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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um dia com a tribo - Norte da Tailândia Parte 3

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Objectivo: passar o rio numa barcaça! Enquanto esperávamos entrámos na casa de um pescador, que era já conhecido do Oh, mais uma vez uma casa toscamente feita de madeira, esta mesmo em cima da água! Para lá chegar a única opção era fazer equilibrismo por cima de alguns toros de madeira, de outro mundo!





Chegou a barcaça… será que isto aguenta? Vamos lá! 



Esta viagem é curta mas lindíssima! Aproveitem!

Chegados ao outro lado... hum... que carrinha de caixa aberta é aquela? "Toca a subir pra carrinha"? A sério?

Subimos para a carrinha, tivemos a “sorte” de ficar à frente, agarro-me à estrutura de ferro e caramba, que montanha russa!

Mais ou menos assim... não resisti :p


Só posso dizer que com aquela carrinha fizemos caminhos que nem de jipe, airbaig, cinto de segurança e piloto do Dakar me pareceriam seguros… e nós ali em cima, em pé, sem qualquer segurança, a fazer um esforço gigante para não cairmos e a sentir-mos aquele arrepio em cada descida a pique, curva apertada… e quando na estrada havia apenas um pequeno espaço, entre buracos e fendas, em que a roda poderia passar sem que virássemos! Enfim não há palavras para descrever a adrenalina daquela viajem, foi praticamente 1 hora em pé naquela carrinha no meio da floresta numa estrada minúscula e que muitas vezes parecia simplesmente desaparecer… e eu que sou tão "coisinhas" com o uso do cinto de segurança… Magico! Aconselho bués! E claro não há fotos, nem gravação que é daqueles momentos que uma pessoa nem pensa nisso!




Começou então a caminhada, que sendo sincera tendo em conta tudo o que se passou naqueles 2 dias foi de facto o menos relevante! De salientar a simpática aranha gigante que conhecemos!

Comecei logo por lhe explicar que era vegan... claro!!!

Ao longo do caminho passámos em 2 aldeias… ah no mercado era suposto termos comprado doces para as crianças… não percebemos mesmo nada! Oreos serve? :p

Estas primeiras passagens por aldeias são estranhas, pelo menos para nós foram, sentes-te um estranho a invadir o espaço deles, sem conseguires comunicar de alguma forma que não seja sorrir e sem quereres olhar para eles com um excesso de interesse como se eles fossem alguma atracção, e por momentos pensámos “isto foi péssima ideia”!



Ao final do dia chegámos à Aldeia onde íamos pernoitar e aí sim tivemos a oportunidade de descobrir um modo de vida tão diferente, mas não como expectador, mas sim como parte integrante daquela grande família, mágico!


Boas veganices!
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Um dia com a Tribo - Norte da Tailândia PARTE 2

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Vem aí a PARTE 2...

O dia da caminhada começou cedo e cheio de entusiasmo… o Oh foi-nos buscar ao nosso alojamento numa carrinha com ar condicionado e óptimas condições e seguimos para o escritório deles, onde deixámos os pertences que não queríamos levar connosco (o tal saco!) e também os nossos valores, passaporte, dinheiro, cartões, ficou tudo lá no cofre! 

Talvez não se sintam confortáveis de deixar assim tudo (nós também não!), mas a nossa experiência foi óptima, basicamente juntamos tudo, eles verificam, escrevem numa folha tudo o que vamos deixar e assinam, nós assinamos também e os nossos valores são todos embrulhados em papel de jornal e muita fita-cola e depois tanto nós como eles assinamos por cima da fita-cola, sendo assim praticamente impossível alguém abrir o embrulho e conseguir voltar a fechar mantendo as assinaturas em condições, tudo muito bem feito! E depois é enfiado no cofre e pronto... adeus coisas sem as quais estamos para lá de lixados... aiiii que corra bem!

Partimos então para umas viajem na carrinha de quase 2 horas até um mercado local onde podíamos comprar os mantimentos para a caminhada, estamos um pouco confusos acerca do que comprar, relembro ao Oh que sou vegan e ele manda-me embora enquanto diz tofu tofu… ok temos de comprar tofu e mantimentos para dois dias e estamos perdidos num mercado enorme que claramente só é usado por nativos, os únicos caras pálidas somos nós! 

Começa a busca por tofu… pelo caminho compramos uns leites de soja e bolachas oreo… isto porque estava tomada pelo pânico sem encontrar tofu e sem perceber que raio iria comer durante estes dois dias!!!

Por mais que procuremos não encontramos tofu e claro ninguém reconhece a palavra, encontramos um rapaz novo e pedimos ajuda, ele não vende tofu :( mas explica-nos que devemos pedir Tau-um (algo assim :p) nova busca… 

Vemos um cubo branco promissor, Tau-um? Questionamos enquanto apontamos para o cubo, a vendedora olha para nós perplexa e uma alma caridosa que ia a passar diz-nos que não, explica a vendedora que queríamos tofu e elas riem muito, de repente todas as pessoas a quem tínhamos tentado pedir tofu percebem o que queremos e entre sorrisos vamos sendo guiados até à bancada certa! Juro que todo o mercado se uniu a nós, empenhado em que encontrássemos o que procurávamos!!!  AAAhhhhh bendito tofu que cá estás tu!

Olhamos para o relógio, está na hora de voltar e tudo o que temos para comer é um cubo de tofu, oreos e leite de soja… impressão minha ou isto começou mal? Nem tirámos fotos no mercado tal era o foco com que estávamos na nossa missão!

Voltamos para junto do Oh, orgulhosos de termos encontrado tofu… péra porque ta ele a encher a carrinha de vegetais e péra outra vez, ele também comprou tofu… mas?! Primeiro mal entendido, ele é que ia comprar os mantimentos!!! Sério? Então e nós era para comprarmos o quê? Ups! Esforço desumano para parar de rir e manter a compostura enquanto contamos ao Oh a nossa aventura na compra de Tau-um e seguimos mais uns 45 min de carrinha. Paramos em casa da sogra do Oh para almoçar, sim isso mesmo, a sogra!

Fomos brindados com um almoço muito bom Thai Style!



Além do almoço é uma oportunidade única para perceber como vivem as pessoas fora das grandes cidades! As casas eram feitas de madeira e meio toscas, a roupa estava toda pendurada cá fora, coisa que vimos muito nas Tailândia mas raios não consegui perceber porque fazem isso, embora a minha aposta seja… como acendem lume dentro de casa a roupa fica cá fora para não apanhar cheiro, será?  (num sei!)
As casas tem uma tipologia bem diferente, sendo na verdade constituídas por diversos "blocos" em volta de um pequeno pátio, por exemplo tudo o que precisa de água canalizada como a casa de banho ou zona para lavar loiça estava construída ao nível do solo e o resto da casa (que me pareceu ter apenas 1 ou 2 divisões) sobre estacas.

Depois de almoço voltámos à carrinha e dirigimos-nos para o rio… começava a verdadeira aventura!


Boas veganices!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Um dia com a tribo - Norte da Tailândia PARTE 1

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Enquanto fazia este post apercebi-me que estava a ficar parvamente comprido, por isso resolvi ir dividindo e por agora não faço ideia quantas partes terá! Mas por enquanto… PARTE 1!

A Tailândia é sem dúvida um país que vale a pena visitar e que me surpreendeu bastante pela positiva, mas como em quase todos os países é quando se sai um pouco do roteiro turístico que a magia acontece!

Quando investigámos a Tailândia decidimos desde cedo fazer uma escapadela para o norte, menos turístico e mais agreste, pensámos fazer uma caminhada e conhecer melhor a floresta e foi em busca por opções que encontrámos o Pooh-EcoTreking, com diversas opções de treking e com criticas óptimas!

Depois de vermos as opções ficámos tentados com a opção “Hilltribe homestay”, que basicamente é um treking em que se passa por algumas tribos do norte e se pernoita mesmo juntamente com uma das famílias. uouuuu

Por um lado isto parecia ser uma grande aventura, uma oportunidade única de perceber como ainda é actualmente a vida de outras pessoas, por outro tínhamos medo, não queríamos correr o risco de estar a alimentar uma economia de escravidão como acontece com a tribo das “mulheres girafa”, que mais não é que um zoo humano, em que as pessoas são tratadas como uma atracção e não têm sequer hipótese de escolher uma vida diferente. 

Aqui faço um aparte, as tribos de "mulheres girafas" que tantos turistas visitam de sorriso no rosto são na verdade campos de refugiados de Myanmar, este povo não tem autorização para sair das áreas que lhes são afectas, não podem trabalhar e praticamente não tem acesso à escola! Vivem basicamente presos num zoo sem hipótese de fuga, resta-lhes quebrar e aceitar, tendo como única forma de sobrevivência possível, permitir que enxurradas de turistas invadam o seu espaço para conseguirem uma foto com elas.

Dito isto e voltando ao nosso problema… treeking com tribos ou não?

Tentámos nos informar um pouco mais, lemos relatos, lemos e relemos tudo no site para tentar perceber os princípios latentes e acabámos por arriscar! 

Optámos por uma caminhada de 2 dias, porque o nosso planeamento não permitia esticarmos-nos mais, como correu? Vamos lá!

No dia antes da partida reunimos do “escritório” deles em Chiang Mai, onde conhecemos o nosso guia e verificámos que ali todos eram de facto locais e que se tratava de um pequena empresa, o que nos deixou logo mais confiantes!

Na reunião inicial o Oh (não faço ideia como escrever o nome dele, mas o som era este!) mostrou-nos num mapa o percurso que íamos fazer e falou um pouco de como iam ser os dias. 

Para começar é preciso perceber que pelo que me apercebi os tailandeses (peço desde já desculpa pela generalização porque de facto não são todos, mas nós apanhámos uns quantos assim e adorámos), começam a falar a inglês mas depois entusiasmam-se e começa uma vertiginosa e bastante rápida explosão de palavras em que misturam thai com inglês e sinceramente algumas coisas achámos que tínhamos percebido, mas não… :p (veremos adiante!)

Chegámos a casa separámos tudo o que não queríamos levar para outra mala (andamos sempre com um seco dobrável tipo isto charan pendurado numa das nossas mochilas, já nos safou tanto!) e nas nossas mochilas deixámos apenas o essencial, repelente de insectos, protector solar, 1 casaco e 1 camisola de manga de manga comprida para a noite (faz tanto frio que não vos passa pela cabeça), umas calças confortáveis para dormir e uma tshirt e cuecas extra para o segundo dia. Chega perfeitamente e não é preciso mais mariquice nenhuma! (ah também levámos escova e pasta de dentes, sem isso não dá!)

Quando reunimos com o Oh ele deu-nos um saco de plástico, aconselho a que enfiem a roupa toda la dentro, que assim ela vai numa carrinha ter com vocês à tribo e escusam de carregar com ela!

Preparativos feitos, restava-nos tentar dormir e esperar pelo amanhã!

Boas veganices!

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Trip to Madeira - caminhadas IV

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3 caminhadas numa só: 25 fontes, risco e casa do rabaçal!

Estas foram as que fizemos no primeiro dia na Madeira, acabadinhos de aterrar!

O inicio é igual para todas e o primeiro desafio é arrumar o carro entre estas meninas lindas!




Arrumado o carro começa a descida por uma pequena estrada alcatroada (mas com vistas bonitas), exista a opção de apanhar "boleia" de uma carrinha, que tudo o que faz é andar para cima e para baixo com os caminhantes! Para baixo acho que não compensa usar este serviço, mas depois na volta... sempre a subir numa estrada que já fizemos... que venha a carrinha! (nós não usamos mas acho que é uma super boa opção!)

Começámos pela caminhada do risco, o caminho é muito lindo e verdejante, óptima opção para dias muito quente e solarengos!



E o final é verdadeiramente uauuuu :)



Depois chega a altura de voltar para trás e apanhar o percurso das 25 fontes, o caminho não é tão simples, anda-se muito em cima de um tipo de parapeito ao lado da levada e em algumas alturas é bastante estreito e não é possível as pessoas cruzarem-se, mas mesmo assim não apresenta grande dificuldade!

Mais uma vez o mesmo tipo de vegetação fantástica e um final ainda mais uauuuu, onde aproveitámos para almoçar!

Infelizmente não conseguimos tirar grande foto, porque uma familia tuga chegou pouco depois e ocupou o pedaço todo! :p

Se tiver calor podem tomar banho!
 (mas sem estardalhaço okis?)

Ah aqui há uma coisa muito engraçada, uns passarinhos super traquinas que faziam voos rasantes às pessoas e que, com alguma paciência, vêm buscar comida à mão!!! Coisas mais fofas! Havia um mais gorduxo que era só abrir a mão e lá vinha ele!

No regresso, e para não repetir, seguimos o caminho da casa do rabaçal!

bailarina!

Percurso feito... sentar a descansar um pouco à sombra enquanto apreciamos a vista e nos preparamos para a tal subida!!!


Boas veganices!

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Trip to Madeira - caminhadas III

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Chegou o dia de fazer a caminhada da Vereda da Ponta de São Lourenço, diziam maravilhas daquele percurso, no entanto quando lá chegámos tudo o que víamos era um caminho desértico e serpenteante sem fim que dava a todos o os que o percorriam o ar de peregrinos, como se tivessemos a assistir a uma cena bíblica! 

Bem vamos lá, que o percurso é pequeno (4 km + 4km) e num instante fazemos isto!











Em alguns pontos apanhámos bastante vento e o percurso era estreito (uma vereda lá está!), logo fomos avançando meio dobrados e tentando ficar longe da beira… mais uma vez senti que cruzava um deserto, qual cena bíblica, atrás de Maomé (talvez as referencias não sejam muito exactas, mas não é um assunto que perceba muito e foi isso que senti :p).

Mas a paisagem começou cada vez mais a valer a pena, as escarpas para o mar eram lindas e mesmo a rudeza do caminho começa a encantar, passámos pelo caminho para uma pequena praia e tomámos nota mental de lá ir quando voltássemos! 



O caminho foi passando… até chegar ao parque de diversões, de repente e quase na ponta aparece uma casinha rodeada de palmeiras, tal oásis, com casa de banho (1 euro!), mesas para comer, pequena zona para acampar, zona de observação de aves, uma prainha de água transparente e claro… a subida mesmo até ao final da ponta (tinha que ser mais um pequeno pico…)!


Primeiro sentámos-nos a comer fruta e apreciar a paisagem, com pessoas espalhadas por toda a área (é uma coisa surreal meso… a seguir atacámos a subida! Muito mais fácil do que parecia e lá em cima a sensação é óptima e com dezenas de lagartos giros! Já a descida, raios que aquilo escorrega!

Depois estava na hora de um banho! Ai que coisa maravilhosa, a temperatura estava óptima, o mar tranquilo e água super transparente! Parecia um paraíso na terra! Estávamos ali rodeados de terra tão seca, toda a paisagem castanha e nós a boiar na água translucida com o sol a bater no rosto… impagável! (atenção a praia é de pedra por isso levar calçado que possam levar para dentro de água é óptima ideia, caso contrário a entrada neste paraíso vai doer!)

Seguimos depois o caminho de volta, a sentir que estávamos leves de corpo e alma… talvez por isso tenha parecido tão rápido o regresso, mas não sei antes uma paragem na tal praia! Onde voltámos a comer e arriscámos mais um mergulho! Esta praia tinha uma particularidade gira, estava cheia de seixos colocados, por vezes com grande perícia, nas paredes da rocha que a circunda! Claro que também pusemos uma! 



Quando voltámos ao carro estávamos com o bichinho da praia por isso decidimos terminar o dia com uma grande road trip das praias! (sim esta caminhada de 8 km acabou por nos ocupar grande parte do dia! e valeu a pena!) :D l

Lgo ali ao pé da ponta de S. Lourenço encontrámos a “prainha”! O nome não engana, é uma pequena praia, com água fantástica e com um spot porreiro para dar pulos para a água, aconselho muito!

Em Machico fomos à Praia da Banda d'Além uma praia artificial de areia branca, a praia é óptima e tem uma plataforma para saltar para água (muito comum na Madeira), mas a areia branca na Madeira soa a estranho!

E ainda demos um pulo à Praia das Palmeiras, aqui não chegámos a tomar banho porque a água não estava nada apetitosa e a piscina na altura estava vazia, dois dias depois quando voltámos a passar por lá já estava a bombar. :D

Depois disto estávamos pronto para um banho (desta vez na banheira) e um belo jantar!

Boas veganices!
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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trip to Madeira – caminhadas I

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Ir à Madeira significa para grande parte das pessoas fazer algumas caminhadas, não fossem as levadas tão famosas!

Então? São assim tãoooo boas? Já lá vamos, mas primeiro o que não é nadica bom… as caminhadas são todas (pelo menos as mais conhecidas) lineares! Uma caminhada linear é sempre chato mas ainda mais quando estás de férias e queres aproveitar todos os momentos e depois te vês obrigado a desperdiçar 3 horas a repetir o mesmo percurso…

Mas vamos lá às caminhadas que fizemos…

1. Vereda do Areeiro – Pico Ruivo (PR 1)



Inicio no Pico do Areeiro


São muito provavelmente os 5,6 km mais fantásticos que já fiz na minha vida! A sério, se só puderem fazer uma caminhada na Madeira, esta é a menina a ter em consideração! Começa com um caminho digno do feiticeiro de Oz que já te começa a fazer sentir que estás num mundo à parte e desde aí o tempo é todo passado em uauuuu! Preparem-se para demorar bastante mais tempo do que o que seria razoável para esta distância, porque vão estar sempre a parar e olhar em volta (alias só tem piada assim!).


A caminhada em si é bastante simples (não para quem sofra de vertigens ou claustrofobia :p), basta seguir o caminho construído, sem grande declive… exceptuando quando chegam às escadas sem fim :O (vão saber quando lá chegarem…) aquilo cansa, mas não desesperem as escadas acabam e tudo terá valido a pena! Não se esqueçam de levar lanterna porque vão ter a oportunidade de passar literalmente dentro das montanhas!




Vão chegar a um ponto em que encontram um pequeno descampado ao lado do percurso, não faço ideia a que km, mas vão dar por ela porque há muita gente a parar ali para comer algo ou apenas para se sentar um pouco e apreciar a paisagem, o meu conselho é aproveitem! Dali a pouco tempo terão as escadas (as tais), por isso sentem-se, relaxem, apreciem a vista e comam uma frutinha boa (ai tanta cereja comemos nós ali)!


No Pico Ruivo vão mesmo até à ponta, tem lá um cubo de cimento (construção? Sei lá o que é aquilo :)), que apesar de não ser o ponto mais alto permite que te sentes e almoces com uma vista privilegiada da fila da frente, sem estares sempre a ver passar outros caminhantes à frente! (não, numa caminhada na Madeira nunca serás o único…). Nós almoçámos cada um uma lata de feijão, pão e fruta!

Pico Ruivo

Depois a melhor hipótese é voltar para trás até ao carro! 

sempre a descer...

Nós infelizmente não fizemos isso, ai que repetir o caminho é chato… então seguimos a Vereda da Ilha (PR1.1), o plano era ir até freguesia da Ilha e daí apanhar um táxi de volta para o nosso carro. Péssima ideia! Primeiro a Vereda da Ilha são 8,2 km em que desces cerca de 1.367m de altitude, logo os teus joelhos vão adorar (ai ai)! Depois não tem nada que se diga uau valeu super a pena ter quinado as minhas pernas e saber que vou ter dores no dia a seguir. E por último pagámos 40 euros pelo táxi de volta até ao carro! Yep! 40 euros, e mesmo assim foi com atenção especial! Atenção especial porque?




Íamos nós todos contentes pelo caminho quando encontramos um grupo de turistas, um dos guias madeirense (e super simpático) meteu logo conversa connosco, depois de lhe explicarmos o nosso objectivo ele diz, mas o táxi são uns 70 euros! :O caiu-nos tudo… nem sequer tínhamos esse dinheiro connosco! Também podem apanhar um autocarro diz ele, vão até ao Funchal, mas ainda tem de arranjar maneira depois de ir ao Areeiro buscar o carro, ou então perguntam de passa no Poisio… se sim saem aí e depois andam uns 3 km até ao Areeiro. OMG, andar mais? (sim a Vereda da Ilha tira a uma pessoa a vontade de dar mais um passo que seja!). Ok, ok mas se o táxi são 70 euros mais vale o autocarro! Ah mas o ultimo é as 17h30, não se se chegam lá a tempo… Mas e agora!? 

O guia diz, ah tenho um amigo que é taxista, vou-lhe perguntar quanto faz! Ele liga e ouvimos, ai e tal tenho aqui dois amigos, qual o preço? Mas sem piscinas! Ele olha pra nós e diz ele faz 40 euros… é caro, mas depois de nos dizerem 70… 40 parece quase uma borla! :p

Daqui tiramos uma lição importante, quando perguntarem a um taxista quanto leva para um trajecto digam, mas sem piscina e pisquem o olho ;) eles vão achar que vocês dominam a coisa!

Entretanto numa paragem o guia pergunta ao que ia à frente, que era taxista, quando ele levava para o mesmo percurso, ele diz 50… ok 40 é perfeito!

Chegados à Ilha, vemos o “nosso” autocarro ao longe… hora de ligar para o táxi!

Esperamos cerca de meia hora e aparece o nosso táxi (carrinha), um senhor super simpatico pergunta, são só vocês? Yep só nós os dois… ele deve ter tido pena de nós, de perceber que aqueles 40 euros eram suportados apenas por 2 pessoas, porque explica… o meu amigo disse-me que vocês estavam em Sanatana, de lá são 40 euros, mas daqui são 50… mas não importa, fica os 40. Apesar de estar a fazer o serviço abaixo do preço que costuma cobrar o taxista foi super simpático, foi fazendo de guia turístico, até parou em alguns sítios para vermos melhor e deu uma data de dicas de sítios e restaurantes onde ir… no final tentámos dar um pouco mais de 40 euros (pela simpatia) mas ele não aceitou!

Conclusão: esta caminhada (Vereda Areeiro – Pico Ruivo) é um must do na Madeira, mas no final não se ponham em aventuras e simplesmente voltem para trás pelo mesmo caminho!

Eh lá este post já está grande! As próximas caminhadas ficam para outro dia!

Boas veganices!
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Entre Castelos - Palmela a Sesimbra (caminhada)

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O ano passado fizemos caminhadas espectaculares, uma que ligava o Castelo de Sesimbra à Lagoa de Albufeira e a Rota Vicentina, que ligou Porto Covo a Odeceixe. E assim lá vamos nós por etapas, um passinho de cada vez, percorrendo a nossa bela costa!



E… quinta e sexta-feira passadas foram os dias em que “limpámos” mais 1 etapa! Pusemos finalmente em pratica o plano já à tanto adiado de ir do Castelo de Palmela ao Castelo de Sesimbra!!! :D

O percurso tem cerca de 31 km e tipicamente faz-se em 1 dia, mas como queríamos aproveitar as mini-férias e era a primeira grande caminhada da Loki decidimos dividir o percurso em dois dias! Avisando já que a divisão foi muito muito mal feita, tanto a nível de km como de dificuldade, X) mas sinceramente mesmo agora ainda não saberia bem como fazer melhor!

A rota que seguimos foi a Entre Castelos Palmela - Sesimbra, que começa perto do Castelo de Palmela, nós já fomos imensas vezes lá, por isso começámos onde o percurso indica mas para quem não conhece acho que nem faz sentido começar sem de facto ir ao Castelo! 




A nossa primeira paragem foi logo na paragem de autocarros de Palmela para a Loki comer (ainda estava em jejum porque enjoa no carro) e logo ali vale a pena apreciar a paisagem com o castelo e o mar no horizonte.









O caminho segue primeiro por um povoamento mas rapidamente passa à rota dos moinhos, ali além de muitos moinhos encontrámos imensos ciclistas, corredores e pessoas simplesmente a darem um passeio. Esta parte do percurso é simples e muito agradável no entanto o calor era muito e foram precisas algumas paragens para a Loki beber a sua águinha!




Encontramos um ou outro single track, mas a maioria do tempo os caminhos são largos e fáceis de andar. Ainda sem almoçar chegámos à N10, neste ponto o calor apertava bastante mas estávamos com óptimo andamento e já tínhamos praticamente 10 km feitos (cerca de metade do objectivo)!

Toca a atravessar a estrada com a Loki ao colo e continuar o percurso, felizmente aqui os trilhos foram mais pequenos e por isso com mais sombra. A fome começa a apertar os caminhos a alargar mas sem haver sinais de um sitio bonito para comermos, finalmente um pouco antes 14h e com nada mais que uma longa estrada de areia à frente optámos que o nosso sitio bonito seria ali mesmo no meio do caminho aproveitando a sombra de uma árvore! :D no fundo o que interessa não é o local mas quem nos acompanha! O almocinho foi grão para mim e feijão branco para o Droski (enlatado mas com sal reduzido!), pãozinho (sem sal) com manteiga de avelã (que coisa tão boa!) e bananas!

Hei.... não esquecer a Loki, para ela foi ração Beneno puppy :p


Depois de almoço a confiança estava ao rubro, ainda era cedo e 12 km já tinham passado, os próximos 8 km que nos levariam até à N379-1 ia ser num instante, e depois era só descer até ao Portinho da Arrábida pela estrada e aproveitar a praia! :D

De repente o percurso começa a ser dolorosamente familiar… já estivemos aqui… será que vai ser igual? Sim era! A menos de 5 km do fim, tão, mas tão perto… iniciámos a subida até ao Formosinho, raios que já não esperava aquilo depois de 15 km nas pernas e de já quase cheirar o mar! A subida com a Loki foi uma loucura, quando tinha que ir de gatas levava-a debaixo de mim (estilo macaca), porque aquela tração às quatro patas funcionava muito bem quando ela subia directa, mas se olhava para trás… a gravidade era mais forte que ela! As pedras inclinadas também não a ajudavam, mas entre todos lá chegámos acima! Altura de um nova pausa acompanhada de chocolate!!! E biscoitos para a Loki! Aqueles 10 min foram o suficientes para ela toda torta em cima de uma rochas adormecer! (tadinha da minha cadela!)

Depois da sesta dela e do nosso chocolate sentimos as forças renovadas e agora era sempre a descer! :D



Foram 3 horas para fazer 4 km!!!


Se os carrascos quando vamos sozinhos já são divertidos, quando levamos connosco um cão então, a diversão é a dobrar!

Como diria o Ricardo Araújo Pereira na mixórdia de temáticas… ainda agora começou! (e eu já estou fartinhaaaaa)


A descida foi interminável, mesmoooo, a lutar contra carrascos, vegetação que não deixava à vista qualquer caminho e rochas escondidas que davam uma graça extra a toda a situação. 
Depois de muita luta, não só figurativamente, porque até eu que ando sempre com cuidado para não danificar a flora, e que caminho tentando pisar o mesmo possível as plantas chegou um ponto que abri caminho bastante à bruta, peço desde já desculpa, mas atrás seguia o Droski com a nossa cria ao colo e eu precisava de abrir caminho para eles conseguirem andar! (se bem que sempre que olhava para trás não conseguia perceber de onde tínhamos vindo, por isso acho que tudo o que afastei do caminho rapidamente voltou ao seu sitio rindo dos esforços inúteis de uma mera e fraca humana) 

De repente o caminho alargou e ao longe vemos postes de electricidade, iupiiiiii a estrada estava perto!



Chegámos à estrada, o nosso rosto espalhava alegria! Tínhamos pela segunda vez vencido aquela serra e desta vez com a Loki atrás!

Como tínhamos ficado de ligar para para o nosso alojamento quando faltasse pouco para chegarmos ligámos o gps… faltavam 3,8 km de estrada em curva e contra curva (sem berma!) no meio da Arrábida até chegar ao Portinho… Ok, vamos lá rapidinho que é sempre a descer!

Quando finalmente chegámos ao Portinho da Arrábida eram 21h! Felizmente fomos bem recebidos por uma matilha de cães a ladrar e a rosnar… passado o perigo chegámos ao alojamento!


E aqui tenho de fazer uma pausa para parabenizar a Casa da Adôa! O único alojamento que encontrei que aceita cães! Além disso tem um jardim super simpático, os quartos são enormes e a casa de banho óptima!

Pequeno detalhe aqui, o sr. abre a porta diz boa noite, olha para a Loki e diz, não vais ladrar pois não? E ela começa de lhe ladra e não para mais! “Mãe” passa por cada vergonha! Mas depois acho que deixámos boa impressão, ela não fez mais barulho nenhum a noite toda e conseguimos que não subisse nem para a cama nem para o sofá! Acho que quando deixam os nossos patudos entrar devemos nos esforçar mesmo para deixar boa impressão para que cada vez mais eles sejam aceites em todo o lado!


Mas como estava a dizer, chegámos lá já eram 21h, por isso foi largar as mochilas e ir directo para o restaurante, sem banhinho nem nada!

Fomos ao Restaurante O Galeão, que tem uma bela esplanada mesmo por cima do mar, um final de noite absolutamente perfeito! Aqui fica a nota que eles podem não ter o multibanco em funcionamento quando lá forem, por isso levem dinheiro, e como não é propriamente um restaurante super barato para não serem apanhados desprevenidos levem uns 20€/pessoa! Nós quase quase que ficávamos lá a lavar pratos! (ups!)

Depois de jantar caminhaaaa, que no dia a seguir havia mais!

Não posso dizer que dormimos bem, a cama de viagem que comprámos para a Loki escorregava no chão e fazia barulho sempre que ela se mexia e parte da noite morri de calor até o Droski realçar que tínhamos ar condicionado! Enfim depois desta noitinha mal dormida (confesso que também não fiquei fã da cama, mas a falha pode ter sido minha!) acordamos super prontos para a caminhada, sabendo que agora seria preciso fazer o tal caminho de 3,8 km em sentido inverso (subindo!) até chegarmos ao ponto onde retornaríamos ao percurso da nossa caminhada.





Mal saímos do Portinho fizemos um desvio para visitar a Lapa de Sta. Margarida, e vale super pena, o caminho para lá é giro e cheio de vegetação e a lapa em si é enorme e com a capela ali construída no meio das rochas fica surreal! Muito bom mesmo!










"Pronto estamos prontos" para a subida, lá vamos nós! Ok, ok confesso não custou nem metade do que estávamos à espera, é uma subida muito ligeira e maior chatice é estar sempre com muita atenção aos carros e dois crazy meninos que passaram a descer a serra a toda a velocidade de skate (uauuuu que velocidade) e que um deles por muito pouco não foi contra o Droski numa curva!



Menos de 1 hora depois de termos saída da Lapa estávamos de volta ao nosso percurso, mais uma vez por caminhos já nossos conhecidos (perto à serra do risco onde fizemos as melhores geocaches de sempre!), o caminho é plano, largo e sem dificuldades. A partir daí apenas 11 km estavam entre nós e o Castelo de Sesimbra, mas desta vez não demos o caminho por garantido, ainda tínhamos serras à nossa esquerda e tínhamos aprendido bastante bem a lição do dia anterior, com uma serra pelo meio (e respectivos carrascos) o perto pode-se tornar bem longínquo.


Fomos andando sempre sem dificuldade, os km em falta ia diminuindo e começávamos a deixar alguma confiança voltar a nós… será que não tínhamos que enfrentar a serra novamente?


De repente ao longe, lá está ele, o Castelo de Sesimbra, faltam apenas 3km para o destino e apesar da serra à esquerda não parece haver quaisquer obstáculo entre nós e a meta, está na altura de ligar à uber (na verdade ao meu pai) para nos vir buscar!

Estávamos certos e não houveram obstáculos adicionais (ok ainda houve um cagaço com uns cães, mas conseguimo-nos esquivar a todos e o único que nos viu era simpático!) … e por volta das 14h já estávamos sentados, tal sem abrigo, encostados a uma árvore no castelo de Sesimbra a comer chocolate e jogar ao Uno enquanto esperávamos pela boleia.





Ora fazendo um resumo:

1º dia – 25 km (10 horas de caminhada) difícil

2º dia – 15 km (4 horas de caminhada) mega fácil

Sim senhor, muito bem organizada a coisa! Mas volto a dizer não faço ideia como dividir isto melhor :D a minha sugestão é que aproveitem a manhã do 2º dia no Portinho da Arrábida para ir à praia e até almoçar por lá e depois à tarde fazem o resto do percurso!

Boas veganices! (aventuras e caminhadas!)
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Caminhada à volta da Ilha do Rosário - Silves, Algarve

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Aproveitámos este fim-de-semana prolongado para uma ida ao Algarve, com a Loki... claro!

Como ficar só de papo pro ar na praia não é muito a "nossa cena" começámos à procura de uma caminhada hihihi... entre todos a escolhida foi "around the ilha do rosário"!

Aventura dos 5! (Com o Droski atrás da câmara!)


O percurso é pequeno e está catalogado como fácil, logo não esperávamos grandes complicações... perfeito para a primeira caminhada diurna da Loki!

Deixámos o carro no parque existente logo no ponto de início e lá fomos nós!

Os primeiros metros são na estrada (sem berma...) mas não paniquem, são meia dúzia de metros até ao desvio que vos leva à caminhada propriamente dita!

O caminho desenrola-se sempre junto ao canal de água, com vista para o rio Arade. Soltámos a Loki pela primeira vez (apesar de no foto ainda estar presa), porque ali de facto não há por onde fugir :p


Até a flor quis fazer pandam com a minha mochila!

Estando quase a chegar ao 3km (mais coisa menos coisa), aparece isto:





Hum? Um bar? Mas não estamos no meio do mato?

Parece que não :D toca a juntar os trocos (levem dinheiro!) e aproveitar aquele ambiente fantástico (com um vibe jamaicano, digo eu... apesar de nunca ter ido à Jamaica :p)... aquela pausa soube tão bem, super relaxante!







A partir daí aconselho a quem levar o cão a prende-lo porque o caminho muda um pouco e começam a passar por algumas casas com cães... entre outras coisas!

Continuámos a caminhada e de repente damos por nós com uma data de vacas e touros (pelo menos um tinha de ser que os chifres eram ernomeees) mesmo ao nosso lado :O mas está tudo bem... existe "uma linha que separa", sim, mesmo uma linha, uma linda linha azul que supostamente manteria aqueles animais colossais longe de nós! Tudo bem, passamos depressinha e sem fazer muito barulho (Loki pff não ladres! - não ladrou!).

Neste ponto devo realçar que para predador (e dos 4 humanos que fomos 3 acham que são :p) o ser humano demonstra bastante medinho da sua presa!

Mas vamos lá a passar rápido... e de repente um portão... mas então o caminho entra numa propriedade privada... olhamos melhor, lá fora passa um estradão de areia e a sensação é que na verdade estamos fechados na propriedade com os bovinos! O portão não está trancado mas lá fora vêem-se cães a ladrar na nossa direcção, um deles correndo freneticamente!

"Estão atrás da rede" -  diz o Sr. Papi, "vamos sair!" Saímos (ou entramos, não sei!) a medo... O Sr. Papi e o Droski à frente... eu a Loki e a Guida ficámos perto do portão, que em caso de urgência sempre prefiro tentar a minha sorte com os bovinos, sei que depois de lhes explicar que sou vegan não me fariam mal! :p

Os cães continuam a ladrar e o tal furioso a correr sempre a olhar para nós enquanto ladrava... depositando toda a nossa confiança na rede que nos separava lá continuámos caminho... sempre com aquele patudo raivoso ao nosso lado! Finalmente vemos o final da rede, o território dele ficava por ali! Mesmo no final... a rede tem um buraco que chegava para um burro sair por ali! O medo acende-se de novo! Felizmente o patudo raivoso ou não sabia do buraco ou nem estava assim tão chateado e deixou-se ficar no terreno e nós pudemos seguir caminho, sem que contudo conseguíssemos evitar olhar para trás algumas vezes!

Continuámos o caminho por mais algumas quintas com patudos que nos iam ladrando e a calma foi de novo tomando conta do grupo!

De repente aparece um cão do tamanho da Loki, tranquilo... e a seguir um cão vaca e os dois correm na nossa direcção! Neste ponto realço que não não achei que aqueles dois cães nos fossem atacar, no entanto quando temos um cão no grupo há sempre um receio de a coisa correr mal! Mandei os meninos à frente e fiquei para trás com a Loki, claro que eles arranjaram maneira de lhe chegar :p felizmente eram chatos mas não eram maus e passámos por eles sem grandes percalços (apesar do coração bater muito). Voltámos à calma e percebemos que com toda a excitação nos enganámos no caminho! Temos de voltar a passar pelos cães... grrrrrr! Vamos lá!

A partir daí é subir montanha acima, mas não desesperem que o fim está perto!

Já mesmo no final e com o parque do carro à vista sai um mini-cão de um quintal e vem a rosnar ter com a Loki (fogeeee)... de todos os cães que vimos o único que de facto tentou ser agressivo tinha menos de 20 cm de altura.... :p

Chegámos ao final! Toca a passar bem as mãos na Loki, 2 carraças encontradas e escorraçadas! (nem tiveram tempo de ferrar o dente!)

No final disto tudo agradeço muito ao "deus canino" por nos ter dado uma cachorra tão calma, que nunca responde com agressividade às provocações dos seus irmão caninos e como tal nos evitou a todos problemas :D e claro...

Obrigada Loki!!!! Por não ladrares aos bovinos nem aos cães! Por continuares submissa e quieta ao meu lado enquanto um cão-vaca te cheirava! E por te teres prontamente teres afastado do mini-cão agressivo! No fundo obrigada por confiares em nós e acreditares que nós resolvemos a situação! :D 

Já disse que adoro aquela bixa?

Quanto à caminhada... claro que aconselho! Mas acima de tudo pelo "bar jamaicano", se nesse ponto voltarem simplesmente atrás evitam toda a adrenalina que se segui e terão aproveitado o melhor!

O Sr. Papi, eu, a Loki, a Guida e atrás da câmara o Droski!


Boas veganices!


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terça-feira, 19 de abril de 2016

Caminhada Nocturna Sintra - Gruta da Loba

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Caminhada nocturna em Sintra com passagem na Gruta da Loba (através do grupo Caminhar Portugal que tem sempre diversas iniciativas de caminhadas gratuitas!)... e atenção... a primeira caminhada nocturna da Loki! :D

...comportamento dela 5 estrelinhas!!! (doninha babada!)

Mas mais importante, fica aqui o GPX para quem quiser experimentar fazer aquela rota, aconselho bastante (de dia ou de noite)! Com bastantes pontezinhas e pic-nic na gruta, que na verdade não é bem uma gruta, pelo menos de noite não parece! :p


Pequeno detalhe... no pic-nic a Loki fez uma tentativa sorrateira de roubar a sandes que uma senhora sentada ao nosso lado estava a papar... ups!


Boas veganices!
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores) - Dia 3

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Pela primeira vez nesta rota começamos o dia como pessoas civilizadas, sentados à mesa a tomar um pequeno almoço :D (estava incluído na estadia na Pousada de Almograve). 

Depois de irmos buscar o pão alentejano encomendado no dia anterior e mais um carregamento de 2 bolinhos de mel e canela para o menino pusemos-nos a caminho! Afinal este dia é o mais comprido!

Após uns 15 minutos a andar já nos tínhamos enganado no caminho :p por isso chamo a atenção, quando entrarem na praia vão olhando bem para as rochas à esquerda! Há aí um caminho... a ideia não é seguir sempre pela praia, até porque se tentarem vão acabar por ter problemas, especialmente com maré cheia :D (neste ponto o sol dificulta ainda mais ver os sinais!).

Correcção feita no percurso e lá continuamos nós!

Aviso desde já que vai haver estradão! Daqueles que se começa a andar muito rápido para despachar, mas depois se desiste porque se percebe que aquilo não tem fim mesmo! Neste ponto aconselho cantar e fazer jogos ;) (nestas alturas a boa companhia faz toda a diferença!)

Mas além de estradões tem muita beleza e vida selvagem! :p 


Nunca vi tanto sapo junto! Parámos ao pé de uma poça porque vimos UM sapo e quando me começo a aproximar começam MONTES (medida matemática bastante utilizada para nomear bués! 0:) mais do que 15 seguramente!) deles a saltar, mas tantos! É preciso ir com muita atenção, porque é muito fácil passar sem reparar nisso!

Também tivemos a sorte de "apanhar" cegonhas, como elas fizeram o ninho numa rocha que estava à altura da falésia conseguimos estar mesmo frente a frente com elas! (até elas se fartarem de nós e irem dar uma volta!)







O almoço foram as laranjas que tinha comprado em Almograve no dia anterior, a senhora não me enganou, eram mesmo sumarentas! E uma fatia de pão alentejano com manteiga de amendoim (atenção que o único ingrediente que a manteiga de amendoim teve ter é... AMENDOIM! leiam os rótulos!).

(o grão aparece na foto mas ficou para o almoço do dia seguinte!)




Depois de almoço entrámos em zona perigosa! Elas estavam por todo o lado no caminho e eram enormes! VACAAAAS! :D
No caminho demos com um recinto onde estavam bastantes vacas, sendo que algumas delas conseguiram fugir e por isso ocupavam o estradão! Felizmente as de cornos grandes estavam lá dentro! :p 

Nem me lembrei de tirar foto, mas  por um lado foi lindo ver aqueles animais de tão perto e acima de tudo vê-los correr! Sim se não tiverem presas elas correm :) neste caso para fugir de nós, por mais que tentássemos ficar longe para não as assustar elas iam dando corridas para manter a distancia (o que é irónico porque na verdade bastava que a mais pequena corresse contra nós e a vitória seria delas! Um ser humano sem armas não representa qualquer risco, mas elas lá aprenderam a temer-nos :/). 

Muito lindo mesmo... mas por outro lado muito triste vê-las a correr de volta para o seu cativeiro, muito triste saber que aqueles animais que ainda naquele momento corriam à minha frente vão ser levados para um matadouro e acabar no prato de alguém... Vão morrer muito antes do que morreriam se lhes permitissem envelhecer, simplesmente para que pessoas as possam comer, pessoas essas que até teriam uma saúde melhor se não as comessem, então porquê?

O resto do percurso fez-se bastante bem, descida íngreme e divertida até à doca... e depois estrada... e neste ponto atenção outra vez! Vamos lançados na estrada e já vemos a cidade ao longe e pensamos estamos a chegar... mas atenção que há um desvio para a direita! Vão com atenção aos passadiços que vão aparecendo porque um deles é o vosso caminho certo! 

Mesmo pertinho de chegar ao destino sinto algo na parte interior do dedão grande do pé direito (que atenção ao detalhe tem a escritora deste blog!)... como nestas coisas acho que mais vale tratar logo que armar-me em heroina e depois acabar com alguma lesão mais chata, descalcei-me e pumba... a primeira (e única bolha) deste percurso! Na verdade já não era uma bolha, porque neste ponto já estava rebentada e em carne viva (mais uma vez muito descritivo!)... felizmente existem aqueles pensos tipo compeed! Toca a colar lá aquela borrachinha maravilhosa e nem pensei mais nisso!

Chegados a Zambujeira do Mar fomos logo à procura do nosso alojamento - ficámos na Casa da Praia, o quarto era óptimo e as áreas comuns idem idem aspas aspas!! De realçar que inclui um pequeno espaço exterior da parte de trás da casa, o que a torna perfeita para quem está a fazer a rota histórica de bicicleta.

Depois de estarmos instalados fomos à mercearia em busca de mantimentos (esta foi a mais pobre que encontrámos, acabámos até por comprar pão de forma em falta de melhor... blhac). A ter em atenção que Zambujeira do Mar tem apenas 1 sitio com 2 caixas multibanco e que segundo nos foi explicado é muito comum elas não terem dinheiro disponível! Quando lá fomos apenas 1 tinha, felizmente, porque caso contrário não sei como íamos pagar os mantimentos uma vez que a mercearia não tem multibanco. Por isso talvez não seja má ideia em Vila Nova de Mil Fontes levantarem logo o dinheiro necessário para as duas etapas seguintes!

Compras feitas toca a correr até à praia para apanhar o por do sol!

Foto do Droski (o menino)

Fazer tempo para jantar numa esplanada mesmo ao lado do alojamento, na conversa enquanto bebíamos sumo natural de laranja e cenoura e perdíamos dinheiro nas raspadinhas (óptimo momento)!

Quando chegou a hora de jantar fomos ao Ponto e Virgula, que sendo um sitio engraçado e com um toque de modernidade não me conquistou a 100% - Papar fora: Ponto e Virgula (Zambujeira do Mar).

Depois disto e com o frio a apertar chegou a altura do já tradicional jogo de Uno e cama!


Boas veganices!
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Rota Vicentina (trilho dos pescadores) - Dia 1

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Acordamos bastante antes do despertador tocar... prontissimos para o começar o dia!

Depois do pequeno almoço improvisado no quarto (pãozinho com doce e bananas), mal podíamos esperar para ir lá para fora e por "pés à obra". :p

O trilho é bonito desde o primeiro momento!


A única dificuldade é mesmo o facto de grande parte do percurso ser em areia; além de dificultar andar a maldita mete-se por todo o lado e chega uma altura que sentimos que os nossos pés já não cabem nos ténis de tal forma ela se apodera deles!

Neste ponto é importante lembrar o aviso que recebemos no Ahoy Porto Covo Hostel... "quando começarem a ficar com o os ténis e meias com areia, vale mais pararem e tirarem a areia, perdem tempo mas de outra forma vão dar cabo dos pés!".

E assim fizemos, muitas pausas para tirar a areia! 


Até que mesmo no final desta etapa o menino se lembrou de algo simples mas que nos ajudou imenso nos dias seguintes... andar sem ténis :D ai que maravilha!!! sentir o pezinho livre a andar na areia :D, fizemos ainda muitos km nesta rota calçados apenas com as nossas meias!





Além das vistas das falésias que são de tirar a respiração, e neste ponto o Dia 1 é imbatível, fomos encontrando também pequenos detalhes de plantas e animais que nos fizeram parar e ficar a admirar.

Como este louva-a-deus que me deixou quase encostar a ele sem se mexer ou a pequena flor que conseguiu despontar no meio de um caminho quase desértico.










O almoço foi tomado com uma vista que nem o melhor dos restaurantes pode oferecer! Para almoço tive uma bela lata de grão e 1 pãozinho!  Ao longo do dia fui comendo frutinha (bananas e maçãs)! Além de uma garrafa de 1,5lt de água, que neste dia se revelou pouca (fazia mesmo muito calor!), ainda acabámos por comprar outra num restaurante que surgiu a uns 3 km do final.





Finalmente chegámos a Vila Nova de Milfontes!



Tão entusiasmados que estávamos que sem nos apercebermos começámos logo a fazer a etapa do dia seguinte... ahhhhh, compreendida a "besteira" voltámos para trás e percebemos que tínhamos estado mesmo ao lado do nosso hotel!

Ficámos no HS Milfontes Beach by Duna Parque Group, a recepcionista, muito simpática fez um upgrade no quarto e passou-nos para um com vista para a praia!!!

O melhor de tudo é que tínhamos direito a usar as piscinas e jacuzzi! Toca a comprar fatos de banhos numa "lojinha do chinês" (e claro mantimentos para o dia seguinte!) e pumba! Lá estávamos nós a terminar o dia numa piscina coberta e jacuzzi só para nós! Atenção que é preciso usar toca, que como não tínhamos tivemos que comprar no hotel, mas mesmo assim valeu a pena por este luxo no final do dia.

Quando chegou a hora de jantar... não podíamos ter escolhido melhor... Pátio Alentejano! Ai que booom! - Papar fora: Pátio Alentejano (Vila Nova de Mil Fontes)


E.... cama!!! Que amanhã há mais!
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Papar fora: Pátio Alentejano (Vila Nova de Mil Fontes)

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Pátio Alentejano

Uma vegan a jantar num restaurante chamado "Pátio Alentejano"... será que corre bem!?

Muito, muito bem, todos muito simpáticos e sem levantarem quaisquer problemas :D




A refeição começou com pão alentejano e azeitonas, mas atenção que o pão alentejano era mesmo a sério, dos autênticos! (ai que maravilha!)

Depois uma bela sopa de legumes, super cremosa! E para acabar uma mega salada com arroz branco!

O que podia pedir mais? Saí de lá cheia e satisfeita!

(sem contar que o meu prato principal custou 2,5€!!!)






O preços das entradas e pratos era bastante em conta, ainda mais tendo em conta a qualidade - o menino disse "é preciso vir ao Alentejo para comer o melhor choco frito que já provei!". Por isso posso recomendar a veganos e não veganos!!!

(Já não me recordo dos preços exactos, mas tenho ideia que o pão e azeitonas andavam ali em 1€ cada um e os pratos à volta de 8€.)

Boas veganices!
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