saturada (12g neste caso) e 242 mg de colesterol e ainda só consumimos umas mil calorias! Basta adicionar aqui 1 ovo, outra sandes com queijo ou fiambre, um pouco mais de carne ou peixe ou mesmo azeite ou óleo (nem falo em fritos, enchidos e afins) e vamos ter ultrapassado completamente as directrizes da who. 

Concluindo e baralhando, para uma pessoa que consuma cerca de 2.000 calorias por dia o consumo de gordura deve estar entre as 300 e 600 calorias o que basicamente significa que deve ingerir entre 33 e 67 gr gordura/dia (da boa! ok?). Por isso acho que é melhor esquecermos o High Carb e o High Fat e ficarmos-nos pelo perfeito e saudável nível de gordura e hidratos que permitem ao nosso corpo ter o funcionamento perfeito!

Vamos então calcular como seria uma dieta perfeita de acordo com os parâmetros disponibilizados pela WHO? Sim e é já no próximo post!

Boas veganices!
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terça-feira, 21 de março de 2017

Um dia na tribo - Norte da Tailândia Parte 4

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Ao final do dia chegámos à aldeia onde iríamos pernoitar e fomos muito bem recebidos por todos! E surpresa, até havia uma casa de banho, partilhada por toda a aldeia, que podíamos usar, obaaaaa! Era de buraco… mas ainda assim… obaaa!

Disseram-nos com que família íamos ficar e fomos lá deixar as nossas malas e mudar de roupa para algo mais quente e confortável para passar a noite. A casa, tal como a maioria que vimos, era construída sobre estacas e tinha apenas 1 divisão, nessa divisão existia uma fogueira e toda a família lá dormia junta no chão, com apenas uns cobertores velhos por baixo e uma rede mosquiteira sobre eles. A nossa família era um casal com um filhote. Mas em outras casas vi que também uma senhora mais velha dormia com eles, presumo que a mãe de um dos elementos do casal.

A “nossa família” arranjou tudo para que dormíssemos o melhor possível, com um édredon e um cobertor por baixo para aquecer (que parecia muito mas que se viria a revelar pouco!) e a rede mosquiteira em cima de nós, a nossa cama estava feita, ali mesmo ao lado deles naquela humilde casa com uma divisão… fantástico que nos abram as portas assim, seria como deixarmos estranhos dormir no nosso quarto!

Depois fomos todos para outra casa começar os preparativos do jantar e é uma coisa linda de ser ver, não há televisão, ou telemóveis, por isso todos se sentam em volta da fogueira e juntos cozinham, conversam e riem, riem muito, todas as gerações juntas, é muito especial de se ver.



Começou logo a passar um copo com um tipo de aguardente que eles fazem com o arroz e que pelo que vi bebem bastante, talvez daí que estejam sempre tãooo contentes :) claro que fui bebendo sempre que o copo passava por mim, mas só mesmo um bocadinhooo! Mais uma vez a beleza de partilharem os mesmos copos não só entre eles mas também connosco!

A comida estava óptima, mas infelizmente eles não se sentaram a comer connosco! 

Depois de jantar o Oh foi-nos deixar com a nossa família e foi dormir para outra casa, pronto estávamos sozinho com eles e sem tradutor!

Mesmo sem entendermos qualquer palavra logo nos convidaram para ir para perto da fogueira para nos aquecermos e ali ficámos entre sorrisos e tentativas de conversa, olhando a labareda com uma paz que nós no nosso dia a dia já não conseguimos encontrar.

Acabámos por nos despedir e ir dormir e aí sim o sofrimento começou, a noite lá é gelada, mesmo com o édredon por baixo e o saco cama sentia-se perfeitamente o frio e a humidade a entrar pelas frestas da casa, mal sentia o meu nariz de tão gelado e não bastasse isso a dor na anca e ombros de estar deitada praticamente sobre o chão não davam tréguas.

Felizmente a manhã chegou e com ela a necessidade de preparar o pequeno-almoço, eles decidiram fazer café para nós! Eles não consomem café, mas começaram a plantar para vender na cidade, muito empreendedores!

Mas fazer café não é bem como nós… primeiro vamos colher os grãos, depois acendem-se as fogueiras e levamos os grãos ao lume, até começarem a largar a casca, tiramos do lume e tiramos as cascas todas, depois volta ao lume até ficar tostado e castanhinho (o grão é claro)! Mas sem queimar, coisa que eu não estava a conseguir… e precisei de ajuda!

Cafézinho!

Depois vai-se para o pilão moer tudo, por fim junta-se a água, côa-se e xaram! Cerca de 1 hora depois o nosso café estava pronto! :D simples!

Entretanto também tinham assado batata doce para nós e trouxeram alguns frutos, directamente da árvore, queriam que experimentássemos tudo o que tinham! E nós claro comemos, alias durante todo o tempo que passamos com eles qualquer aviso sobre cuidados com água, higiene e afins caíram, só queríamos experienciar tudo e mostrar o quão agradecidos estávamos por eles nos receberem tão bem.

Começamos então a preparar o pequeno-almoço propriamente dito, que é em tudo similar ao jantar, arroz, tofu e muitos vegetais! Que alegria! (e o tofu deles é tão bom, mas bom!!! mais rijinho, uma maravilha!)



Este almoço foi diferente, já não comemos sozinhos, desta vez 3 famílias se juntaram a nós, cada uma trazendo algo que tinham feito, um verdadeiro almoço de partilha e um dos melhores momentos por que passámos na Tailândia!

Ah além de magico este foi um momento muito picante… raios! E a pequenita comia tudo tão tranquila enquanto nós… ai ai!

Depois de almoço tentei varrer a casa, como eles fazem sempre depois da refeição e logo as senhoras me expulsaram entre sorrisos, tento lavar loiça a mesma coisa… parece que escorraçar visitas que tentam ajudar é algo que ultrapassa fronteiras! :p

Chegou a hora de ir embora e devido aos problemas de comunicação no mercado não tínhamos absolutamente nada para deixar como prenda aos nossos anfitriões em forma de gratidão! Pensamos um pouco e como ali faz tanto frio e a roupa deles era tão gasta perguntamos ao Oh se seria correcto oferecermos os nossos casacos (novos!), ai que era… então tomem lá! Eles deram-nos canecas em bambu (onde tínhamos tomado o café), nós demos casacos… uma troca de prendas na sua essência mais pura!

A despedida custou-me muito, por sentir que por mais que tentasse não lhes conseguiria explicar o quão agradecida e humilde eu me sentia perante eles.

quase que pareço um deles :)


O regresso foi mais animado e agora que estávamos mais à vontade as passagens pelas aldeias muito mais fáceis e divertidas!






Coisas que fomos encontrado pelo caminho:

1 - escolinha dos meninos

2 - secagem dos cereais

3 - espécie de alambique para fazer a tal aguardente de arroz

4 - sr a fazer cestos


O sorriso é algo que sem duvida faz parte deles! :D


Sem faltar nova voltinha no carrossel (carinha!) e viagem de barco, sendo que este era ainda mais especial, porque deixava entrar água! Yep isso mesmo e lá dentro havia uma pequena bomba que a ia expulsando, pleaseee bomba linda trabalha rápido e não pares!

saudade

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um dia com a tribo - Norte da Tailândia Parte 3

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Objectivo: passar o rio numa barcaça! Enquanto esperávamos entrámos na casa de um pescador, que era já conhecido do Oh, mais uma vez uma casa toscamente feita de madeira, esta mesmo em cima da água! Para lá chegar a única opção era fazer equilibrismo por cima de alguns toros de madeira, de outro mundo!





Chegou a barcaça… será que isto aguenta? Vamos lá! 



Esta viagem é curta mas lindíssima! Aproveitem!

Chegados ao outro lado... hum... que carrinha de caixa aberta é aquela? "Toca a subir pra carrinha"? A sério?

Subimos para a carrinha, tivemos a “sorte” de ficar à frente, agarro-me à estrutura de ferro e caramba, que montanha russa!

Mais ou menos assim... não resisti :p


Só posso dizer que com aquela carrinha fizemos caminhos que nem de jipe, airbaig, cinto de segurança e piloto do Dakar me pareceriam seguros… e nós ali em cima, em pé, sem qualquer segurança, a fazer um esforço gigante para não cairmos e a sentir-mos aquele arrepio em cada descida a pique, curva apertada… e quando na estrada havia apenas um pequeno espaço, entre buracos e fendas, em que a roda poderia passar sem que virássemos! Enfim não há palavras para descrever a adrenalina daquela viajem, foi praticamente 1 hora em pé naquela carrinha no meio da floresta numa estrada minúscula e que muitas vezes parecia simplesmente desaparecer… e eu que sou tão "coisinhas" com o uso do cinto de segurança… Magico! Aconselho bués! E claro não há fotos, nem gravação que é daqueles momentos que uma pessoa nem pensa nisso!




Começou então a caminhada, que sendo sincera tendo em conta tudo o que se passou naqueles 2 dias foi de facto o menos relevante! De salientar a simpática aranha gigante que conhecemos!

Comecei logo por lhe explicar que era vegan... claro!!!

Ao longo do caminho passámos em 2 aldeias… ah no mercado era suposto termos comprado doces para as crianças… não percebemos mesmo nada! Oreos serve? :p

Estas primeiras passagens por aldeias são estranhas, pelo menos para nós foram, sentes-te um estranho a invadir o espaço deles, sem conseguires comunicar de alguma forma que não seja sorrir e sem quereres olhar para eles com um excesso de interesse como se eles fossem alguma atracção, e por momentos pensámos “isto foi péssima ideia”!



Ao final do dia chegámos à Aldeia onde íamos pernoitar e aí sim tivemos a oportunidade de descobrir um modo de vida tão diferente, mas não como expectador, mas sim como parte integrante daquela grande família, mágico!


Boas veganices!
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Um dia com a Tribo - Norte da Tailândia PARTE 2

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Vem aí a PARTE 2...

O dia da caminhada começou cedo e cheio de entusiasmo… o Oh foi-nos buscar ao nosso alojamento numa carrinha com ar condicionado e óptimas condições e seguimos para o escritório deles, onde deixámos os pertences que não queríamos levar connosco (o tal saco!) e também os nossos valores, passaporte, dinheiro, cartões, ficou tudo lá no cofre! 

Talvez não se sintam confortáveis de deixar assim tudo (nós também não!), mas a nossa experiência foi óptima, basicamente juntamos tudo, eles verificam, escrevem numa folha tudo o que vamos deixar e assinam, nós assinamos também e os nossos valores são todos embrulhados em papel de jornal e muita fita-cola e depois tanto nós como eles assinamos por cima da fita-cola, sendo assim praticamente impossível alguém abrir o embrulho e conseguir voltar a fechar mantendo as assinaturas em condições, tudo muito bem feito! E depois é enfiado no cofre e pronto... adeus coisas sem as quais estamos para lá de lixados... aiiii que corra bem!

Partimos então para umas viajem na carrinha de quase 2 horas até um mercado local onde podíamos comprar os mantimentos para a caminhada, estamos um pouco confusos acerca do que comprar, relembro ao Oh que sou vegan e ele manda-me embora enquanto diz tofu tofu… ok temos de comprar tofu e mantimentos para dois dias e estamos perdidos num mercado enorme que claramente só é usado por nativos, os únicos caras pálidas somos nós! 

Começa a busca por tofu… pelo caminho compramos uns leites de soja e bolachas oreo… isto porque estava tomada pelo pânico sem encontrar tofu e sem perceber que raio iria comer durante estes dois dias!!!

Por mais que procuremos não encontramos tofu e claro ninguém reconhece a palavra, encontramos um rapaz novo e pedimos ajuda, ele não vende tofu :( mas explica-nos que devemos pedir Tau-um (algo assim :p) nova busca… 

Vemos um cubo branco promissor, Tau-um? Questionamos enquanto apontamos para o cubo, a vendedora olha para nós perplexa e uma alma caridosa que ia a passar diz-nos que não, explica a vendedora que queríamos tofu e elas riem muito, de repente todas as pessoas a quem tínhamos tentado pedir tofu percebem o que queremos e entre sorrisos vamos sendo guiados até à bancada certa! Juro que todo o mercado se uniu a nós, empenhado em que encontrássemos o que procurávamos!!!  AAAhhhhh bendito tofu que cá estás tu!

Olhamos para o relógio, está na hora de voltar e tudo o que temos para comer é um cubo de tofu, oreos e leite de soja… impressão minha ou isto começou mal? Nem tirámos fotos no mercado tal era o foco com que estávamos na nossa missão!

Voltamos para junto do Oh, orgulhosos de termos encontrado tofu… péra porque ta ele a encher a carrinha de vegetais e péra outra vez, ele também comprou tofu… mas?! Primeiro mal entendido, ele é que ia comprar os mantimentos!!! Sério? Então e nós era para comprarmos o quê? Ups! Esforço desumano para parar de rir e manter a compostura enquanto contamos ao Oh a nossa aventura na compra de Tau-um e seguimos mais uns 45 min de carrinha. Paramos em casa da sogra do Oh para almoçar, sim isso mesmo, a sogra!

Fomos brindados com um almoço muito bom Thai Style!



Além do almoço é uma oportunidade única para perceber como vivem as pessoas fora das grandes cidades! As casas eram feitas de madeira e meio toscas, a roupa estava toda pendurada cá fora, coisa que vimos muito nas Tailândia mas raios não consegui perceber porque fazem isso, embora a minha aposta seja… como acendem lume dentro de casa a roupa fica cá fora para não apanhar cheiro, será?  (num sei!)
As casas tem uma tipologia bem diferente, sendo na verdade constituídas por diversos "blocos" em volta de um pequeno pátio, por exemplo tudo o que precisa de água canalizada como a casa de banho ou zona para lavar loiça estava construída ao nível do solo e o resto da casa (que me pareceu ter apenas 1 ou 2 divisões) sobre estacas.

Depois de almoço voltámos à carrinha e dirigimos-nos para o rio… começava a verdadeira aventura!


Boas veganices!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Um dia com a tribo - Norte da Tailândia PARTE 1

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Enquanto fazia este post apercebi-me que estava a ficar parvamente comprido, por isso resolvi ir dividindo e por agora não faço ideia quantas partes terá! Mas por enquanto… PARTE 1!

A Tailândia é sem dúvida um país que vale a pena visitar e que me surpreendeu bastante pela positiva, mas como em quase todos os países é quando se sai um pouco do roteiro turístico que a magia acontece!

Quando investigámos a Tailândia decidimos desde cedo fazer uma escapadela para o norte, menos turístico e mais agreste, pensámos fazer uma caminhada e conhecer melhor a floresta e foi em busca por opções que encontrámos o Pooh-EcoTreking, com diversas opções de treking e com criticas óptimas!

Depois de vermos as opções ficámos tentados com a opção “Hilltribe homestay”, que basicamente é um treking em que se passa por algumas tribos do norte e se pernoita mesmo juntamente com uma das famílias. uouuuu

Por um lado isto parecia ser uma grande aventura, uma oportunidade única de perceber como ainda é actualmente a vida de outras pessoas, por outro tínhamos medo, não queríamos correr o risco de estar a alimentar uma economia de escravidão como acontece com a tribo das “mulheres girafa”, que mais não é que um zoo humano, em que as pessoas são tratadas como uma atracção e não têm sequer hipótese de escolher uma vida diferente. 

Aqui faço um aparte, as tribos de "mulheres girafas" que tantos turistas visitam de sorriso no rosto são na verdade campos de refugiados de Myanmar, este povo não tem autorização para sair das áreas que lhes são afectas, não podem trabalhar e praticamente não tem acesso à escola! Vivem basicamente presos num zoo sem hipótese de fuga, resta-lhes quebrar e aceitar, tendo como única forma de sobrevivência possível, permitir que enxurradas de turistas invadam o seu espaço para conseguirem uma foto com elas.

Dito isto e voltando ao nosso problema… treeking com tribos ou não?

Tentámos nos informar um pouco mais, lemos relatos, lemos e relemos tudo no site para tentar perceber os princípios latentes e acabámos por arriscar! 

Optámos por uma caminhada de 2 dias, porque o nosso planeamento não permitia esticarmos-nos mais, como correu? Vamos lá!

No dia antes da partida reunimos do “escritório” deles em Chiang Mai, onde conhecemos o nosso guia e verificámos que ali todos eram de facto locais e que se tratava de um pequena empresa, o que nos deixou logo mais confiantes!

Na reunião inicial o Oh (não faço ideia como escrever o nome dele, mas o som era este!) mostrou-nos num mapa o percurso que íamos fazer e falou um pouco de como iam ser os dias. 

Para começar é preciso perceber que pelo que me apercebi os tailandeses (peço desde já desculpa pela generalização porque de facto não são todos, mas nós apanhámos uns quantos assim e adorámos), começam a falar a inglês mas depois entusiasmam-se e começa uma vertiginosa e bastante rápida explosão de palavras em que misturam thai com inglês e sinceramente algumas coisas achámos que tínhamos percebido, mas não… :p (veremos adiante!)

Chegámos a casa separámos tudo o que não queríamos levar para outra mala (andamos sempre com um seco dobrável tipo isto charan pendurado numa das nossas mochilas, já nos safou tanto!) e nas nossas mochilas deixámos apenas o essencial, repelente de insectos, protector solar, 1 casaco e 1 camisola de manga de manga comprida para a noite (faz tanto frio que não vos passa pela cabeça), umas calças confortáveis para dormir e uma tshirt e cuecas extra para o segundo dia. Chega perfeitamente e não é preciso mais mariquice nenhuma! (ah também levámos escova e pasta de dentes, sem isso não dá!)

Quando reunimos com o Oh ele deu-nos um saco de plástico, aconselho a que enfiem a roupa toda la dentro, que assim ela vai numa carrinha ter com vocês à tribo e escusam de carregar com ela!

Preparativos feitos, restava-nos tentar dormir e esperar pelo amanhã!

Boas veganices!

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Tailândia e os elefantes...

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É só fazer uma simples busca no google sobre o que fazer na Tailândia e logo somos bombardeados com diversas opções de passeio em cima de elefantes!

As pessoas ficam maravilhadas com isto, andar em cima de um elefante? Uau! Mágico!

Mas vá lá... neste ponto acho que só não vê quem não quer ver! Ou já fomos de tal modo engolidos por esta cultura de usar os animais a nossa belo prazer que não nos faz confusão maltratar e escravizar um animal em troca de 30 minutos de "prazer"?! ou então estamos mergulhados numa inocência infantil em que o elefante tem uma vida muito linda e adoraaaa andar com humaninhos às costas! A sério? Mesmo?

O processo de quebrar um elefante até que ele aceite placidamente transportar humanos é cruel e altamente doloroso para o animal, não só fisicamente mas também psicologicamente... e também basta uma simples busca no google para nos vermos frente a frente com uma realidade em que bebés são retirados às mães e torturados até simplesmente desistirem.

Até ter ido à Tailândia apenas tinha visto, quando era mais nova, elefantes no Zoo, confesso que nunca lhes achei mais graça do que a outro qualquer animal, nunca percebi qual a magia para que houvesse pessoas tão apaixonadas por eles... tudo o que via eram animais gigantes, parados "práli", não parecia haver vida la dentro!

Na Tailândia passei por um local onde estavam literalmente estacionados uma data de elefantes à espera que mais um par de turista os viesse montar, dói muito ver aquela injustiça, mas mais uma vez não me despertaram qualquer paixão especial por serem elefantes.

 Depois passou por nós um jovem casal de turistas em cima de um elefante, eles iam agarrados ao telemóvel com um ar aborrecido, enquanto o elefante se arrastava pela estrada de alcatrão a fora. Pensei sobre isso, andar em cima de um elefante até é capaz de ser chato se pensarmos bem nisso, é que lá de cima nem sequer vês o elefante!!! 

Então aquele animal foi condenado a uma vida de escravidão para depois ser montado por alguém que na verdade nem está a ligar ao que está a fazer? Na verdade só quer por em alguma rede social que está em cima de um elefante? E depois disso terá a pensar que o passeio deveria chegar ao fim porque quer fazer outras coisas? Quanta crueldade! 

Mas mais uma vez doeu, porque dói sempre que vejo um animal a ser maltratado, nada mais!

Os dias passaram, fomos para Chiang Mai e lá tínhamos agendado um passeio no Elephant Nature Park... Este parque funciona como centro de salvamento e reabilitação  de elefantes e outros animais!

Estava curiosa pelo passeio, mas não posso dizer que estava em pulgas...

Mas tudo mudou... esqueçam a ideia que tinham de elefante com base nos que viram no zoo ou nos que se arrastam com turistas em cima... esqueçam! Esses são escravos e como tal transportam em si toda a apatia/tristeza de quem já desistiu de viver e nós humanos nem nos apercebemos disso... mas desafio todos, quando vierem à Tailândia, a visitar este centro e ver as diferenças, oh que animal fantástico... existe tanta vida num elefante, tanta vontade de brincar e os olhos... aqueles olhos... 

Primeiro ficámos dentro de uma "cerca"  (sim nós é que estamos la dentro) e vamos dando paparoca aos elefantes... aqui houve logo um momento a destacar, quando a comida acabou e todos começaram a ir embora uma passou com uma destreza que já mostrava que era um movimento que lhe era habitual para dentro da nossa cerca... oh pah assusta ver um animal daquele tamanho a entrar no teu espaço e começámos todos a juntar-nos a um canto e a dizer aos guias que ela estava entrar, só recebemos um sorriso... ela não nos queria fazer mal, ia apenas apanhar os restos de comida que tinham ficado caídos, depois disso foi embora com a mesma calma e juntou-se à família! 

Na foto debaixo ela já está dentro da cerca, marota!

A seguir caminhámos com eles... sempre com cuidado porque quando uma menina daquelas (eram todas fêmeas) decide parar e dar a volta... uiiii saiam dos lados!

Pelo caminho iam arrancado arbustos para comer as suas folhas e era visível as diferentes personalidades, uma delas era uma marota, sempre a fugir dos caminhos em buscar de folhinhas mais gostosas! Cada elefante tem um cuidador e o desta ia-se rindo enquanto ela ignorava todos os seus pedidos para que seguisse o caminho definido.



A maior parecia só querer as folhas que estavam no topo das árvores e mesmo ali ao nosso lado mandou como toda a facilidade uma árvore abaixo para conseguir o que queria, que força estupenda!

A mais novinha gostava de correr com as suas orelhinhas a abanar atrás de nós e parar quando estava mesmo pertinho, pelos vistos isto é uma brincadeira normal nos mais novos! Mas atenção que ela mesmo pequena era enorme, quando ela corria na nossa direcção nós riamos mas fugíamos!

Outra coisa engraçada é que eles tocam-se muito, por exemplo quando vão em fila se o da frente para o outro encosta a cabeça ao rabo dele a empurrar como se lhe tivesse a dizer vá anda ou sai da frente!

Depois os elefantes continuaram o passeio e nós fomos almoçar e preparar umas guloseimas especiais para eles!

Quase tudo vegan e sempre vegetariano!

A seguir um momento inesquecível, ver elefantes a brincar na lama, mandávamos-lhes água com baldes e com a lama fazíamos massagens nas suas enormes barrigas e sabem que mais? Havia um que gostava mesmo das massagens e ficava ali muito sossegado enquanto era esfregado, tal e qual um cão quando lhe damos festas na barriga! Os outros preferiam brincar e pareciam uns tontos a empurrarem-se e escorregarem na lama!

Passámos para o rio e avisaram-nos, não se ponham ao lado deles! Ai não? Porquê? aaaahhh que fantástico! Os elefantes entravam na água e deixavam-se literalmente cair de lado para dentro de água, parecendo grandes montanhas flutuantes, lindoooo! Mais brincadeiras com água e corridas da pequenota atrás de nós e eles saem do rio e começam a secar-se e limpar-se com a areia, parecem garotos a brincar.


(não tenho fotos na lama nem no rio porque a alegria de estar ali a brincar com eles ultrapassava qualquer lembrança de gravar esse momento em algum lado que não fosse o meu coração, mas acho que o Droski fez vídeos... se forem fixolas depois eu ponho aqui também!)

A seguir nova hora de paparoca, é giro ver as preferências, eles não comem a banana enquanto houver abóbora, a não ser que a descasquemos! Depois de acabadas as abóboras os sacaninhas já aceitavam as bananas com casca e tudo :D

E quando eles achavam que o pedaço de comida era pequeno guardavam no tromba (tipo gancho) e com a pontinha faziam sinal que queriam mais, a sério! Parecia que estavam a dizer vá não vês que o que me deste não chega! Só depois de terem a trombinha cheia com o que eles achassem que valia a pena levavam a comida à boca!

Este foi um dos meus dois "programas" favoritos na Tailândia, apaixonei-me perdidamente por elefantes e pensar nos outros, nos que são escravos dói ainda mais agora que sei como eles de facto são... e mesmo pondo qualquer direito do animal à sua vida de parte esta experiência é mil vezes melhor e mais entusiasmante que simplesmente montar um elefante!

Por isso por favor não financiem a escravatura animal!!! E tenham um momento inesquecível nas vossas férias enquanto apoiam uma boa causa visitando este parque, não é barato mais vale mesmo a pena.




Ah curiosidade que talvez possa salvar vidas humanas :p se um elefante correr atrás de vocês corram para baixo, a única maneira de se safarem é descerem e usarem o peso dele a vossa favor porque ele vai ter te travar bastante... pelo menos foi o que o guia disse!

Outra coisa, já em Portugal comecei a ler um livro absolutamente fantástico, em que aprendi mais sobre elefantes e a minha paixão por eles só ficou ainda mais inflamada, um elefante é tudo aquilo que um humano devia ser.. mas sobre isto e sobre o livro falo noutro post!

Boas veganices!




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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CrossFit - ténis vegan?

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Já à algum tempo que não adquiro calçado desportivo mas após descobrir a forte paixão que me une ao crossfit (sim os vegan são fraquinhoooos mas gostam de fingir que não :p) e de ver a qualidade do meu agachamento e afins comprometido pelos meus ténis altamente acolchoados de corrida, surgiu a "necessidade" de encontrar um ténis que favorecessem mais o meu desempenho neste desporto!

Mas depois veio também a consciência, será que os ténis são vegan?!

Primeiro que tudo pesquisei os que já tenho de corrida da Asics e da Saucony (adoro tanto estes meninos) e pelo que encontrei a maioria é vegan! ufaaaaaa

Depois passei para os de crossfit e claro investiguei a Reebok (a marca oficial dos ténis de xfit)e não encontrei certezas, pelos vistos muitos modelos ainda utilizam na cola cascos de animais e afins!

Treta... e comecei a procurar outra alternativa!

Encontrei a VivoBareFoot, (vi alguns reviews de atletas de crossfit que tinham experimentando e gostado) nem todo o calçado é vegan mas os ténis que me indicaram (MOTUS) para o crossfit são!

resposta da empresa a quais seriam os melhores ténis para xfit

Já estava pronta para comprar estes quando me lembrei de um determinado atleta de crossfit que é vegan e ao que parece bastante activo na suas tentativas de passar a mensagem ao mundo... Ed Bauer, ora este moço tinha que ter uns bons ténis para crossfit e tinham que ser vegan, porque com a exposição dele se não fossem... 👿

Mandei email e não é que recebi resposta!!! :O



Fixoooolas!

Boas veganices!

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

EXTRA - Runister: afinal compensa ou não?

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Já ouviram falar da nova aplicação runister?

Basicamente é uma aplicação que permite ganhar dinheiro a correr, ou seja por cada km que corres a aplicação paga-te um valor que depende do teu nível, quanto mais vezes correres mais vale cada km!

Brutal não é? Mais ou menos, é preciso considerar que a aplicação tem um custo mensal de 1,99€... opah parecia mesmo bom de mais para ser verdade!!!

Mas afinal compensa ou não? Depende, depende do número de vezes que corres por semana (que é o que te permite passar de nível) e dos km que fazer normalmente, é preciso fazer as contas e ver se para ti compensa, ah não és de contas... tudo bem desta vez eu fujo ao tema veggie e dou uma ajuda!

1. abre o excel

aqui

2. coloca os km médios que esperas fazer por semana e o número de vezes que planeias correr/caminhar, exemplo:

neste caso considerei 3 corridas por semana, totalizando as mesmas 25 km

3. verifica quanto ganharias nos próximos 10 anos, para o nosso exemplo:


atenção que os valores já consideram o pagamento da aplicação
logo neste exemplo 4º ano ganharias 111 euros líquidos

Simples não é? caso os valores para passar de uma fase para outra alterem podes na mesma usar este excel, basta actualizares os valores nas seguintes colunas:


E pronto, espere que isto te ajude a perceber se vale a pena ao não adquirir a APP. Não te esqueças que para passar de nível interessa o número de vezes que corres e não os km, logo vale mais muitas corridas curtas que poucas corridas longas! Para quem não corre parece que caminhar também serve e como cada treino só precisa de ter um mínimo de 1 km, acho que toda a gente consegue fazer isso todos os dias!!!

(este excel foi feito com base na informação que encontrei na internet por isso pode ter alguns erros, caso verifiquem algum por favor avisem que assim mudo os pressupostos e volto a disponibilizar já corrigido)

Boas veganices!
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