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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um dia com a tribo - Norte da Tailândia Parte 3

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Objectivo: passar o rio numa barcaça! Enquanto esperávamos entrámos na casa de um pescador, que era já conhecido do Oh, mais uma vez uma casa toscamente feita de madeira, esta mesmo em cima da água! Para lá chegar a única opção era fazer equilibrismo por cima de alguns toros de madeira, de outro mundo!





Chegou a barcaça… será que isto aguenta? Vamos lá! 



Esta viagem é curta mas lindíssima! Aproveitem!

Chegados ao outro lado... hum... que carrinha de caixa aberta é aquela? "Toca a subir pra carrinha"? A sério?

Subimos para a carrinha, tivemos a “sorte” de ficar à frente, agarro-me à estrutura de ferro e caramba, que montanha russa!

Mais ou menos assim... não resisti :p


Só posso dizer que com aquela carrinha fizemos caminhos que nem de jipe, airbaig, cinto de segurança e piloto do Dakar me pareceriam seguros… e nós ali em cima, em pé, sem qualquer segurança, a fazer um esforço gigante para não cairmos e a sentir-mos aquele arrepio em cada descida a pique, curva apertada… e quando na estrada havia apenas um pequeno espaço, entre buracos e fendas, em que a roda poderia passar sem que virássemos! Enfim não há palavras para descrever a adrenalina daquela viajem, foi praticamente 1 hora em pé naquela carrinha no meio da floresta numa estrada minúscula e que muitas vezes parecia simplesmente desaparecer… e eu que sou tão "coisinhas" com o uso do cinto de segurança… Magico! Aconselho bués! E claro não há fotos, nem gravação que é daqueles momentos que uma pessoa nem pensa nisso!




Começou então a caminhada, que sendo sincera tendo em conta tudo o que se passou naqueles 2 dias foi de facto o menos relevante! De salientar a simpática aranha gigante que conhecemos!

Comecei logo por lhe explicar que era vegan... claro!!!

Ao longo do caminho passámos em 2 aldeias… ah no mercado era suposto termos comprado doces para as crianças… não percebemos mesmo nada! Oreos serve? :p

Estas primeiras passagens por aldeias são estranhas, pelo menos para nós foram, sentes-te um estranho a invadir o espaço deles, sem conseguires comunicar de alguma forma que não seja sorrir e sem quereres olhar para eles com um excesso de interesse como se eles fossem alguma atracção, e por momentos pensámos “isto foi péssima ideia”!



Ao final do dia chegámos à Aldeia onde íamos pernoitar e aí sim tivemos a oportunidade de descobrir um modo de vida tão diferente, mas não como expectador, mas sim como parte integrante daquela grande família, mágico!


Boas veganices!
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Um dia com a Tribo - Norte da Tailândia PARTE 2

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Vem aí a PARTE 2...

O dia da caminhada começou cedo e cheio de entusiasmo… o Oh foi-nos buscar ao nosso alojamento numa carrinha com ar condicionado e óptimas condições e seguimos para o escritório deles, onde deixámos os pertences que não queríamos levar connosco (o tal saco!) e também os nossos valores, passaporte, dinheiro, cartões, ficou tudo lá no cofre! 

Talvez não se sintam confortáveis de deixar assim tudo (nós também não!), mas a nossa experiência foi óptima, basicamente juntamos tudo, eles verificam, escrevem numa folha tudo o que vamos deixar e assinam, nós assinamos também e os nossos valores são todos embrulhados em papel de jornal e muita fita-cola e depois tanto nós como eles assinamos por cima da fita-cola, sendo assim praticamente impossível alguém abrir o embrulho e conseguir voltar a fechar mantendo as assinaturas em condições, tudo muito bem feito! E depois é enfiado no cofre e pronto... adeus coisas sem as quais estamos para lá de lixados... aiiii que corra bem!

Partimos então para umas viajem na carrinha de quase 2 horas até um mercado local onde podíamos comprar os mantimentos para a caminhada, estamos um pouco confusos acerca do que comprar, relembro ao Oh que sou vegan e ele manda-me embora enquanto diz tofu tofu… ok temos de comprar tofu e mantimentos para dois dias e estamos perdidos num mercado enorme que claramente só é usado por nativos, os únicos caras pálidas somos nós! 

Começa a busca por tofu… pelo caminho compramos uns leites de soja e bolachas oreo… isto porque estava tomada pelo pânico sem encontrar tofu e sem perceber que raio iria comer durante estes dois dias!!!

Por mais que procuremos não encontramos tofu e claro ninguém reconhece a palavra, encontramos um rapaz novo e pedimos ajuda, ele não vende tofu :( mas explica-nos que devemos pedir Tau-um (algo assim :p) nova busca… 

Vemos um cubo branco promissor, Tau-um? Questionamos enquanto apontamos para o cubo, a vendedora olha para nós perplexa e uma alma caridosa que ia a passar diz-nos que não, explica a vendedora que queríamos tofu e elas riem muito, de repente todas as pessoas a quem tínhamos tentado pedir tofu percebem o que queremos e entre sorrisos vamos sendo guiados até à bancada certa! Juro que todo o mercado se uniu a nós, empenhado em que encontrássemos o que procurávamos!!!  AAAhhhhh bendito tofu que cá estás tu!

Olhamos para o relógio, está na hora de voltar e tudo o que temos para comer é um cubo de tofu, oreos e leite de soja… impressão minha ou isto começou mal? Nem tirámos fotos no mercado tal era o foco com que estávamos na nossa missão!

Voltamos para junto do Oh, orgulhosos de termos encontrado tofu… péra porque ta ele a encher a carrinha de vegetais e péra outra vez, ele também comprou tofu… mas?! Primeiro mal entendido, ele é que ia comprar os mantimentos!!! Sério? Então e nós era para comprarmos o quê? Ups! Esforço desumano para parar de rir e manter a compostura enquanto contamos ao Oh a nossa aventura na compra de Tau-um e seguimos mais uns 45 min de carrinha. Paramos em casa da sogra do Oh para almoçar, sim isso mesmo, a sogra!

Fomos brindados com um almoço muito bom Thai Style!



Além do almoço é uma oportunidade única para perceber como vivem as pessoas fora das grandes cidades! As casas eram feitas de madeira e meio toscas, a roupa estava toda pendurada cá fora, coisa que vimos muito nas Tailândia mas raios não consegui perceber porque fazem isso, embora a minha aposta seja… como acendem lume dentro de casa a roupa fica cá fora para não apanhar cheiro, será?  (num sei!)
As casas tem uma tipologia bem diferente, sendo na verdade constituídas por diversos "blocos" em volta de um pequeno pátio, por exemplo tudo o que precisa de água canalizada como a casa de banho ou zona para lavar loiça estava construída ao nível do solo e o resto da casa (que me pareceu ter apenas 1 ou 2 divisões) sobre estacas.

Depois de almoço voltámos à carrinha e dirigimos-nos para o rio… começava a verdadeira aventura!


Boas veganices!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Um dia com a tribo - Norte da Tailândia PARTE 1

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Enquanto fazia este post apercebi-me que estava a ficar parvamente comprido, por isso resolvi ir dividindo e por agora não faço ideia quantas partes terá! Mas por enquanto… PARTE 1!

A Tailândia é sem dúvida um país que vale a pena visitar e que me surpreendeu bastante pela positiva, mas como em quase todos os países é quando se sai um pouco do roteiro turístico que a magia acontece!

Quando investigámos a Tailândia decidimos desde cedo fazer uma escapadela para o norte, menos turístico e mais agreste, pensámos fazer uma caminhada e conhecer melhor a floresta e foi em busca por opções que encontrámos o Pooh-EcoTreking, com diversas opções de treking e com criticas óptimas!

Depois de vermos as opções ficámos tentados com a opção “Hilltribe homestay”, que basicamente é um treking em que se passa por algumas tribos do norte e se pernoita mesmo juntamente com uma das famílias. uouuuu

Por um lado isto parecia ser uma grande aventura, uma oportunidade única de perceber como ainda é actualmente a vida de outras pessoas, por outro tínhamos medo, não queríamos correr o risco de estar a alimentar uma economia de escravidão como acontece com a tribo das “mulheres girafa”, que mais não é que um zoo humano, em que as pessoas são tratadas como uma atracção e não têm sequer hipótese de escolher uma vida diferente. 

Aqui faço um aparte, as tribos de "mulheres girafas" que tantos turistas visitam de sorriso no rosto são na verdade campos de refugiados de Myanmar, este povo não tem autorização para sair das áreas que lhes são afectas, não podem trabalhar e praticamente não tem acesso à escola! Vivem basicamente presos num zoo sem hipótese de fuga, resta-lhes quebrar e aceitar, tendo como única forma de sobrevivência possível, permitir que enxurradas de turistas invadam o seu espaço para conseguirem uma foto com elas.

Dito isto e voltando ao nosso problema… treeking com tribos ou não?

Tentámos nos informar um pouco mais, lemos relatos, lemos e relemos tudo no site para tentar perceber os princípios latentes e acabámos por arriscar! 

Optámos por uma caminhada de 2 dias, porque o nosso planeamento não permitia esticarmos-nos mais, como correu? Vamos lá!

No dia antes da partida reunimos do “escritório” deles em Chiang Mai, onde conhecemos o nosso guia e verificámos que ali todos eram de facto locais e que se tratava de um pequena empresa, o que nos deixou logo mais confiantes!

Na reunião inicial o Oh (não faço ideia como escrever o nome dele, mas o som era este!) mostrou-nos num mapa o percurso que íamos fazer e falou um pouco de como iam ser os dias. 

Para começar é preciso perceber que pelo que me apercebi os tailandeses (peço desde já desculpa pela generalização porque de facto não são todos, mas nós apanhámos uns quantos assim e adorámos), começam a falar a inglês mas depois entusiasmam-se e começa uma vertiginosa e bastante rápida explosão de palavras em que misturam thai com inglês e sinceramente algumas coisas achámos que tínhamos percebido, mas não… :p (veremos adiante!)

Chegámos a casa separámos tudo o que não queríamos levar para outra mala (andamos sempre com um seco dobrável tipo isto charan pendurado numa das nossas mochilas, já nos safou tanto!) e nas nossas mochilas deixámos apenas o essencial, repelente de insectos, protector solar, 1 casaco e 1 camisola de manga de manga comprida para a noite (faz tanto frio que não vos passa pela cabeça), umas calças confortáveis para dormir e uma tshirt e cuecas extra para o segundo dia. Chega perfeitamente e não é preciso mais mariquice nenhuma! (ah também levámos escova e pasta de dentes, sem isso não dá!)

Quando reunimos com o Oh ele deu-nos um saco de plástico, aconselho a que enfiem a roupa toda la dentro, que assim ela vai numa carrinha ter com vocês à tribo e escusam de carregar com ela!

Preparativos feitos, restava-nos tentar dormir e esperar pelo amanhã!

Boas veganices!

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Tailândia e os elefantes...

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É só fazer uma simples busca no google sobre o que fazer na Tailândia e logo somos bombardeados com diversas opções de passeio em cima de elefantes!

As pessoas ficam maravilhadas com isto, andar em cima de um elefante? Uau! Mágico!

Mas vá lá... neste ponto acho que só não vê quem não quer ver! Ou já fomos de tal modo engolidos por esta cultura de usar os animais a nossa belo prazer que não nos faz confusão maltratar e escravizar um animal em troca de 30 minutos de "prazer"?! ou então estamos mergulhados numa inocência infantil em que o elefante tem uma vida muito linda e adoraaaa andar com humaninhos às costas! A sério? Mesmo?

O processo de quebrar um elefante até que ele aceite placidamente transportar humanos é cruel e altamente doloroso para o animal, não só fisicamente mas também psicologicamente... e também basta uma simples busca no google para nos vermos frente a frente com uma realidade em que bebés são retirados às mães e torturados até simplesmente desistirem.

Até ter ido à Tailândia apenas tinha visto, quando era mais nova, elefantes no Zoo, confesso que nunca lhes achei mais graça do que a outro qualquer animal, nunca percebi qual a magia para que houvesse pessoas tão apaixonadas por eles... tudo o que via eram animais gigantes, parados "práli", não parecia haver vida la dentro!

Na Tailândia passei por um local onde estavam literalmente estacionados uma data de elefantes à espera que mais um par de turista os viesse montar, dói muito ver aquela injustiça, mas mais uma vez não me despertaram qualquer paixão especial por serem elefantes.

 Depois passou por nós um jovem casal de turistas em cima de um elefante, eles iam agarrados ao telemóvel com um ar aborrecido, enquanto o elefante se arrastava pela estrada de alcatrão a fora. Pensei sobre isso, andar em cima de um elefante até é capaz de ser chato se pensarmos bem nisso, é que lá de cima nem sequer vês o elefante!!! 

Então aquele animal foi condenado a uma vida de escravidão para depois ser montado por alguém que na verdade nem está a ligar ao que está a fazer? Na verdade só quer por em alguma rede social que está em cima de um elefante? E depois disso terá a pensar que o passeio deveria chegar ao fim porque quer fazer outras coisas? Quanta crueldade! 

Mas mais uma vez doeu, porque dói sempre que vejo um animal a ser maltratado, nada mais!

Os dias passaram, fomos para Chiang Mai e lá tínhamos agendado um passeio no Elephant Nature Park... Este parque funciona como centro de salvamento e reabilitação  de elefantes e outros animais!

Estava curiosa pelo passeio, mas não posso dizer que estava em pulgas...

Mas tudo mudou... esqueçam a ideia que tinham de elefante com base nos que viram no zoo ou nos que se arrastam com turistas em cima... esqueçam! Esses são escravos e como tal transportam em si toda a apatia/tristeza de quem já desistiu de viver e nós humanos nem nos apercebemos disso... mas desafio todos, quando vierem à Tailândia, a visitar este centro e ver as diferenças, oh que animal fantástico... existe tanta vida num elefante, tanta vontade de brincar e os olhos... aqueles olhos... 

Primeiro ficámos dentro de uma "cerca"  (sim nós é que estamos la dentro) e vamos dando paparoca aos elefantes... aqui houve logo um momento a destacar, quando a comida acabou e todos começaram a ir embora uma passou com uma destreza que já mostrava que era um movimento que lhe era habitual para dentro da nossa cerca... oh pah assusta ver um animal daquele tamanho a entrar no teu espaço e começámos todos a juntar-nos a um canto e a dizer aos guias que ela estava entrar, só recebemos um sorriso... ela não nos queria fazer mal, ia apenas apanhar os restos de comida que tinham ficado caídos, depois disso foi embora com a mesma calma e juntou-se à família! 

Na foto debaixo ela já está dentro da cerca, marota!

A seguir caminhámos com eles... sempre com cuidado porque quando uma menina daquelas (eram todas fêmeas) decide parar e dar a volta... uiiii saiam dos lados!

Pelo caminho iam arrancado arbustos para comer as suas folhas e era visível as diferentes personalidades, uma delas era uma marota, sempre a fugir dos caminhos em buscar de folhinhas mais gostosas! Cada elefante tem um cuidador e o desta ia-se rindo enquanto ela ignorava todos os seus pedidos para que seguisse o caminho definido.



A maior parecia só querer as folhas que estavam no topo das árvores e mesmo ali ao nosso lado mandou como toda a facilidade uma árvore abaixo para conseguir o que queria, que força estupenda!

A mais novinha gostava de correr com as suas orelhinhas a abanar atrás de nós e parar quando estava mesmo pertinho, pelos vistos isto é uma brincadeira normal nos mais novos! Mas atenção que ela mesmo pequena era enorme, quando ela corria na nossa direcção nós riamos mas fugíamos!

Outra coisa engraçada é que eles tocam-se muito, por exemplo quando vão em fila se o da frente para o outro encosta a cabeça ao rabo dele a empurrar como se lhe tivesse a dizer vá anda ou sai da frente!

Depois os elefantes continuaram o passeio e nós fomos almoçar e preparar umas guloseimas especiais para eles!

Quase tudo vegan e sempre vegetariano!

A seguir um momento inesquecível, ver elefantes a brincar na lama, mandávamos-lhes água com baldes e com a lama fazíamos massagens nas suas enormes barrigas e sabem que mais? Havia um que gostava mesmo das massagens e ficava ali muito sossegado enquanto era esfregado, tal e qual um cão quando lhe damos festas na barriga! Os outros preferiam brincar e pareciam uns tontos a empurrarem-se e escorregarem na lama!

Passámos para o rio e avisaram-nos, não se ponham ao lado deles! Ai não? Porquê? aaaahhh que fantástico! Os elefantes entravam na água e deixavam-se literalmente cair de lado para dentro de água, parecendo grandes montanhas flutuantes, lindoooo! Mais brincadeiras com água e corridas da pequenota atrás de nós e eles saem do rio e começam a secar-se e limpar-se com a areia, parecem garotos a brincar.


(não tenho fotos na lama nem no rio porque a alegria de estar ali a brincar com eles ultrapassava qualquer lembrança de gravar esse momento em algum lado que não fosse o meu coração, mas acho que o Droski fez vídeos... se forem fixolas depois eu ponho aqui também!)

A seguir nova hora de paparoca, é giro ver as preferências, eles não comem a banana enquanto houver abóbora, a não ser que a descasquemos! Depois de acabadas as abóboras os sacaninhas já aceitavam as bananas com casca e tudo :D

E quando eles achavam que o pedaço de comida era pequeno guardavam no tromba (tipo gancho) e com a pontinha faziam sinal que queriam mais, a sério! Parecia que estavam a dizer vá não vês que o que me deste não chega! Só depois de terem a trombinha cheia com o que eles achassem que valia a pena levavam a comida à boca!

Este foi um dos meus dois "programas" favoritos na Tailândia, apaixonei-me perdidamente por elefantes e pensar nos outros, nos que são escravos dói ainda mais agora que sei como eles de facto são... e mesmo pondo qualquer direito do animal à sua vida de parte esta experiência é mil vezes melhor e mais entusiasmante que simplesmente montar um elefante!

Por isso por favor não financiem a escravatura animal!!! E tenham um momento inesquecível nas vossas férias enquanto apoiam uma boa causa visitando este parque, não é barato mais vale mesmo a pena.




Ah curiosidade que talvez possa salvar vidas humanas :p se um elefante correr atrás de vocês corram para baixo, a única maneira de se safarem é descerem e usarem o peso dele a vossa favor porque ele vai ter te travar bastante... pelo menos foi o que o guia disse!

Outra coisa, já em Portugal comecei a ler um livro absolutamente fantástico, em que aprendi mais sobre elefantes e a minha paixão por eles só ficou ainda mais inflamada, um elefante é tudo aquilo que um humano devia ser.. mas sobre isto e sobre o livro falo noutro post!

Boas veganices!




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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Onde ficar em Bangkok?

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Começo por dizer que somos claramente mochileiros, que é como quem diz viajamos na modalidade low cost :) logo para quem tiver bolsos mais fundos e recheados que os nossos deverá haver muitas mais localizações fantásticas!

Enquanto tivemos em Bangkok ficámos em três localizações diferentes:

1) perto de china town - optámos por ficar aqui por ser mesmo ao lado da estação de comboios Hua Lamphong, que utilizámos para um dia viajar até Ayutthaya e no dia seguinte para ir para Chiang Mai.

Apesar da localização estratégica perto da estação não gostámos nada desta localização, se já foram a Londres e a vossa ideia de China Town é essa, esqueçam! Em Bangkok China Town é a parte mais velha da cidade, em que a comunidade chinesa vive e trabalha; durante o dia pode ser muito giro andar por lá, mas à noite as ruas ficam vazias e foi a única vez que não nos sentimos seguros durante esta viagem.

2) perto de Kao San Road, do lado contrário ao rio - ficámos no At Home Guest House - adorámos ficar aqui e tínhamos um restaurante vegetariano/vegano mesmo ao lado do alojamento e outro a menos de 500 metros.

Além disso é perto da estação de barcos Phra Arthit (a artrites para os amigos hihihi), o que dá um jeitão, porque esta área só é servida por autocarros, que apesar de serem um transporte divertido estão sujeitos ao transito e parecem estar sempre atrasados. Os barcos por sua vez são certinhos, param perto das maiores atracções e interceptam o BST em algumas das paragens.  Para ir para a estação de Hua Lamphong também é fácil, basta saírem em Marine Department e andarem cerca de 1,2 km até à estação.

Os barcos operam só até às 18h, por isso à noite restava-nos apanhar um autocarro, o que nesta localização também é facílimo porque fica a poucos metros de uma paragem principal, daquelas com ajuda ;) dali seguíamos para o destino ou usávamos simplesmente como meio para chegar ao BST. Para chegarem à estação de Hua Lamphong podem apanhar o autocarro 35 ou o 507.



3) perto de Kao San Road, mas do lado do rio, perto de Rambuttri - para nós esta localização é perfeita, fica perto da animação nocturna e ainda mais perto da estação fluvial que a anterior. Se é uma localização boa para apanhar autocarros ou não já não sei dizer que só ficámos aqui na ultima noite antes de voltar a Portugal.

Resumindo e concluindo, gravitar perto de Kao San Road parece-me ideal, mesmo para quem não é baladeiro

Boas veganices!

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Chegada a Bangkok

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A maioria dos voos internacionais aterra no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, sair daí para o centro da Bangkok é facílimo, basta apanhar o comboio (airport rail link), onde existem 2 opções a city line e a express, claro que a segunda é bem mais cara, 150 baths por pessoa, na city line pagámos 45 baths cada um para ir até à ultima estação que é Phaya Thai (cerca de 30 minutos)!

Em Phaya Thai apanhámos o BST (um tipo de metro de superfície) para Victory Monument e daqui finalmente um autocarro para Kao San Road.

Existe sempre a hipótese de apanharem um táxi e pronto, neste caso é optarem por um com contador e o preço será o que der no registo, mais 50 baths de taxa de aeroporto e contem ainda com mais 50 baths da portagem. (nós usámos o taxi uma vez e para uma viagem de uns 25 km e deu cerca 312 baths), por isso acredito que esta opção nunca vos ultrapasse os 500 baths já com taxa de aeroporto e portagem.

Mas... eu acho que vale a pena irem de transportes, andar de autocarro em Bangkok é uma experiência super gira e em Victory Monument estão lá pessoas que vos vão ajudar! Sim esta paragem tem apoio, estão lá pessoas cujo o trabalho parece ser mandar parar autocarros (o que nem sempre é simples por lá...) e ajudar a pessoas a apanharem os autocarros certos!




Nos autocarros os bilhetes compram-se lá dentro e não é ao motorista, por isso entrem e sentem-se que a seguir vão ter com vocês para pagarem o bilhete.

No BST os bilhetes são comprados nas máquinas e a tarifa depende do percurso. Existem dois tipos de máquinas, as que basta seleccionarem a paragem de destino (idênticas às nossas) e a mais comum que é esta:



Nesta maquinas escolhemos o valor do bilhete que queremos comprar, de acordo com o diagrama, por exemplo neste caso se queremos ir para Asok o preço é 20 baths (valor dentro do circulo que está ao lado do nome da estação), logo na maquina vamos seleccionar o preço que pretendemos e pronto! Estas maquinas só aceitam moedas, mas sem desesperos, se só tiverem notas é só irem à bilheteira que eles trocam por moedas! (sim trocam por moedas, não vos vendem o bilhete, trocam notas por moedas :p).

Se não estão alojados perto de Kao San Road (mas porquê???) basta consultarem o diagrama de transportes (nós levamos este impresso e deu um jeitão), que é super simples e fácil de usar.



Mas porque optar por transportes quando o taxi nem é assim tão caro? Bem, pela mesma razão que algumas pessoas quando chegam à piscina vão se molhando gradualmente e outras se atiram, eu sou das que se atira! O choque cultural é fantástico e magico, sentir os cheiros da cidade (nem sempre bons!), apanhar transportes, mover-se onde os locais de movem e fugir ao roteiro turístico é o melhor de uma viagem e para mim a única maneira de sentir um país ou um povo é atirar-me de cabeça para o meio da confusão, só assim nos podemos de facto apaixonar!

Mas afinal onde ficar em Bangkok? Isso chega já no próximo post!

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

a Meia-Leca voltou! mas de onde?

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Sim estou de volta :D depois de 2 semanas fantásticas na Tailândia e ainda com algum jet lag em cima VOLTEI!!!!

A viagem foi incrível... mas será que um vegan se safa por lá?

Hum... não sei não... nos próximos posts vou contar-vos tudo acerca do que comi por lá e ainda algumas dicas de coisas que ADOREI!

Aguardem que eu volto!

Boas veganices!
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